Banco da Amazônia leva à COP30 o modelo brasileiro de desenvolvimento sustentável e reforça papel da região na transição energética global

Com 83 anos de atuação e R$ 5,6 bilhões aplicados em linhas verdes em 2025, o Banco da Amazônia chega à COP30 para mostrar como a bioeconomia, a energia limpa e a inclusão financeira podem transformar o futuro da região e do planeta

O Banco da Amazônia (Basa) vai ocupar um espaço de destaque na COP30, que será realizada em Belém, apresentando ao mundo o compromisso histórico da instituição com o desenvolvimento sustentável e inclusivo da região Norte. Com um pavilhão próprio na Green Zone, o banco promoverá painéis, debates e mesas-redondas sobre temas estratégicos como bioeconomia, financiamento sustentável, transição energética, infraestrutura verde e inclusão social.

Mais do que marcar presença, o Basa pretende mostrar resultados concretos e liderar discussões que conectem financiamento climático, inovação e desenvolvimento regional — uma agenda que vem ganhando relevância global diante da urgência em conciliar crescimento econômico e preservação ambiental.

“Fazemos negócios na Amazônia há 83 anos. Sabemos como fazer e conhecemos todas as dificuldades inerentes de nossa atividade. Nosso grande legado e objetivo é destravar a captação de recursos para juntar aos atuais fundings que permitam continuar o desenvolvimento da Amazônia”, afirmou o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa.

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Banco da Amazônia quer ser ponte entre o capital global e a Amazônia real

O Basa chega à COP30 com resultados expressivos. Apenas no primeiro semestre de 2025, o banco aplicou R$ 5,6 bilhões em linhas de crédito verdes, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esses investimentos reforçam o papel da instituição como principal agente financeiro de fomento sustentável da Amazônia Legal.

A presença do banco na conferência não será apenas institucional, o objetivo é mostrar ao capital internacional que já existem projetos estruturados e financiáveis, prontos para gerar impacto positivo em energia, agricultura, bioeconomia e infraestrutura verde.

Segundo Lessa, o capital global precisa de um parceiro local capaz de garantir governança, capilaridade e execução efetiva.

“Nós apresentaremos os projetos prontos e a arquitetura financeira para executá-los. O capital global precisa de um parceiro local, com governança e capilaridade para fazer o investimento chegar na ponta, seja em um grande projeto de energia ou no microcrédito para a agricultura familiar.”

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Amazônia como vetor da transição energética brasileira

Um dos principais temas da COP30, e que também esteve em evidência na Cúpula de Líderes que antecedeu o evento, é a transição energética. O Banco da Amazônia pretende liderar discussões sobre como a região pode se tornar um polo estratégico na geração de energia limpa e descentralizada, com base em suas próprias fontes renováveis.

A proposta envolve integrar políticas públicas, inclusão social, inovação tecnológica e investimentos privados para acelerar a descarbonização do setor energético.

“Mais do que a transição energética, a intenção é contribuir para a elaboração de uma Política Energética Nacional, utilizando fontes renováveis presentes na própria região amazônica (solar, biomassa, gás natural de transição e biocombustíveis)”, destacou Luiz Lessa.

A visão é clara: transformar a Amazônia em um ecossistema de energia renovável, combinando geração distribuída, eficiência energética e modelos sustentáveis de infraestrutura que beneficiem comunidades isoladas e populações tradicionais.

Bioeconomia e inclusão: o futuro que nasce da floresta

Outro eixo central da atuação do Basa na COP30 será a bioeconomia, setor que pode transformar a riqueza natural da Amazônia em emprego, renda e inclusão social.

“Queremos discutir bioeconomia, com base na imensa diversidade de produtos que podemos extrair de nossa região e exportá-los para o mundo. Isso vai gerar renda e emprego para a população, aumentando o poder de inclusão social”, reforçou o presidente do Banco da Amazônia.

Lessa ressalta que o desenvolvimento econômico sustentável não depende apenas dos grandes grupos, mas também dos pequenos e médios produtores, que precisam de acesso a crédito, assistência técnica e infraestrutura.

“É preciso olhar para a cadeia produtiva, com financiamentos destinados desde os pequenos agricultores familiares, como o Pronaf, até os recursos do Fundo Constitucional do Norte do qual o Banco é o gestor. Além disso, entramos com toda a expertise de assistência técnica para melhorar manejo e qualidade dos produtos.”

Com essa estratégia, o banco busca fortalecer cadeias produtivas locais, como açaí, castanha, óleos vegetais e fitoterápicos, que têm alto potencial de exportação e valor agregado, além de manter a floresta em pé.

Infraestrutura verde e logística sustentável

Entre os temas que estarão na agenda do Basa durante a COP30 estão também os modelos de infraestrutura sustentável, capazes de conciliar mobilidade, energia, logística e conectividade, reduzindo emissões e restaurando ecossistemas.

“Queremos discutir como integrar soluções baseadas na natureza em projetos de infraestrutura, promovendo modelos de logística verde e conectividade sustentável na Amazônia”, completou Lessa.

Essa abordagem amplia o conceito de sustentabilidade para além do ambiental, incluindo dimensões sociais, econômicas e tecnológicas, em um modelo que possa ser replicado em outras regiões do país e do mundo.

Participação na COP30 e programação

A agenda do Banco da Amazônia começou já na abertura da conferência, nesta segunda-feira (10), a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O diretor de crédito da instituição, Roberto Schwartz, participa do painel “Soluções Logísticas para o Desenvolvimento Regional”, na Estação do Desenvolvimento, na Green Zone.

À tarde, será inaugurado o pavilhão do Banco da Amazônia, com a presença da diretoria e convidados. O presidente Luiz Lessa participará do debate “Economia Circular: Transformando Resíduos em Recursos”, promovido pela FIEPA e CNI, na Blue Zone.

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