Com 40% do sistema sob sua responsabilidade, companhia aposta no Nordeste como eixo estratégico para integrar renováveis e reforçar a segurança elétrica do país
A AXIA Energia consolida sua posição como um dos principais agentes da infraestrutura elétrica nacional ao anunciar a ampliação de sua malha de transmissão com a construção de 2.261 quilômetros de novas Linhas de Transmissão (LT) até 2028. Com os novos empreendimentos, a companhia passará a responder sozinha por cerca de 40% do Sistema Interligado Nacional (SIN), alcançando um total de 76.261 quilômetros de linhas em operação no país.
A expansão faz parte dos sete lotes arrematados pela empresa em leilões promovidos nos últimos três anos e reforça o papel estratégico da transmissão na viabilização da transição energética brasileira. Além de mitigar gargalos estruturais e reduzir riscos de sobrecarga, as novas linhas serão determinantes para a integração das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, à matriz elétrica nacional.
Nordeste como polo da expansão da transmissão
O Nordeste desponta como protagonista no plano de crescimento da AXIA Energia. Dos 2.261 quilômetros previstos até 2028, 1.957 quilômetros serão implantados na região, abrangendo os estados do Ceará, Piauí, Bahia, Pernambuco e Alagoas.
A escolha reflete o papel cada vez mais central do Nordeste no mapa energético do país. A região concentra a maior parte da expansão da geração eólica e solar e, nos últimos anos, passou a enfrentar restrições de escoamento, com episódios de curtailment e limitações operativas por insuficiência de infraestrutura de transmissão.
Com as novas linhas, a energia renovável produzida no Nordeste poderá ser transferida com maior eficiência para centros de consumo do Sudeste e do Centro-Oeste, ampliando a confiabilidade do sistema e reduzindo desperdícios de geração limpa.
Transmissão como pilar da transição energética
O avanço da geração renovável intermitente tornou a expansão da transmissão um elemento crítico para a sustentabilidade do sistema elétrico brasileiro. A falta de capacidade de escoamento tem sido apontada como um dos principais entraves à consolidação de uma matriz cada vez mais limpa e descentralizada.
Nesse contexto, a estratégia da AXIA se insere diretamente no esforço de modernização da infraestrutura elétrica nacional. As novas Linhas de Transmissão permitirão maior flexibilidade operativa ao Operador Nacional do Sistema (ONS), além de criar condições técnicas para o aproveitamento pleno da geração solar e eólica em escala.
“Na AXIA Energia, nosso diferencial está na capacidade de entregar projetos com agilidade e excelência técnica, conectando o Brasil ao futuro da energia renovável. Cada linha de transmissão que inauguramos representa um avanço concreto na eficiência do setor, impulsionando oportunidades para nossos clientes e parceiros. Estamos comprometidos em superar expectativas, tornando a infraestrutura elétrica mais inteligente, sustentável, inovadora e preparada para os desafios do setor”, destacou Robson Campos.
Histórico de antecipação de obras e eficiência operacional
A empresa tem se destacado pela execução acelerada de projetos e pelo cumprimento antecipado de cronogramas regulatórios. Um dos principais exemplos é o empreendimento Caldinho II, concluído em 2025, 13 meses antes do prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A obra ampliou a capacidade de suprimento da região Norte ao integrar o município de Humaitá (AM) ao Sistema Interligado Nacional.
A antecipação de projetos tem impactos diretos sobre a segurança energética, ao reduzir períodos de restrição operativa e permitir a entrada mais rápida de novos ativos estratégicos no sistema.
Cronograma de obras até 2028
O plano de expansão da AXIA está distribuído ao longo dos próximos três anos. Para 2026, estão previstos 304 quilômetros de novas linhas em Minas Gerais e Santa Catarina. Em 2027, serão adicionados 845 quilômetros nos estados do Ceará e Piauí. Já em 2028, o maior volume de obras será concentrado, com 1.112 quilômetros de novas linhas na Bahia, Pernambuco, Alagoas, Piauí e Ceará.
A distribuição geográfica dos projetos evidencia a prioridade dada às regiões com maior crescimento da geração renovável e com maior pressão sobre a infraestrutura existente.
Investimentos e impacto econômico
Desde sua privatização, em junho de 2022, a AXIA Energia venceu lotes de transmissão que somam pouco mais de R$ 6 bilhões em investimentos contratados. O ciclo de expansão tem gerado aproximadamente 10 mil empregos diretos, além de impactos indiretos relevantes nas cadeias de engenharia, construção pesada, equipamentos elétricos e serviços especializados.
Do ponto de vista econômico, a expansão da transmissão também é vista como fator estruturante para a atração de novos projetos de geração, ao reduzir incertezas regulatórias e operacionais associadas ao escoamento da energia.
Transmissão como vetor de competitividade sistêmica
A ampliação da malha de transmissão ocorre em um momento em que o setor elétrico brasileiro enfrenta desafios crescentes relacionados à integração de renováveis, ao aumento da eletrificação da economia e à necessidade de maior resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos.
Nesse cenário, projetos como os liderados pela AXIA Energia reforçam a percepção de que a transmissão deixou de ser apenas um segmento de infraestrutura passiva e passou a assumir papel central na estratégia de competitividade, segurança energética e descarbonização do país.
Ao concentrar 40% do SIN sob sua gestão e acelerar a entrega de novos ativos, a companhia se posiciona como um dos principais pilares da nova arquitetura elétrica brasileira, em que a expansão da geração limpa precisa caminhar, necessariamente, acompanhada de investimentos robustos em redes de transmissão modernas, eficientes e inteligentes.



