Novo biofertilizante orgânico reforça estratégia de economia circular, biogás e soluções de baixo carbono do Grupo Energisa
O Grupo Energisa amplia sua atuação para além do setor elétrico tradicional e dá mais um passo na diversificação de receitas com o lançamento do biofertilizante E-bio Solum. A nova solução será apresentada ao mercado durante o 30º Show Tecnológico Copercampos, entre os dias 24 e 27 de fevereiro, em Campos Novos (SC), consolidando a entrada estruturada da companhia no mercado de bioinsumos e no agronegócio sustentável.
O movimento reforça a estratégia do grupo de integrar energia, biogás, economia circular e agricultura regenerativa, em linha com a agenda de transição energética e soluções de baixo carbono. O E-bio Solum nasce como produto de base orgânica, desenvolvido a partir de matéria orgânica estabilizada, com foco na nutrição equilibrada das plantas e no fortalecimento da saúde do solo.
Economia circular como vetor de novos negócios
O lançamento do biofertilizante está diretamente conectado à estratégia de valorização de resíduos energéticos. Produzido na primeira usina de biossoluções do Grupo Energisa, com capacidade estimada de 50 mil toneladas por ano, o E-bio Solum transforma subprodutos da operação em insumo agrícola de alto valor agregado.
“O E-bio Solum materializa, na prática, o conceito de economia circular ao transformar um resíduo da nossa operação em uma solução de alto valor para o campo. É uma forma concreta de integrar energia, sustentabilidade e produtividade agrícola, gerando benefícios ambientais e econômicos ao produtor”, afirma Luiz Fernando Tomasini, diretor de Negócios de Biogás do Grupo Energisa.
A comercialização será realizada por venda direta ao setor agropecuário, com precificação por tonelada, ampliando o acesso a uma alternativa de nutrição de culturas associada a práticas agrícolas sustentáveis e à redução da dependência de fertilizantes químicos.
Biofertilizante orgânico e agricultura regenerativa
O E-bio Solum foi desenvolvido para aplicação em grãos, frutíferas, hortaliças e pastagens, sendo compatível com sistemas convencionais, orgânicos e de agricultura regenerativa, sem necessidade de alteração nas práticas já adotadas pelos produtores.
Entre os principais diferenciais técnicos do biofertilizante estão a melhoria da estrutura física do solo, a redução do risco de salinização e degradação e o estímulo à fertilidade ao longo dos ciclos produtivos. Esses fatores contribuem para maior eficiência na absorção de nutrientes e melhor aproveitamento de recursos naturais, com reflexos diretos na produtividade agrícola no médio e longo prazo.
Sob a ótica econômica, a proposta é oferecer uma relação custo-benefício mais favorável ao longo das safras, combinando ganhos de produtividade com menor pressão ambiental — um atributo cada vez mais valorizado em cadeias produtivas que demandam rastreabilidade e redução da pegada de carbono.
Energisa, biogás e diversificação estratégica
O lançamento do E-bio Solum insere o Grupo Energisa em um segmento que dialoga diretamente com o avanço do biogás, da bioenergia e das soluções integradas para o campo. Ao estruturar uma usina dedicada à produção de biossoluções, a companhia consolida um modelo de negócios que conecta geração de energia, gestão de resíduos e fornecimento de insumos agrícolas.
Para o setor elétrico, a iniciativa sinaliza uma tendência mais ampla: empresas de energia ampliando fronteiras para atuar em cadeias correlatas, como biofertilizantes, biometano e soluções ambientais, diversificando receitas e reduzindo exposição a riscos regulatórios típicos do mercado de distribuição e transmissão.
No contexto da transição energética, a estratégia reforça o posicionamento do Grupo Energisa como plataforma multienergética, alinhada à agenda ESG e às demandas crescentes por descarbonização do agronegócio brasileiro.



