Solar impulsiona a matriz elétrica brasileira: 543 MW adicionados em janeiro

Brasil adiciona 543 MW no primeiro mês de 2026 e capacidade instalada total alcança a marca de 216,9 GW, consolidando fontes renováveis como motor de crescimento.

A matriz elétrica brasileira iniciou 2026 mantendo o ritmo de expansão observado nos últimos anos, fortemente ancorada na competitividade da fonte solar fotovoltaica. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o país registrou a entrada em operação comercial de 543 MW em janeiro. O volume é fruto da energização de 13 novos empreendimentos, dos quais 11 são parques solares, totalizando 509 MW de potência adicionada, o que representa mais de 93% de todo o incremento mensal do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Além do protagonismo solar, o balanço de janeiro incluiu a entrega de uma usina termelétrica (20 MW) e de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), com 14 MW. O avanço reflete a estratégia de diversificação e a busca por maior segurança energética em um cenário de transição.

Minas Gerais consolida posição como polo fotovoltaico

A distribuição geográfica da nova potência em janeiro abrangeu quatro regiões do país, mas a concentração de investimentos em Minas Gerais segue sendo o ponto focal do setor. O estado liderou o ranking nacional com folga, sendo responsável por 409 MW provenientes de nove usinas.

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Na sequência, a Bahia adicionou 100 MW através de dois projetos solares. O Pará registrou o incremento de 20 MW em geração térmica, enquanto o Paraná contribuiu com 14 MW no segmento de hidreletricidade. A hegemonia mineira reforça a maturidade do mercado local, impulsionado por condições climáticas favoráveis e um ambiente regulatório estadual que atrai grandes complexos de geração centralizada.

Brasil ultrapassa a marca de 216,9 GW de potência

O crescimento verificado em janeiro eleva a musculatura do sistema elétrico brasileiro a novos patamares. Em 9 de fevereiro de 2026, a potência fiscalizada do país somou 216.912 MW (ou 216,9 GW), segundo o Sistema de Informações de Geração da ANEEL (SIGA). Este indicador monitora diariamente tanto as usinas em operação comercial quanto os ativos outorgados que estão em fase de construção.

O volume de capacidade instalada evidencia o salto de escala que o Brasil deu na última década, migrando de uma matriz predominantemente hídrica para um modelo híbrido e renovável, onde as fontes solar e eólica atuam como os principais vetores de expansão.

Transparência e monitoramento da expansão

Para sustentar o planejamento de longo prazo e garantir a previsibilidade para investidores, a agência reguladora tem aprimorado as ferramentas de transparência. O painel RALIE, que centraliza os dados de expansão, permite o acompanhamento detalhado de obras por fonte, região e estágio de implantação.

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A fiscalização da autarquia pontua que a ferramenta amplia o acesso aos dados de acompanhamento de novas usinas em implantação e facilita a visualização da oferta de geração de acordo com filtros específicos. Os objetivos centrais são o aprimoramento da interatividade e o fornecimento de informações técnicas sobre obras de geração para todos os agentes do mercado.

A metodologia de atualização desses dados envolve inspeções in loco e o processamento do Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel). A equipe de monitoramento da agência destaca que o processo conta com a contribuição direta das empresas fiscalizadas para garantir uma análise minuciosa da evolução física do parque gerador nacional.

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