Encontro do Comitê PMO/PLD apresentará estudos que subsidiarão decisão do CMSE sobre parâmetros de segurança e formação de preços para o próximo ciclo operacional.
O Comitê Técnico (CT) PMO/PLD, braço coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), realiza nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, um debate crucial para o equilíbrio entre segurança operativa e sinal de preço no Brasil. O 2º Workshop sobre Avaliação do Nível de Aversão ao Risco nos Modelos Computacionais ocorre em ambiente virtual, das 14h às 16h, com foco na calibração dos parâmetros que regem o comportamento dos modelos de cadeia hidrotérmica (NEWAVE/DECOMP).
O tema é central para os agentes do mercado, uma vez que o nível de aversão ao risco define o quão conservadora, ou audaciosa, será a política de despacho das usinas. Uma mudança nesses parâmetros pode impactar diretamente o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e o custo da operação (CMO), influenciando as estratégias de comercialização e o acionamento de térmicas.
Alinhamento Metodológico entre ONS, CCEE e EPE
O workshop apresentará os estudos técnicos que servirão de base para a futura deliberação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Um dos pontos altos da agenda será o detalhamento da compatibilidade entre os parâmetros de aversão e a representação agregada utilizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
A integração entre o planejamento (EPE) e a operação (ONS) é um desafio histórico do setor. A proposta do encontro é garantir que a visão de longo prazo da política energética esteja em sintonia com a execução diária do sistema. A coordenação conjunta reforça a busca por uma governança técnica que minimize descolamentos entre os modelos e a realidade física do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Transparência e Participação dos Agentes
A iniciativa faz parte de um esforço contínuo de transparência no processo de calibração dos modelos. Ao abrir os dados e as premissas metodológicas antes da decisão final do CMSE, o Comitê Técnico permite que os agentes de geração, distribuição e comercialização avaliem os impactos em seus portfólios.
Em nota oficial sobre a finalidade do debate, a organização do evento pontua a diretriz que norteia os trabalhos: “O objetivo do encontro é promover a participação ativa dos agentes e assegurar transparência ao processo de calibração desses parâmetros.”
A agenda prevê ainda o detalhamento das análises de sensibilidade dos parâmetros de aversão ao risco, elementos que atuam como o “freio de segurança” do sistema em cenários de hidrologia desfavorável ou volatilidade de carga.
Serviço e Acesso
O evento é aberto aos profissionais do setor e será transmitido via plataforma Webex. A participação é vista como estratégica para as áreas de gestão de risco e planejamento das empresas que atuam no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e Regulado (ACR).



