ONS revisa para baixo nível dos reservatórios no Sudeste/Centro-Oeste para 57,4%

Apesar de sutil elevação nas projeções de afluência para os subsistemas Sul e Norte, o Operador mantém expectativa de chuvas abaixo da média histórica em todo o território nacional.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou as projeções para o encerramento de fevereiro de 2026, indicando um cenário de maior pressão sobre o subsistema Sudeste/Centro-Oeste. Principal caixa d’água do país, a região deve encerrar o mês com reservatórios em 57,4% de sua Energia Armazenada Máxima (% EARmáx), um ajuste negativo frente aos 59,1% estimados na revisão anterior.

A revisão ocorre em um contexto de manutenção das expectativas de Energia Natural Afluente (ENA) em patamares abaixo da Média de Longo Termo (MLT) em todas as regiões. No Sudeste/Centro-Oeste, o volume projetado é de 88% da MLT, enquanto o Nordeste deve registrar 91%. Embora persistam abaixo da média, houve uma melhora marginal nas estimativas para o Sul, agora em 52% (contra 47% previstos anteriormente), e para o Norte, que subiu de 58% para 66% da média histórica.

Dinâmica da Carga e Comportamento dos Subsistemas

A demanda por energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) apresenta uma trajetória de retração. O ONS projeta uma queda de 3,7% na carga de fevereiro em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 85.866 MWmed. Esta redução é puxada principalmente pelo subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que registra uma variação negativa de 6,7% no comparativo anual.

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Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste seguem com crescimento na demanda, registrando altas de 4,7% e 2,4%, respectivamente. No que tange ao armazenamento, o Nordeste deve atingir 69,3% de EARmáx ao fim do mês, consolidando o maior nível de segurança entre os subsistemas, seguido pelo Norte, com 67,8%.

Formação de Preços e Custo de Operação

O Custo Marginal de Operação (CMO) mantém-se equalizado em todos os subsistemas para a semana operativa entre 21 e 27 de fevereiro. A média semanal foi fixada em R$ 316,18/MWh, refletindo a estabilidade momentânea no despacho, que permanece regido pela formação de preço horária via modelo DESSEM.

O custo de operação esperado para a atual semana operativa é de R$ 466,8 milhões. Para as semanas subsequentes de fevereiro, a expectativa do Operador é de uma redução significativa, com média de R$ 186,3 milhões por semana.

Despacho Térmico e Segurança do Suprimento

O Programa Mensal de Operação (PMO) indica um despacho térmico total de 7.727 MWmed para o SIN. A maior parcela desse montante é proveniente de geração por inflexibilidade, que soma 4.913 MWmed, enquanto o despacho por ordem de mérito contribui com 2.814 MWmed.

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O subsistema Sudeste/Centro-Oeste lidera o volume de térmica despachada com 3.087 MWmed, sendo a quase totalidade (2.967 MWmed) decorrente de inflexibilidade das plantas. No Norte, o despacho térmico totaliza 2.138 MWmed, com uma composição equilibrada entre ordem de mérito (1.432 MWmed) e inflexibilidade (706 MWmed).

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