CBIC e ENBPar firmam acordo para ampliar o uso do PBE Edifica e impulsionar a eficiência energética na construção civil

Convênio será assinado durante o 21º COBEE e marca um avanço estratégico para integrar sustentabilidade e eficiência energética em projetos habitacionais, especialmente de interesse social

A busca por maior eficiência energética e sustentabilidade nas edificações brasileiras ganha novo fôlego. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) assinam, na próxima terça-feira (28), um convênio de cooperação técnica voltado à ampliação do uso do Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edificações (PBE Edifica) no setor da construção civil.

O acordo será oficializado durante a 21ª edição do Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE), em São Paulo, um dos principais eventos do país voltados à discussão de políticas públicas e inovações em energia. A cerimônia está marcada para às 15h30, no Centro de Convenções Frei Caneca, e contará com a presença do presidente da CBIC, Renato Correia, e do presidente da ENBPar, Thiago Vasconcellos Barral Ferreira.

PBE Edifica: uma ferramenta estratégica para o setor

Criado em parceria com o Inmetro, o PBE Edifica é o sistema nacional de etiquetagem de eficiência energética para edificações. Ele classifica o desempenho energético de prédios e residências, considerando parâmetros como isolamento térmico, iluminação natural e consumo de energia em sistemas de climatização.

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A adesão ao programa tem se mostrado um diferencial competitivo para empresas do setor e uma forma de alinhar projetos aos compromissos de descarbonização e uso racional de recursos naturais.

Com o novo convênio, CBIC e ENBPar pretendem ampliar a aplicação da etiquetagem em empreendimentos de habitação social, garantindo que o consumo energético das construções seja otimizado desde a fase de projeto.

Construção sustentável como política de Estado

O avanço da eficiência energética no setor da construção é considerado essencial para que o Brasil cumpra suas metas de neutralidade de carbono até 2050, conforme o Plano Nacional de Energia e os compromissos do Acordo de Paris.

A ENBPar, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), atua como articuladora de projetos estratégicos em energia e sustentabilidade, e tem buscado ampliar a cooperação com o setor privado e entidades setoriais.

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Segundo fontes próximas ao MME, a parceria entre CBIC e ENBPar também reforça a integração entre as políticas de habitação, eficiência energética e inovação tecnológica, incentivando o desenvolvimento de materiais mais eficientes e processos construtivos de baixo impacto ambiental.

Foco em habitações de interesse social

Um dos principais focos do convênio será o avanço da eficiência energética em habitações de interesse social, segmento que concentra grande parte das construções no país.

A iniciativa busca garantir que moradias populares também se beneficiem de soluções eficientes, reduzindo o consumo de energia elétrica e o custo das contas de luz para famílias de baixa renda.

Além de promover benefícios diretos à população, a ampliação do PBE Edifica nesse segmento também gera impactos positivos para o sistema elétrico, reduzindo a demanda por energia em horários de pico e contribuindo para o equilíbrio do SIN (Sistema Interligado Nacional).

Eficiência energética como vetor da transição

A assinatura do convênio entre CBIC e ENBPar ocorre em um momento de crescente atenção à transição energética e à necessidade de reduzir as emissões associadas ao setor da construção, responsável por parcela significativa do consumo de energia e das emissões de CO₂ no país.

Especialistas apontam que o Brasil tem condições únicas para liderar a construção sustentável na América Latina, devido à matriz elétrica predominantemente renovável e ao avanço de tecnologias de eficiência.

O PBE Edifica, segundo o Inmetro, é uma das ferramentas mais eficazes para medir o desempenho energético e estimular a adoção de práticas sustentáveis na arquitetura e na engenharia civil.

Marco institucional e próxima etapa

Para o setor da construção, o acordo representa um marco institucional. Ele consolida a integração entre políticas públicas e o setor produtivo, aproximando a agenda de sustentabilidade das práticas empresariais.

A expectativa é que, a partir do convênio, sejam desenvolvidos projetos-piloto de certificação energética em novas edificações, além de programas de capacitação para engenheiros, arquitetos e gestores públicos.

O movimento também deve fortalecer o posicionamento do COBEE como principal fórum de inovação e debate sobre eficiência energética no país, reunindo empresas, pesquisadores e formuladores de políticas para discutir a energia como vetor de desenvolvimento sustentável.

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