Empresa entra no próximo ano com negociações em estágio final no Chile, Colômbia e Brasil e aposta em trackers inteligentes e soluções híbridas para usinas de grande porte
A Enertrack Tech, fabricante global de trackers solares e estruturas fotovoltaicas de alta engenharia, entra em 2026 com um pipeline robusto de contratos em negociação na América Latina, consolidando sua posição como fornecedora estratégica para projetos solares de grande escala e geração distribuída. Com acordos encaminhados no Chile, Colômbia e Brasil, além de oportunidades em avaliação no México, Peru e Caribe, a empresa projeta um novo ciclo de crescimento impulsionado por maturação tecnológica, avanços regulatórios e aumento da competitividade do setor solar na região.
Com capacidade produtiva anual de até 16 GW, mais de 90 patentes registradas e um histórico de 10 GW em fornecimentos acumulados, a Enertrack vem ampliando sua presença regional por meio da divisão Enertrack LatAm. Criada para atender demandas específicas dos mercados latino-americanos, a unidade atua tanto em projetos utility-scale quanto em soluções para geração distribuída (GD), com foco no Brasil, Cone Sul, países andinos e Caribe.
Ambiente regulatório mais previsível impulsiona investimentos solares
A companhia avalia que 2026 tende a ser um ano-chave para a retomada consistente de investimentos em energia solar na América Latina, especialmente em projetos de grande porte e em sistemas híbridos que combinam geração fotovoltaica e armazenamento. Entre os principais vetores desse movimento estão a evolução regulatória em mercados como Brasil, Chile e Colômbia, a busca por redução do custo nivelado de energia (LCOE) e a maior integração entre equipamentos de geração, inversores e baterias.
O diretor da Enertrack LatAm, Diego Silva, destaca que o cenário brasileiro, em particular, tem apresentado sinais positivos para investidores e desenvolvedores. “As recentes medidas 1.300 e 1.304 desmistificaram incertezas e reforçam a viabilidade da GD e de projetos centralizados. Nossa avaliação é de que 2026 será um ano de retomada consistente.”
A declaração reflete a leitura da empresa de que a redução de riscos regulatórios e o aumento da previsibilidade dos fluxos de investimento criam um ambiente mais favorável para decisões de longo prazo, tanto no segmento de usinas centralizadas quanto no mercado de geração distribuída.
Pipeline comercial diversificado e presença regional
Desde o início de 2025, a Enertrack mantém presença física na América Latina, com escritórios em São Paulo e Santiago. A partir dessas bases, a empresa vem conduzindo negociações avançadas no Chile e na Colômbia, além de desenvolver propostas técnicas e comerciais em mercados estratégicos como Brasil, México, Peru e países do Caribe.
Os projetos em negociação abrangem usinas solares acima de 100 MWp, voltadas ao mercado regulado e ao mercado livre, além de sistemas de média escala direcionados a indústrias, agronegócio e grandes complexos comerciais. O pipeline contempla desde trackers de eixo único (1P e 2P), projetados para operar em condições de ventos extremos, até estruturas fixas destinadas a terrenos com baixa qualidade geotécnica.
A estratégia regional da companhia inclui ainda soluções específicas para telhados comerciais com vãos ultralongos e projetos que demandam integração direta com sistemas de armazenamento, especialmente em países que iniciam processos de modernização de suas matrizes elétricas.
Engenharia avançada e algoritmos proprietários como diferencial competitivo
Um dos principais pilares da estratégia da Enertrack para 2026 está na diferenciação tecnológica. A empresa destaca seu sistema de tracking inteligente, que incorpora algoritmos proprietários desenvolvidos para otimizar a trajetória dos módulos, mitigar sombreamentos e responder de forma dinâmica a cargas críticas impostas por vento, relevo e condições climáticas adversas.
De acordo com a companhia, essa abordagem resulta em ganhos comprovados de geração, maior estabilidade operacional em áreas de alta inclinação, desertos e regiões montanhosas, além de redução das necessidades de manutenção ao longo do ciclo de vida dos projetos. A compatibilidade ampliada com inversores modernos também facilita a integração com sistemas centralizados e string, bem como com projetos híbridos.
Ao explicar essa estratégia, Diego Silva reforça o foco da empresa em performance real em campo. “Desenvolvemos trackers capazes de maximizar a performance real em campo, com menor custo operacional ao longo do ciclo de vida do projeto. Esse é um dos pilares competitivos para 2026”, afirma.
Estruturas fixas avançadas e redução de CAPEX
Além dos trackers solares, a Enertrack vem ampliando sua atuação com estruturas fixas de alta eficiência estrutural, voltadas a projetos que buscam redução de CAPEX e otimização logística. As soluções incluem vãos ultralongos superiores a 60 metros, menor número de fundações, resistência a ventos de força 15 e economia significativa de aço e concreto, com impactos diretos sobre o LCOE dos empreendimentos.
Outro diferencial apontado pela empresa é a ausência de deflexão na instalação dos módulos, o que contribui para maior segurança, uniformidade estrutural e melhor aproveitamento energético ao longo da vida útil das usinas.
Perspectivas para 2026 e consolidação regional
Para a Enertrack, a América Latina segue como um dos mercados solares mais estratégicos do mundo, combinando alto potencial de irradiação, demanda crescente por energia limpa e diversificação regulatória. Embora sujeita a ciclos políticos, a região oferece, segundo a empresa, flexibilidade comercial e oportunidades distribuídas em diferentes países.
Ao projetar o próximo ano, a companhia reforça seu foco na engenharia, na entrega e no fortalecimento de equipes técnicas locais, ampliando suporte a EPCs e desenvolvedores.
“Trabalhamos com foco na engenharia e na entrega. Acreditamos que, mesmo com oscilações políticas, sempre há um mercado em aceleração no continente. Nossa meta para 2026 é consolidar a Enertrack como referência técnica e comercial em trackers e estruturas avançadas na América Latina”, conclui Diego Silva.



