Avatar marca entrada inédita do segmento na era dos personagens digitais e integra estratégia de comunicação orientada por dados, tecnologia e experiência do cliente
A adoção de influenciadores virtuais, estratégia já consolidada nos setores de moda, varejo e lifestyle, chega oficialmente ao setor elétrico brasileiro com o lançamento de Renato, o primeiro avatar criado com foco específico em educação energética. A iniciativa é da (re)energisa, marca de soluções energéticas do Grupo Energisa, que estreia uma nova fase da sua narrativa digital com o objetivo de tornar temas complexos mais acessíveis ao público geral.
O influenciador virtual nasce com uma função estratégica: traduzir assuntos técnicos como energia solar compartilhada, mercado livre de energia, tarifas, produtos inovadores e serviços de valor agregado em formatos leves, visuais e conectados à linguagem das redes sociais. A empresa aposta que a simplificação desses conteúdos é essencial para retirar barreiras históricas de compreensão e fortalecer o protagonismo do consumidor na transição energética.
Como nasceu o Renato: dados, comportamento e clareza como pilares
A criação do avatar não se baseou apenas em tendências digitais, mas em três camadas de análise combinadas pela (re)energisa: social listening, jornadas de clientes e mapa das dúvidas mais recorrentes. Os estudos mostraram que a população ainda tem dificuldade para compreender conceitos estruturais do setor elétrico, mesmo quando já consome soluções mais modernas, como geração distribuída ou adesão ao mercado livre.
Diante desse diagnóstico, o avatar foi concebido como uma “porta de entrada” para temas densos, ajudando a reduzir ruídos técnicos e ampliar a clareza no relacionamento com consumidores residenciais, comerciais e pequenos negócios.
A diretora de Marketing e Comercial da (re)energisa, Camila Schoti, explicou o propósito central do projeto “Renato”, ressaltando que tornar a comunicação acessível não implica perda de rigor técnico. A executiva detalhou como o avatar contribui para o relacionamento com o setor de energia.
“O Renato foi criado para tornar o relacionamento com o setor de energia mais leve. Quando conseguimos traduzir conceitos difíceis em uma linguagem clara, a experiência melhora, o ruído diminui e o valor percebido aumenta. O avatar não substitui especialistas nem porta-vozes humanos, ele apenas abre a porta para conversas mais leves e contínuas”, afirma.
Avanço inédito para o setor elétrico e tendência global em crescimento
A entrada de influenciadores digitais em segmentos altamente regulados, como energia, ainda é rara no Brasil. Dados da consultoria Grand View Research mostram que o mercado global de personagens virtuais movimentou US$ 6,06 bilhões em 2024, com projeção de crescimento acelerado até 2030. O setor de energia começa agora a experimentar esse movimento, usando personagens para elevar engajamento e reduzir fricções no processo de compreensão.
Para a (re)energisa, a adoção desse formato não é apenas inovação estética, mas um passo estratégico para consolidar presença digital, impulsionar canais educativos e ampliar o entendimento do consumidor em temas fundamentais da transição energética.
Da Luzi ao Renato: aprendizados e evolução de linguagem
O projeto do avatar Renato deriva diretamente de um aprendizado anterior do Grupo Energisa: a Luzi, primeira lâmpada blogueira do Brasil, premiada no Effie Awards 2025. A experiência mostrou que personagens digitais aumentam retenção de conteúdo, facilitam a pedagogia de temas técnicos e criam vínculos emocionais positivos.
Com base nesse histórico, a construção do avatar envolveu equipes da (re)energisa, da Agência Heads e da produtora Metakosmos. O processo incluiu testes de linguagem, definição visual, calibragem da personalidade digital e transformação de briefings estratégicos em narrativas mais próximas do cotidiano do consumidor.
O objetivo foi criar um influenciador que conseguisse equilibrar tecnologia, empatia e clareza, tornando discussões complexas mais amigáveis, sem descuidar da responsabilidade técnica do setor elétrico.
Renato como ativo vivo: campanhas, educação e sustentabilidade
A expectativa da empresa é que o avatar cumpra múltiplos papéis dentro da estratégia de marca. Ele deverá integrar campanhas publicitárias, iniciativas educativas, conteúdos de sustentabilidade, projetos internos e ações de social media. A marca vê o influenciador como um ativo em evolução contínua.
A segunda fase do projeto já está em desenvolvimento e deve expandir formatos interativos, incluindo vídeos explicativos, participações em webséries, interações com dúvidas reais enviadas por consumidores e parcerias com colaboradores e especialistas da Energisa.
Para monitorar o desempenho, a companhia acompanhará indicadores como engajamento, retenção de vídeos, alcance, crescimento da comunidade e impacto na jornada do cliente. A ideia é entender, com precisão, como o personagem contribui para a percepção de valor e simplificação da experiência.
Em sua avaliação sobre a função social do avatar “Renato”, Camila Schoti reforça que o desafio central é reduzir a distância entre a informação técnica e a compreensão acessível para o público. A executiva detalha como a ferramenta atua nesse processo de aproximação.
“O mais importante é que o Renato aproxima. Quando um tema é complexo, não é o conteúdo que afasta, e sim a forma como ele é transmitido. Se ele conseguir transformar uma dúvida difícil em uma resposta clara, já cumpre sua função”, completa.
Inovação com propósito: tecnologia a serviço da experiência do cliente
Ao incorporar um influenciador virtual à sua narrativa digital, a (re)energisa abre uma nova frente de inovação no setor elétrico brasileiro, tradicionalmente marcado por temas técnicos, linguagem formal e baixa interação nas redes sociais. O movimento sinaliza uma tentativa de reduzir barreiras históricas entre consumidores e conceitos estruturais de energia, especialmente em um momento em que o mercado livre, a geração distribuída e a modernização dos serviços ganham protagonismo.
Em paralelo, o projeto reforça o papel da comunicação como instrumento estratégico para acelerar a transição energética, democratizar o acesso à informação e aproximar o consumidor das novas possibilidades do setor.



