Solução inédita desenvolvida pela empresa conecta dados do Programa de Queimadas do INPE ao centro de operações da Brasol, monitorando em tempo real 130 ativos e já evitando mais de R$ 15 milhões em prejuízos no setor energético
O avanço da geração distribuída (GD) no Brasil, com a multiplicação de usinas solares em regiões de diferentes biomas e climas, trouxe novos desafios para a segurança operacional e a gestão de riscos. Em áreas com longos períodos de estiagem, o aumento de queimadas representa uma ameaça concreta à infraestrutura elétrica, podendo causar interrupções, perdas materiais e riscos ambientais.
De olho nesse cenário, a Brasol, empresa referência em soluções energéticas inteligentes, desenvolveu o primeiro sistema preventivo do país que utiliza agentes de inteligência artificial (IA) integrados ao Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A ferramenta inovadora cruza informações de 11 satélites e aciona protocolos automáticos de verificação e resposta em tempo real.
Monitoramento inteligente e resposta imediata
O sistema da Brasol opera como um verdadeiro escudo digital contra incêndios, acompanhando os focos detectados pelos satélites e avaliando seu deslocamento em relação às usinas monitoradas. Quando há risco identificado, o software aciona gatilhos automáticos de verificação visual via CFTV (Circuito Fechado de Televisão), comunica equipes locais e gera alertas priorizados conforme o raio de proximidade e o histórico de ocorrências da região.
Atualmente, a tecnologia cobre aproximadamente 130 ativos e já superou R$ 15 milhões em danos evitados somente em 2025, segundo dados da empresa. O diferencial, segundo a Brasol, está na capacidade de antecipar riscos externos, reduzindo o tempo de resposta e garantindo a continuidade da geração elétrica.
“Esse sistema responde a uma demanda do mercado por maior segurança e previsibilidade operacional. Para nossos clientes, a capacidade de antecipar riscos externos traduz-se diretamente em redução do tempo de parada potencial e em proteção patrimonial — fatores que afetam o custo e a continuidade do negócio”, afirma Ty Eldridge, CEO da Brasol.
Convergência entre dados públicos e IA aplicada
A integração entre dados públicos do INPE e a lógica de priorização da Brasol é o núcleo da inovação. Com georreferenciamento avançado e um algoritmo que interpreta padrões de risco, o sistema é capaz de identificar trajetórias de queimadas com antecedência suficiente para mobilizar equipes e ações mitigadoras.
“Do ponto de vista técnico, o diferencial desta abordagem está na convergência entre dados públicos de satélites e nossa lógica de priorização. Isso permite identificar trajetórias de risco com antecedência prática suficiente para acionar equipes e medidas mitigadoras, preservando o ativo e garantindo serviço ao cliente”, explica Eldridge.
Além do monitoramento automatizado, a solução inclui rondas perimetrais, verificação por vídeo e comunicação padronizada via plataformas internas, assegurando rastreabilidade completa de cada evento.
Integração operacional e capacitação técnica
O novo sistema está conectado ao Centro de Operações da Brasol, que mantém vigilância contínua 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para aprimorar a acurácia dos alertas, a empresa realizou treinamentos técnicos em parceria com pesquisadores do INPE, aprimorando a distinção entre focos de incêndio reais e emissões de calor industrial.
“Em um mercado em que ativos são cada vez mais expostos às variáveis climáticas, oferecer monitoramento estruturado nos torna mais competitivos. A evolução da plataforma permitirá, no médio prazo, oferecer níveis de serviço diferenciados aos clientes, como relatórios periódicos de risco e integração com planos de manutenção preventiva”, complementa o CEO da Brasol.
Próximos passos: prevenção como padrão da GD no Brasil
O desenvolvimento do sistema faz parte da estratégia da Brasol de elevar o padrão tecnológico da geração distribuída, tornando a prevenção um componente estruturante da operação. A companhia pretende expandir a base de ativos monitorados e aprimorar continuamente a inteligência de priorização conforme sazonalidades e características regionais.
A expectativa é que a rotina de prevenção de incêndios se torne um padrão na gestão de usinas solares e híbridas no Brasil, fortalecendo a resiliência do sistema elétrico descentralizado diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos.



