Rio Energy inicia operação de 123 MW de solar híbrida na Bahia e amplia integração entre fontes renováveis

Aneel autoriza quatro usinas fotovoltaicas do complexo Serra da Babilônia Solar, que utiliza infraestrutura eólica existente para otimizar escoamento e reduzir custos

A matriz elétrica nacional recebeu um novo impulso na expansão de projetos híbridos com o início da operação comercial de 123 MW do complexo fotovoltaico Serra da Babilônia Solar, empreendimento desenvolvido pela Rio Energy, empresa do grupo Equinor, no município de Morro do Chapéu, região da Chapada Diamantina (BA). As autorizações para o início da operação foram publicadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 4 de dezembro.

O parque solar é composto pelas usinas SDB Solar 1, 2 e 3, cada uma com 33 MW autorizados, e pela SDB Solar 4, com 24 MW. Juntas, elas completam a primeira etapa de integração entre o parque eólico Serra da Babilônia I e a nova planta solar, formando um dos projetos híbridos mais relevantes atualmente em implantação no país.

Modelo híbrido aproveita infraestrutura eólica e reduz necessidade de novos investimentos

A estratégia da Rio Energy para ampliar sua presença em fontes renováveis no Brasil vem se consolidando a partir da combinação entre geração eólica e solar em um mesmo ponto de conexão. Ao utilizar a infraestrutura já existente no parque eólico Serra da Babilônia I, incluindo subestações, linhas de transmissão e sistemas de escoamento, o empreendimento reduz custos, acelera prazos e melhora a eficiência operacional.

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Nesse arranjo, a usina fotovoltaica injeta energia prioritariamente nos momentos em que a geração eólica é baixa, o que aumenta o fator de capacidade combinado da planta híbrida e melhora o perfil de entrega ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Esse tipo de integração permite ainda melhor utilização dos ativos de transmissão, reduzindo a necessidade de expansão física da rede.

A Aneel vem estimulando projetos híbridos em função dos benefícios técnicos e econômicos, especialmente em regiões com alta complementaridade entre ventos e radiação solar, como o Nordeste brasileiro. A Bahia, que já é o estado líder na geração eólica, tem ampliado rapidamente sua participação também na geração solar centralizada.

A energia comercializada pela Danske Commodities integra portfólio global da Equinor

A energia gerada pelo complexo Serra da Babilônia Solar será comercializada pela Danske Commodities, trading internacional de energia pertencente à Equinor, que atua em mercados de eletricidade na Europa, América e Ásia. A operação permite integrar o novo empreendimento ao portfólio global da companhia, ampliando a flexibilidade comercial e o acesso a diferentes modelos de contrato.

A Rio Energy, adquirida pela Equinor em 2023, vem reforçando sua atuação no mercado brasileiro com foco em projetos renováveis competitivos, escaláveis e aptos a operar em arranjos híbridos ou complementares. A expansão solar do grupo na Bahia faz parte desse posicionamento estratégico.

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O início de operação de Serra da Babilônia Solar também fortalece a participação da Equinor no mercado livre de energia (ACL), que segue em plena expansão com a abertura gradual para as classes de consumo de baixa tensão a partir de 2024.

Bahia se consolida como hub nacional para projetos híbridos

O estado da Bahia reúne características que favorecem o desenvolvimento de projetos de geração híbrida:

  • Alta incidência solar durante todo o ano;
  • Regiões de ventos estáveis e de excelente qualidade para geração eólica;
  • Disponibilidade de áreas para implantação de parques renováveis;
  • Infraestrutura elétrica em expansão;
  • Fortalecimento do mercado livre na região Nordeste.

Com o avanço de Serra da Babilônia Solar, Morro do Chapéu amplia seu papel como polo estratégico na produção de energia limpa. O município abriga importantes complexos eólicos e solares, além de uma infraestrutura que facilita a integração e o escoamento da produção.

Expansão da geração solar reforça segurança energética e diversificação da matriz

O início da operação dos 123 MW solares reforça o processo de diversificação da matriz elétrica brasileira, que avança rapidamente na expansão das fontes renováveis. A energia solar centralizada já ultrapassa a marca de 15 GW instalados no país, e a integração com projetos eólicos tende a ganhar escala nos próximos anos, especialmente em regiões cuja complementaridade resulta em maior estabilidade na geração.

Para o setor elétrico, projetos híbridos também representam redução de custos sistêmicos, melhor utilização da rede, mitigação de intermitências e maior previsibilidade de despacho, contribuindo para maior segurança energética.

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