Modernização da UHE São Simão atinge 50% de execução e reforça papel estratégico no SIN

Com investimento de R$ 1,2 bilhão, SPIC Brasil avança no retrofit das seis unidades geradoras da usina de 1.710 MW, ampliando eficiência, confiabilidade e vida útil do ativo até 2029

A modernização da Usina Hidrelétrica São Simão (UHE São Simão) avança em ritmo acelerado e se aproxima de 50% de execução, consolidando uma das mais relevantes iniciativas de renovação do parque hidrelétrico brasileiro em curso. Operada pela SPIC Brasil desde 2018, a usina passa por um amplo programa de retrofit com investimento superior a R$ 1,2 bilhão, distribuído ao longo de uma década.

Com 1.710 MW de potência instalada e localizada na divisa entre Goiás e Minas Gerais, a hidrelétrica é peça-chave para a estabilidade e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), com capacidade para abastecer cerca de 6 milhões de residências por ano. O projeto de modernização tem como objetivo assegurar a operação do empreendimento por pelo menos mais 30 anos, ampliando eficiência, confiabilidade e segurança operacional.

Unidade Geradora 3 entra na fase de remontagem

Atualmente, a terceira das seis unidades geradoras está em processo de modernização. A Unidade Geradora 3 (UG 3) foi retirada de operação em outubro de 2025 e tem retorno previsto para agosto de 2026. A atualização é conduzida por consórcio formado por GE e PowerChina, envolvendo intervenções de alta complexidade técnica.

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A etapa de desmontagem foi concluída no final do ano passado, e o retrofit já se encontra em andamento. Parte dos componentes está sendo modernizada também na fábrica da GE, em Taubaté (SP). Algumas peças envolvidas no processo chegam a pesar 400 toneladas, evidenciando a escala industrial da operação.

Até o início de fevereiro, foi concluído o lançamento do estator no respectivo poço da UG 3, marcando a transição da fase estrutural para a etapa de montagem final e posterior comissionamento. O avanço sinaliza que o cronograma permanece alinhado às metas estabelecidas pela companhia.

À frente da SPIC Brasil, Adriana Waltrick destaca o significado do marco alcançado. “Alcançar a faixa de 50% de execução desse projeto é um marco importante para a SPIC Brasil. Esse avanço mostra nosso compromisso com a renovação tecnológica da UHE São Simão, ampliando sua eficiência, confiabilidade e segurança para seguir contribuindo de forma sólida com o sistema elétrico brasileiro”, afirma Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil.

Modernização estruturada em sete pacotes

O projeto foi dividido em sete pacotes construtivos, estratégia que permite maior controle de escopo, prazos e interfaces técnicas.

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Três pacotes já foram concluídos. O Pacote 1, executado pela Gevisa, envolveu a reforma dos pórticos e pontes rolantes. O Pacote 2, conduzido pela WEG, contemplou a substituição dos transformadores elevadores principais, ativos críticos para a conexão da usina ao sistema de transmissão. O Pacote 3, realizado pela Andritz, abrangeu a modernização do vertedouro e da unidade hidráulica da tomada d’água.

Entre os pacotes em andamento está o Pacote 4, voltado às obras de engenharia e acompanhamento técnico global da modernização, com participação de empresas especializadas do setor elétrico, como a Tractebel. O Pacote 5, sob responsabilidade do consórcio GE/PowerChina, inclui a modernização da casa de força e da tomada d’água, além do retrofit das unidades geradoras.

O Pacote 7, que contempla obras civis complementares, foi iniciado no fim de 2025. Já o Pacote 6, dedicado à atualização dos sistemas de iluminação, aterramento e proteção contra descargas elétricas, tem início previsto para o segundo semestre deste ano.

Renovação do parque hidrelétrico e segurança energética

A modernização da UHE São Simão ocorre em um momento em que o setor elétrico brasileiro busca equilibrar expansão de renováveis intermitentes, como eólica e solar, com a manutenção da robustez das hidrelétricas, que seguem como base estrutural do sistema.

Projetos de retrofit como o de São Simão contribuem para elevar a eficiência energética das unidades geradoras, reduzir indisponibilidades forçadas e ampliar a confiabilidade do despacho hidráulico, fator crucial em cenários hidrológicos desafiadores.

Além do ganho operacional, a atualização tecnológica permite incorporar sistemas de monitoramento e controle mais avançados, alinhados às exigências contemporâneas de segurança e desempenho do SIN.

Com conclusão prevista para 2029, o programa garantirá que todas as seis unidades geradoras passem pelo processo de modernização, consolidando o ativo como um dos mais relevantes da matriz elétrica nacional.

Em um contexto de transição energética e crescente complexidade operativa, a renovação do parque hidrelétrico reforça a estratégia de preservação de ativos estruturantes, assegurando estabilidade, potência firme e suporte à expansão de fontes renováveis variáveis.

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