Drones transformam a inspeção da rede elétrica da Cemig e elevam o padrão de confiabilidade em Minas Gerais

Uso de aeronaves não tripuladas com câmeras térmicas e sensores avançados acelera diagnósticos, aumenta a segurança das equipes e fortalece a manutenção preventiva da distribuidora

A digitalização das redes elétricas avança de forma consistente no Brasil, e a Cemig tem se destacado ao incorporar tecnologias que ampliam a eficiência operacional e a confiabilidade do fornecimento de energia. Em Minas Gerais, a distribuidora já conta com uma frota de 99 drones dedicados à inspeção de redes de distribuição e de linhas de média e alta tensão, promovendo uma verdadeira mudança de paradigma na manutenção do sistema elétrico.

A iniciativa insere a companhia em um movimento global de modernização das utilities, no qual a inspeção aérea deixa de ser um recurso pontual e passa a integrar de forma estruturada a estratégia de manutenção preventiva e corretiva. Com os drones, a Cemig amplia a capacidade de análise, reduz riscos às equipes de campo e acelera a identificação de falhas, especialmente em trechos de difícil acesso, comuns em um estado com dimensões territoriais e diversidade geográfica como Minas Gerais.

Da inspeção visual ao monitoramento inteligente

Historicamente, a inspeção da rede elétrica dependia quase exclusivamente do trabalho presencial de técnicos especializados, que percorriam quilômetros de linhas observando estruturas, condutores e equipamentos, muitas vezes em áreas rurais, regiões de mata fechada ou locais com acesso restrito. O uso de câmeras termográficas já havia representado um avanço importante, ao permitir a identificação de pontos quentes e frios associados a sobrecargas, conexões defeituosas e anomalias invisíveis a olho nu.

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Com a incorporação dos drones, esse processo ganhou uma nova dimensão. As aeronaves não tripuladas permitem uma visão aérea detalhada das estruturas, alcançando cruzetas, isoladores, conexões e componentes posicionados em locais elevados ou de difícil observação a partir do solo. Além disso, a captura de imagens em alta resolução e dados térmicos possibilita análises mais precisas e decisões mais rápidas.

Segurança e eficiência no centro da estratégia

Para a Cemig, um dos ganhos mais relevantes está na redução da exposição das equipes a situações de risco. O supervisor do Sistema Elétrico da companhia, Wenderson Alves, destaca que a tecnologia não substitui o conhecimento técnico dos profissionais, mas potencializa sua capacidade de diagnóstico.

“As inspeções aéreas permitem uma visualização completa e detalhada da parte superior da rede, incluindo cruzetas, isoladores, conexões e pontos altos de difícil acesso. Muitos defeitos simplesmente não são visíveis do solo. O drone aproxima, amplia, filma e registra com precisão, tornando as inspeções mais seguras e rápidas”, afirma.

Protocolos rigorosos e uso responsável da tecnologia

Outro ponto sensível envolve a operação dos drones em áreas urbanas e rurais. Segundo a Cemig, todos os voos são realizados exclusivamente durante o dia e seguem protocolos rigorosos de segurança. As aeronaves são utilizadas apenas para o monitoramento técnico das estruturas da companhia, sem qualquer desvio de finalidade.

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Wenderson Alves ressalta que empresas contratadas não estão autorizadas a realizar voos noturnos nem a operar fora do perímetro da rede elétrica. Em caso de dúvidas, a orientação é que os clientes entrem em contato diretamente com os canais oficiais de atendimento da Cemig, reforçando a transparência e o uso responsável da tecnologia.

Precisão na identificação de falhas e resposta mais rápida

A eficácia da solução reside na fusão de sensores de alta sensibilidade e algoritmos de processamento. Ao integrar termografia infravermelha, telemetria de precisão e visão computacional, os drones convertem a inspeção visual em um diagnóstico técnico profundo, capaz de identificar vulnerabilidades invisíveis a olho nu. Wenderson Alves destaca que essa precisão é o que permite a transição para um modelo de manutenção preditiva mais assertivo.

“Pontos de aquecimento, falhas em isoladores, corrosão e danos estruturais passam a ser detectados com muito mais rapidez, garantindo diagnósticos mais precisos e eficientes”, destaca o especialista da companhia.

Desde janeiro de 2023, milhares de quilômetros de linhas de média e alta tensão já foram inspecionados com o apoio de drones. O alcance da tecnologia permitiu chegar a áreas remotas, propriedades rurais extensas e também a regiões densamente urbanizadas, onde o acesso por equipes terrestres pode ser limitado por questões logísticas ou de segurança.

Impactos diretos na confiabilidade do fornecimento

A adoção dos drones também trouxe ganhos relevantes no tempo de resposta das equipes de manutenção. Ao identificar com precisão o ponto exato de uma anomalia, a distribuidora consegue direcionar as equipes diretamente ao local crítico, eliminando etapas intermediárias de inspeção.

“Quando identificamos um defeito, conseguimos enviar a equipe diretamente ao ponto crítico, sem a necessidade de longas inspeções ponto a ponto. Isso melhora a eficiência do trabalho, reduz custos operacionais e fortalece a confiabilidade do fornecimento de energia”, explica Wenderson.

Em um cenário de eventos climáticos mais intensos e frequentes, essa agilidade se torna ainda mais estratégica. A inspeção aérea contribui para antecipar falhas, reduzir interrupções não programadas e apoiar uma gestão mais preditiva dos ativos da rede elétrica.

Drones como pilar da modernização das distribuidoras

O uso de drones pela Cemig reflete uma tendência irreversível no setor elétrico: a incorporação de tecnologias digitais para tornar as redes mais inteligentes, resilientes e seguras. Ao integrar essas ferramentas à rotina operacional, a companhia avança na direção de um modelo de manutenção mais eficiente, alinhado às melhores práticas internacionais.

Mais do que uma inovação pontual, a iniciativa sinaliza uma mudança estrutural na forma como a rede elétrica é monitorada e cuidada. Em um sistema cada vez mais exigido por crescimento de carga, descentralização da geração e eventos extremos, soluções como essa deixam de ser diferenciais e passam a ser componentes essenciais da confiabilidade do fornecimento.

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