Autorização ambiental libera implantação de linha de 500 kV entre Buritirama e Barra II e reforça corredor estratégico de escoamento eólico e solar entre Nordeste e Sudeste
A ISA ENERGIA BRASIL deu mais um passo decisivo na consolidação do Projeto Serra Dourada, considerado o maior empreendimento de transmissão de energia renovável em construção no estado da Bahia. A companhia obteve a Segunda Licença de Instalação (LI), emitida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), que autoriza a implantação da linha de transmissão de 500 kV Buritirama – Barra II, com 96,5 quilômetros de extensão.
O projeto é resultado do Lote 1 do Leilão de Transmissão nº 01/2023 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e integra a carteira de investimentos prioritários do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com essa nova licença, a transmissora avança na execução de um dos principais corredores elétricos voltados ao escoamento de energia renovável no país.
Linha de 500 kV reforça infraestrutura no Oeste da Bahia
A linha Buritirama – Barra II interligará as subestações de mesmo nome e atravessará os municípios de Barra, Buritirama e Mansidão, todos localizados em uma das regiões com maior potencial de expansão da geração eólica e solar no Brasil.
Do ponto de vista sistêmico, o trecho é considerado estratégico para ampliar a capacidade de transmissão elétrica da malha existente e reduzir gargalos de conexão, sobretudo em áreas que concentram novos projetos de geração renovável de grande porte.
Com investimento total estimado em R$ 3,2 bilhões, o Projeto Serra Dourada representa um marco para a infraestrutura energética do Nordeste, ao criar condições estruturais para o crescimento sustentado da oferta renovável e para o fortalecimento do intercâmbio elétrico com o Sudeste.
Licenciamento como vetor de avanço do cronograma
O avanço regulatório é visto pela transmissora como um componente essencial para o cumprimento dos prazos e metas de sustentabilidade do grupo. O diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL, Dayron Urrego, ressalta que o novo licenciamento consolida a robustez técnica do empreendimento
“A conquista da Licença de Instalação para a Linha de Transmissão Buritirama – Barra II é mais um marco na execução do Projeto Serra Dourada. Este trecho é estratégico para ampliar a capacidade de transmissão elétrica da região e garantir o escoamento eficiente de energias renováveis. Estamos avançando com o projeto priorizando segurança, sustentabilidade e geração de valor para as comunidades locais e para o Brasil”, afirmou.
A autorização do INEMA permite que a empresa avance para a fase de obras civis e montagem eletromecânica, reduzindo riscos regulatórios e dando previsibilidade ao cronograma de implantação.
Corredor elétrico entre Bahia e Minas Gerais
O Projeto Serra Dourada, em sua configuração completa, prevê a construção de cinco linhas de transmissão aéreas em 500 kV, que totalizam 1.097 quilômetros de extensão, conectando o Oeste da Bahia ao Norte de Minas Gerais. Ao todo, o traçado atravessa 23 municípios, sendo 20 na Bahia e três em Minas.
Além das linhas, o empreendimento inclui a implantação de três novas subestações, Campo Formoso II, Barra II e Correntina, que terão papel fundamental na recomposição dos fluxos de potência, alívio do carregamento da rede existente e aumento da confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Na prática, trata-se de um reforço estrutural no eixo Nordeste–Sudeste, região que concentra parte significativa da expansão da geração renovável e também dos principais centros de carga do país.
Escoamento renovável e segurança do sistema
O Serra Dourada foi concebido para viabilizar novos pontos de conexão de usinas eólicas, solares e de biomassa nas regiões de Campo Formoso, Barra e Correntina, áreas que vêm se consolidando como novos polos de desenvolvimento energético no interior do Nordeste.
Do ponto de vista do planejamento setorial, o projeto atende diretamente às diretrizes do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), ao reforçar a infraestrutura de transmissão como condição essencial para a transição energética e para a integração eficiente das fontes renováveis ao SIN.
A Receita Anual Permitida (RAP) do empreendimento é de R$ 322 milhões para o ciclo 2025/2026, o que reflete a relevância econômica do ativo dentro da estrutura de remuneração do setor de transmissão.
Impactos socioeconômicos e prazo de energização
Além dos benefícios elétricos, o projeto também gera impactos relevantes no desenvolvimento regional. A expectativa é de criação de cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos ao longo da fase de construção, movimentando cadeias locais de serviços, logística e engenharia.
O prazo regulatório estabelecido pela ANEEL para a energização completa do Projeto Serra Dourada é março de 2029. Até lá, a ISA ENERGIA BRASIL seguirá avançando nas etapas de licenciamento, obras e comissionamento, consolidando o empreendimento como um dos pilares da nova infraestrutura elétrica voltada à transição energética no Brasil.



