Com investimento de R$ 4,5 milhões e patente reconhecida pelo INPI, a planta instalada na UTE Norte Fluminense é a primeira da EDF Power Solutions no país e marca um novo capítulo na produção e uso de hidrogênio verde no setor elétrico brasileiro
A EDF Power Solutions deu um passo decisivo na transição energética ao inaugurar, em Macaé (RJ), sua primeira planta piloto de hidrogênio verde no Brasil. Localizada na Usina Termelétrica Norte Fluminense (UTE NF), a unidade faz parte do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e contou com investimento de R$ 4,5 milhões.
O projeto reforça o papel da EDF Power Solutions como uma das protagonistas da descarbonização do setor elétrico brasileiro, ao investir em tecnologias sustentáveis e replicáveis em larga escala.
A partir da energia gerada por painéis fotovoltaicos, a planta é capaz de produzir 18 m³ de hidrogênio por dia, com 99,999% de pureza. O insumo será utilizado em processos industriais da própria UTE Norte Fluminense, especialmente no resfriamento dos geradores, proporcionando maior eficiência operacional e redução de custos.
Além disso, há a perspectiva de que o excedente de H₂ possa ser comercializado futuramente, fortalecendo o mercado emergente de hidrogênio no país.
Tecnologia patenteada e rastreabilidade via blockchain
Um dos diferenciais do projeto é o uso de tecnologias avançadas de gestão e rastreamento, que tornam a planta piloto única no território nacional. O sistema inclui rastreamento da produção de hidrogênio via blockchain e um sistema de gerenciamento de múltiplas fontes de energia, cuja patente foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Essa certificação assegura à EDF Power Solutions exclusividade na exploração econômica da invenção por até 20 anos e fortalece o potencial de atração de investidores e parceiros interessados na expansão da tecnologia.
A executiva Raíssa Lafranque, Chief Strategy, Commercial, Development Officer da EDF Power Solutions no Brasil, destacou o impacto do projeto para a empresa e para o setor de energia nacional.
“A conclusão do projeto representa um marco para a atuação da EDF Power Solutions no Brasil, como também um avanço para o setor de energia brasileiro. Estamos contribuindo para a construção de um ambiente energético mais limpo e inovador, com tecnologias que podem ser replicadas em larga escala no futuro”, afirma Lafranque.
Inovação com foco em descarbonização e aprendizado tecnológico
A iniciativa integra a estratégia global do Grupo EDF, que busca liderar o processo de transição energética e redução de emissões de carbono em suas operações. No Brasil, o projeto de hidrogênio verde se soma a outras ações voltadas à diversificação da matriz elétrica e ao fortalecimento da inovação tecnológica.
O modelo piloto também desempenha um papel essencial na formação de conhecimento técnico, ao permitir que equipes de pesquisa, engenheiros e operadores ganhem experiência prática com a tecnologia de eletrólise, etapa essencial para a produção de hidrogênio verde.
De acordo com Fabio Steiner, Assessor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da EDF Power Solutions no Brasil, o projeto traz resultados relevantes para o avanço do setor e abre caminho para projetos em escala comercial.
“Primeiro da região Norte do Rio de Janeiro no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL, o projeto gerou resultados relevantes, como, por exemplo, a concessão de patente para um sistema inteligente de gestão de múltiplas fontes de energia e a redução da pegada de carbono. Além disso, o desenvolvimento e operação da planta piloto contribui para o aprimoramento do conhecimento e acelera o aprendizado sobre tecnologias como a eletrólise, facilitando a implementação de projetos em maior escala”, compartilha Steiner.
Um novo marco para o setor elétrico brasileiro
Com a inauguração da planta piloto em Macaé, a EDF Power Solutions consolida sua posição de vanguarda na adoção de tecnologias de hidrogênio verde, que devem se tornar pilares da transição energética global. O projeto também reforça o comprometimento do Brasil com as metas de descarbonização, alinhando-se aos objetivos internacionais de redução de emissões e neutralidade climática.
A aplicação do hidrogênio como vetor energético representa uma das maiores apostas do setor para armazenamento de energia, mobilidade elétrica pesada e indústria de baixo carbono, abrindo novas fronteiras para inovação e competitividade.



