Copel investe mais de R$ 160 milhões na modernização de subestações e reforça sistema elétrico do Paraná

Sete projetos de alta tensão no SIN ampliam capacidade, aumentam confiabilidade e beneficiam diretamente cerca de 2 milhões de consumidores até o fim de 2026

A Copel Geração e Transmissão (Copel GeT) avança em um dos maiores ciclos recentes de investimentos em infraestrutura elétrica no Paraná, com um amplo programa de ampliação, modernização e reforço de subestações de alta tensão que integram o Sistema Interligado Nacional (SIN). Ao todo, sete projetos, que somam mais de R$ 160 milhões, devem ser concluídos ao longo de 2026 e terão impacto direto na qualidade e confiabilidade do fornecimento de energia para cerca de 2 milhões de consumidores no estado.

As obras fazem parte da estratégia da companhia para preparar a rede de transmissão frente ao crescimento da demanda, à expansão da carga industrial e à maior complexidade operacional do sistema elétrico, cada vez mais marcado pela inserção de fontes renováveis, eletrificação de processos e digitalização das redes.

Modernização como vetor de confiabilidade

O foco central das intervenções está na substituição de equipamentos antigos por versões mais modernas e eficientes, além do aumento da capacidade instalada e do desempenho operacional das subestações. A expectativa da Copel é reduzir riscos de falhas, elevar a confiabilidade do sistema e assegurar padrões mais elevados de qualidade no atendimento.

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Ao avaliar o programa de investimentos, o diretor-geral da Copel GeT, Moacir Bertol, destacou o caráter estratégico das obras para o futuro da infraestrutura elétrica do estado.

“Essas obras abrangem subestações estratégicas localizadas em diferentes regiões do Paraná, fortalecendo a infraestrutura elétrica e preparando a rede para acompanhar o crescimento da demanda e o desenvolvimento econômico das áreas atendidas”, destaca o diretor-geral da Copel GeT, Moacir Bertol. “Além disso, são investimentos que deveremos entregar de forma antecipada em relação ao prazo estabelecido pela Aneel”, completa o gestor, citando a Agência Nacional de Energia Elétrica.

A sinalização de entrega antecipada é relevante do ponto de vista regulatório e reforça a importância do planejamento de longo prazo no segmento de transmissão, especialmente em um contexto de maior exigência sobre disponibilidade, resiliência e eficiência dos ativos.

Curitiba e Região Metropolitana no centro das intervenções

Na capital paranaense, a Subestação Campo Comprido será uma das principais beneficiadas. A unidade passará pela substituição de dois transformadores, com conclusão prevista para maio de 2026 e investimento de R$ 25,4 milhões. Os transformadores são responsáveis por ajustar os níveis de tensão elétrica, garantindo que a energia seja transmitida e distribuída de forma segura e eficiente.

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A modernização permitirá elevar a eficiência operacional da instalação e aumentar a confiabilidade do atendimento à capital e à Região Metropolitana de Curitiba (RMC), áreas que concentram parte significativa da carga urbana e industrial do estado.

Ainda na RMC, a Subestação Uberaba terá um transformador de grande capacidade substituído, em uma obra estimada em R$ 16,5 milhões. A intervenção reforça a robustez do sistema elétrico local e cria melhores condições operacionais para a rede que atende aproximadamente 495 mil clientes.

Reforços no interior: Norte, Noroeste e Campos Gerais

No interior do Paraná, o programa de modernização também avança em subestações consideradas críticas para a estabilidade do sistema regional. Na Subestação Figueira, as obras envolvem a substituição de um transformador e de dois reatores, equipamentos essenciais para o controle de tensão e estabilidade elétrica. O investimento de R$ 19 milhões vai beneficiar cerca de 210 mil consumidores.

Já em Londrina, principal polo econômico do Norte do estado, a Subestação Londrina receberá dois novos transformadores de grande porte. Com aporte de R$ 30,9 milhões e conclusão prevista para maio de 2026, a modernização amplia a eficiência e a confiabilidade do sistema que atende mais de 440 mil clientes diretamente.

Em Maringá, a substituição de um transformador, orçada em R$ 15,4 milhões, busca renovar equipamentos e elevar o desempenho operacional da subestação responsável pelo atendimento de cerca de 360 mil consumidores. Na mesma linha, a Subestação Ponta Grossa Sul receberá dois novos transformadores, com investimento de R$ 20,5 milhões, voltados à redução da tensão para os níveis utilizados na rede de distribuição local, beneficiando aproximadamente 220 mil clientes.

Ampliação em Campo Mourão e crescimento da carga

O maior projeto individual do pacote está concentrado na Subestação Campo Mourão, cuja ampliação tem conclusão prevista para novembro de 2026. O empreendimento prevê a substituição de dois transformadores por equipamentos de maior capacidade, além de adequações nas estruturas de manobra dos sistemas de alta tensão.

Com investimento de R$ 34,4 milhões, a obra atende diretamente mais de 210 mil consumidores e está alinhada ao crescimento da carga na região Noroeste do Paraná. A ampliação permitirá que o sistema acompanhe o desenvolvimento econômico regional, reduzindo restrições operativas e ampliando a margem de segurança elétrica.

Infraestrutura elétrica como base da transição energética

Para especialistas do setor, o conjunto de investimentos da Copel GeT reflete uma tendência estrutural do sistema elétrico brasileiro: a necessidade de modernizar e reforçar ativos de transmissão para sustentar a transição energética, a expansão das fontes renováveis e o avanço da eletrificação da economia.

Subestações mais modernas, com equipamentos de maior capacidade e maior grau de automação, tornam-se peças-chave para garantir a flexibilidade operativa do SIN, reduzir perdas técnicas, melhorar indicadores de continuidade e aumentar a resiliência frente a eventos extremos.

No caso do Paraná, o programa de mais de R$ 160 milhões sinaliza que a infraestrutura elétrica segue sendo tratada como um ativo estratégico para a competitividade econômica do estado, sustentando desde a expansão industrial até a digitalização dos serviços e a mobilidade elétrica.

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