ENGIE Brasil reforça protagonismo em descarbonização e neutraliza emissões do Rio Open pelo sexto ano consecutivo

Parceria consolida o maior torneio de tênis da América do Sul como referência ambiental, com compensação de mais de 1,8 mil toneladas de CO₂ em 2026 por meio de créditos de energia renovável da UHE Jirau

A integração entre o setor elétrico e a agenda de sustentabilidade de grandes eventos ganhou mais um capítulo relevante com a confirmação de que a ENGIE Brasil será, pelo sexto ano consecutivo, a responsável pela neutralização das emissões de carbono do Rio Open. O maior torneio de tênis da América do Sul chega à sua 12ª edição entre os dias 14 e 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, consolidando-se não apenas como um evento esportivo de destaque internacional, mas também como uma vitrine de boas práticas ambientais no Brasil.

A parceria, iniciada em 2020, tornou-se um dos casos mais longevos e consistentes de aplicação de créditos de carbono de origem elétrica no segmento de esportes e entretenimento. Em 2026, a iniciativa permitirá a compensação de mais de 1.800 toneladas de CO₂, volume superior às 1.713 toneladas neutralizadas na edição anterior. No acumulado desde o início da colaboração, o Rio Open já superou a marca de 6.000 toneladas de emissões compensadas, resultado que foi determinante para a concessão do certificado internacional “Carbono Neutro” pelas Nações Unidas.

Créditos de carbono e energia renovável no centro da estratégia

A neutralização das emissões do Rio Open é realizada por meio de créditos de carbono gerados pela Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no Rio Madeira, em Rondônia. O empreendimento, que figura como o quarto maior gerador de energia elétrica do país em capacidade instalada, está registrado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da ONU, o que garante rastreabilidade, integridade ambiental e reconhecimento internacional aos créditos utilizados.

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A UHE Jirau tem como acionistas a ENGIE Brasil, com 40% de participação, a Axia, também com 40%, e a Mitsui, com os 20% restantes. Ao longo dos últimos anos, os créditos gerados pelo empreendimento já foram direcionados para a neutralização de eventos de grande porte, incluindo os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, reforçando o papel estratégico do setor elétrico brasileiro na agenda global de descarbonização.

Sustentabilidade como vetor de transformação cultural

Ao comentar os resultados da parceria, o CEO da ENGIE Brasil, Eduardo Sattamini, destacou o caráter estruturante da iniciativa para além do evento esportivo em si. Segundo o executivo, a experiência acumulada ao longo dos últimos anos demonstra que grandes eventos podem funcionar como catalisadores de uma mudança cultural mais ampla.

“Essa colaboração tem gerado resultados significativos e deve ser considerado um exemplo para estimular o mercado esportivo a adotar práticas que impulsionam a transição para uma economia neutra em carbono. Nosso propósito é fomentar uma mudança cultural para inserir a sustentabilidade em todas as esferas da sociedade e apoiar grandes eventos na construção de políticas e diretrizes mais sólidas e efetivas. A atuação conjunta demonstra que o esporte, o entretenimento e a responsabilidade socioambiental podem caminhar lado a lado, criando experiências de alto impacto com menor pegada ambiental”, afirma Sattamini.

A fala do CEO contextualiza a estratégia da ENGIE de posicionar a descarbonização como um ativo reputacional e econômico, integrando sua atuação no setor elétrico à promoção de soluções concretas de mitigação climática em diferentes segmentos da economia.

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O papel da UHE Jirau na agenda climática

Do ponto de vista do empreendimento gerador dos créditos, a neutralização do Rio Open também reforça a relevância das hidrelétricas brasileiras no mercado voluntário de carbono. Edson Silva, diretor-presidente da Jirau Energia, ressalta que a iniciativa transcende a simples compensação de emissões e se conecta diretamente à função social da geração renovável.

“Para nós, da Jirau Energia, contribuir com a neutralização de carbono do Rio Open reafirma o compromisso do setor elétrico com práticas sustentáveis e com o desenvolvimento de soluções que reduzam os impactos ambientais. Os créditos de carbono gerados pela operação da Usina Hidrelétrica Jirau representam não apenas eficiência energética, mas também a responsabilidade de transformar essa energia em benefícios reais para a sociedade. Participar de um evento dessa relevância, que mobiliza milhares de pessoas e inspira atletas e público, reforça nossa missão de gerar energia limpa, promover desenvolvimento e apoiar iniciativas que integram esporte, inovação e sustentabilidade”, afirma o executivo.

A declaração evidencia como o uso estratégico de créditos de carbono pode ampliar o valor socioambiental da geração hidrelétrica, em um contexto de crescente escrutínio sobre a matriz elétrica e a necessidade de soluções alinhadas às metas climáticas globais.

Neutralização ampla e governança ambiental do evento

Um dos diferenciais do Rio Open no campo da sustentabilidade é o escopo abrangente da neutralização de emissões. O torneio compensa não apenas as emissões associadas ao consumo de energia elétrica e à montagem da infraestrutura, mas também aquelas relacionadas ao deslocamento de atletas, equipes técnicas e público. Essa abordagem mais completa amplia a credibilidade ambiental da iniciativa e reduz o risco de práticas pontuais ou meramente simbólicas.

As ações fazem parte da plataforma Rio Open Green, que estrutura a governança ambiental do evento e inclui iniciativas de gestão de resíduos, reciclagem, redução do uso de plásticos, adoção de materiais reutilizáveis e outras práticas alinhadas aos princípios ESG. Ao integrar essas frentes, o torneio consolida um modelo replicável para outros grandes eventos no Brasil e na América Latina.

Energia, esporte e a agenda ESG

A consolidação da parceria entre ENGIE Brasil e Rio Open ocorre em um momento em que empresas do setor elétrico buscam ampliar sua atuação para além da geração e comercialização de energia, assumindo um papel mais ativo na agenda ESG. Ao associar sua marca a um evento de visibilidade internacional e resultados mensuráveis em descarbonização, a ENGIE reforça sua estratégia de longo prazo e demonstra como a energia renovável pode ser um instrumento concreto de mitigação climática.

Em um contexto de crescente pressão regulatória e de mercado por compromissos ambientais mais robustos, iniciativas como essa ajudam a aproximar o debate climático do cotidiano da sociedade, conectando esporte, entretenimento e transição energética de forma prática e mensurável.

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