Terminal no Porto do Açu registra alta de 19% em 2025, amplia operações com VLCC e avança em novo terminal voltado a combustíveis e biocombustíveis
A Vast Terminais encerrou 2025 consolidando sua liderança na exportação de petróleo bruto brasileiro. De acordo com o balanço anual divulgado pela companhia, o Terminal de Petróleo (T-Oil), localizado no Porto do Açu, movimentou 30,15 milhões de toneladas destinadas ao mercado internacional, crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
O volume representa 48% de todo o petróleo bruto exportado pelo Brasil em 2025, posicionando a empresa como principal hub logístico de escoamento da produção nacional. Considerando também os embarques voltados ao mercado interno, a movimentação total da Vast alcançou 60,4 milhões de toneladas, o maior patamar desde o início das operações, em 2016.
Porto do Açu como eixo estratégico das exportações
O desempenho do T-Oil reforça a centralidade do Porto do Açu na infraestrutura de exportação de óleo bruto, especialmente diante do crescimento da produção do pré-sal e da demanda internacional por petróleo brasileiro.
Dentro da estrutura da Prumo Logística, o T-Oil já representa 69% da movimentação total e ocupa a sétima posição no ranking nacional de movimentação de cargas entre todos os terminais portuários do país.
O avanço ocorre em um cenário de expansão do setor portuário brasileiro. “Os números foram registrados em um cenário de expansão do setor portuário nacional”, destacou a companhia em nota.
Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) indicam que a movimentação portuária brasileira atingiu 1,4 bilhão de toneladas em 2025, alta de 6,1% na comparação anual, confirmando a robustez da infraestrutura logística do país.
Operações VLCC e ganho de escala
Parte relevante do crescimento está associada à eficiência operacional do terminal. Em 2025, o T-Oil realizou 229 operações de transbordo (double banking), volume 20% superior ao registrado em 2024.
A Vast atende atualmente 12 operadoras de óleo e gás e detém um diferencial estratégico no mercado nacional: é proprietária do único terminal privado autorizado a operar navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier). Esses superpetroleiros possuem capacidade de movimentação de até 1,2 milhão de barris por dia, permitindo ganho de escala e redução de custos logísticos para exportação.
A possibilidade de operar VLCCs é considerada estratégica para o Brasil, especialmente em rotas de longa distância, como Ásia e Europa, onde o frete marítimo representa parcela significativa da competitividade do óleo brasileiro no mercado internacional.
Diversificação com o Terminal de Líquidos do Açu (TLA)
Além do recorde nas exportações de petróleo bruto, a Vast avança na diversificação do portfólio com o desenvolvimento do Terminal de Líquidos do Açu (TLA). O projeto tem foco na logística de combustíveis marítimos, armazenamento de derivados de petróleo e movimentação de produtos químicos e biocombustíveis.
Em 2025, a companhia iniciou a construção do parque de tancagem do novo terminal. A infraestrutura ampliará a capacidade de armazenamento de produtos de maior valor agregado e posicionará a empresa para atender à crescente demanda por combustíveis com menor intensidade de carbono e soluções logísticas associadas à transição energética.
A previsão oficial é que as operações de tancagem no TLA tenham início no último trimestre de 2026, ampliando a atuação da Vast além do petróleo bruto e fortalecendo sua presença no mercado de combustíveis e biocombustíveis.
Logística energética e transição
O desempenho da Vast reflete não apenas o crescimento da produção nacional de óleo e gás, mas também o papel estratégico da infraestrutura portuária na segurança energética e na competitividade das exportações brasileiras.
Ao consolidar quase metade do escoamento de petróleo bruto do país e investir na ampliação de infraestrutura voltada a derivados e biocombustíveis, a empresa se posiciona como ator relevante tanto no ciclo atual de expansão do petróleo quanto na agenda de transição energética.
Em um ambiente global marcado por volatilidade de preços, ajustes geopolíticos e exigências ambientais crescentes, eficiência logística, escala operacional e capacidade de diversificação tornam-se elementos centrais para sustentar a competitividade do setor de óleo e gás brasileiro.



