Ampliação da infraestrutura de distribuição próxima ao Rio Paraná fortalece o atendimento a balneários e prepara a rede para picos de carga no verão
A Copel está avançando de forma consistente na ampliação e modernização da infraestrutura de distribuição de energia elétrica no Paraná, com investimentos que somam R$ 95,5 milhões em novas subestações localizadas em regiões estratégicas próximas ao Rio Paraná. As obras têm como objetivo principal reforçar a confiabilidade do fornecimento de energia em municípios lindeiros e balneários de água doce, que registram aumento expressivo da demanda durante o período de verão, impulsionado pelo turismo e pela elevação do consumo residencial e comercial.
O conjunto de investimentos integra o planejamento operacional da concessionária para os meses de maior carga no sistema, quando a população flutuante se soma aos moradores locais. Além da entrega de novas estruturas físicas, a Copel vem intensificando ações de manutenção preventiva, automação da rede e reforço das equipes de operação, em uma estratégia voltada à resiliência do sistema elétrico e à redução do risco de interrupções em momentos críticos.
Novas subestações no Noroeste ampliam capacidade e estabilidade do sistema
No Noroeste do estado, a Copel concluiu a implantação de três novas subestações nos municípios de São Pedro do Paraná, Santa Mônica e Nova Londrina. As unidades foram posicionadas de forma estratégica em áreas próximas ao Rio Paraná, região que concentra importantes balneários e apresenta forte variação sazonal de carga ao longo do ano.
Ao detalhar a expansão do parque de subestações da companhia, a gerente da Copel Distribuição, Graziella Costa Gonçalves, ressaltou que as novas entregas funcionam como pilares de estabilidade para o sistema interligado regional. Ela enfatiza o impacto direto dessas estruturas na qualidade do fornecimento para cidades do interior e áreas turísticas.
“Neste mês de dezembro a Copel está entregando a nova subestação em Porto São José, no município de São Pedro do Paraná, às margens do Rio Paraná, e as novas estruturas de Santa Mônica e de Nova Londrina. Essas unidades são importantes âncoras para garantir a estabilidade energética à população local e para quem frequenta os balneários da região neste verão”, afirma.
Do ponto de vista técnico, as subestações apresentam diferentes níveis de tensão, adequados às características da rede local. A unidade de Nova Londrina opera em alta tensão, a 138 mil volts, enquanto as subestações de São Pedro do Paraná e Santa Mônica operam em média tensão, a 34,5 mil volts. Em conjunto, as três estruturas atendem aproximadamente 54 mil unidades consumidoras, incluindo residências, estabelecimentos comerciais, serviços públicos e atividades ligadas ao turismo.
Alívio de carga e maior confiabilidade durante períodos de pico
A implantação de novas subestações é considerada uma das soluções mais eficazes para lidar com picos de demanda em sistemas de distribuição. Ao redistribuir os fluxos de energia e reduzir o carregamento das linhas existentes, essas estruturas aumentam a confiabilidade do fornecimento e minimizam riscos de interrupções e oscilações de tensão, especialmente em períodos de consumo elevado.
Graziella Costa explica que o reforço estrutural traz ganhos diretos para a operação do sistema. “Em casos de alta demanda por energia, as subestações atuam no alívio do carregamento nas linhas de distribuição. Além disso, possibilitam a divisão dos circuitos existentes em trechos menores, tornando o fornecimento mais confiável, com menor risco de interrupções e maior estabilidade da tensão elétrica”, afirma.
Esse tipo de intervenção é particularmente relevante em regiões turísticas, onde o sistema elétrico precisa responder de forma rápida e eficiente às variações abruptas de carga, sem comprometer os indicadores de continuidade e qualidade do serviço.
Automação, manutenção e subestação móvel reforçam plano de contingência
Paralelamente às obras estruturais, a Copel vem ampliando o uso de tecnologias de automação e intensificando inspeções preventivas na rede de distribuição. A instalação de equipamentos automatizados permite isolar falhas com maior agilidade e restabelecer o fornecimento em menor tempo, reduzindo impactos para os consumidores.
Como parte do plano de contingência para os municípios lindeiros ao Rio Paraná, a distribuidora também disponibilizará uma subestação móvel. Essas estruturas portáteis funcionam como unidades temporárias de reforço e podem ser deslocadas rapidamente para diferentes regiões em situações emergenciais, ampliando a flexibilidade operacional do sistema.
Além disso, a companhia reforçou o efetivo das equipes de operação e manutenção, especialmente para o período de verão, quando o aumento do fluxo turístico exige maior prontidão para atendimento a ocorrências.
Oeste do Paraná também recebe reforços na infraestrutura elétrica
Os investimentos da Copel não se concentram apenas no Noroeste do estado. A região Oeste do Paraná, outro importante polo turístico durante o verão, também vem sendo contemplada com novas subestações, em função da elevada demanda associada aos lagos formados pelos reservatórios das usinas hidrelétricas de Salto Caxias e Itaipu.
Nesse contexto, foram entregues novas subestações em São Miguel do Iguaçu e Capanema. A subestação Barão de Capanema, que opera em 138 mil volts, atende cerca de 15 mil unidades consumidoras e recebeu investimentos de R$ 34 milhões. Já a subestação de São Miguel do Iguaçu, inaugurada em fevereiro, também opera em alta tensão e contou com aporte de R$ 37,9 milhões, beneficiando aproximadamente 23 mil unidades consumidoras.
Resiliência do sistema como eixo estratégico
Somados aos investimentos permanentes em manutenção, automação e reforço das equipes, os aportes em novas subestações refletem a estratégia da Copel de fortalecer a resiliência do sistema elétrico frente às variações de demanda típicas do verão. Iniciativas desse porte são fundamentais para assegurar a continuidade do fornecimento, reduzir indicadores de interrupção e garantir atendimento adequado tanto à população local quanto aos visitantes, em regiões onde o turismo exerce papel relevante na economia.



