ONS avança na implantação da Plataforma Única e inicia etapa decisiva de propostas para modernizar a liquidação dos encargos de transmissão

Com previsão de conclusão até 2027, projeto estratégico do Operador Nacional do Sistema Elétrico promete centralizar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência operacional no setor de transmissão

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deu mais um passo concreto em direção à modernização dos processos de gestão e liquidação financeira do setor de transmissão. A partir desta quinta-feira (23/10), o Operador iniciou o recebimento das propostas no âmbito da Request for Proposal (RFP) para a implantação da Plataforma Única, um sistema que promete transformar a forma como são administrados os Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (EUST).

A iniciativa marca a continuidade do cronograma estabelecido pelo ONS, que vem cumprindo etapas de forma rigorosa desde a fase de Request for Information (RFI). Nessa nova etapa, participam apenas as empresas previamente habilitadas conforme os critérios técnicos e operacionais definidos pelo Operador.

Projeto estratégico com cronograma regulatório

A Plataforma Única é uma das frentes tecnológicas mais relevantes em curso no ONS e faz parte do processo de digitalização e integração dos sistemas de suporte à operação elétrica nacional. O projeto atende ao Despacho nº 2.801/2024 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que estabelece a conclusão até junho de 2027, reforçando o compromisso institucional com a governança, a eficiência e a transparência dos processos de mercado.

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A nova plataforma será responsável por centralizar documentos de cobrança, notas fiscais e comprovantes de pagamento relacionados aos EUST, um avanço significativo em relação aos sistemas atuais, que ainda demandam conciliação manual e maior esforço operacional entre agentes, transmissoras e o próprio ONS.

Centralização e eficiência: o novo paradigma da liquidação

Além da automatização, a Plataforma Única trará ganhos substanciais de governança e eficiência. Segundo o ONS, o sistema permitirá o gerenciamento integrado das informações dos agentes, tornando o controle de inadimplência mais preciso e reduzindo custos operacionais. A solução também será desenvolvida com arquitetura compatível com sistemas corporativos (ERP), viabilizando maior interoperabilidade e rastreabilidade de dados.

Essa centralização trará benefícios diretos aos agentes do setor elétrico, especialmente no processo de liquidação dos encargos de uso do sistema de transmissão, um ponto sensível para o equilíbrio econômico-financeiro do setor. A expectativa é que a nova plataforma otimize fluxos administrativos, reduza riscos de erro e aumente a confiabilidade das informações financeiras que sustentam a gestão da malha de transmissão nacional.

Governança e inovação como eixos de transformação

O avanço da RFP representa não apenas um passo técnico, mas um movimento institucional de modernização. O ONS vem, nos últimos anos, intensificando projetos voltados à digitalização, automação de processos e integração sistêmica, alinhados à agenda regulatória da ANEEL e às melhores práticas de governança corporativa.

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A Plataforma Única se insere nesse contexto como uma ferramenta essencial para aprimorar a interface entre o ONS e os agentes do setor elétrico, reforçando a transparência e a confiabilidade nas relações financeiras e operacionais. O projeto também é visto como uma peça-chave na preparação do setor elétrico para a transição digital, garantindo maior robustez e adaptabilidade a novos modelos de negócio e de mercado.

Impactos esperados até 2027

Com a conclusão prevista para 2027, o projeto deve marcar uma mudança estrutural na gestão dos encargos de transmissão no Brasil. A digitalização do processo de liquidação dos EUST reduzirá significativamente o tempo de processamento e o volume de retrabalho administrativo, permitindo que o ONS e os agentes concentrem esforços em atividades de maior valor agregado, como o planejamento de sistemas e a análise de desempenho operacional.

Além disso, a consolidação de um ambiente unificado de informações financeiras e cadastrais deve criar condições mais seguras para o acompanhamento de indicadores de inadimplência e para a tomada de decisão baseada em dados (data-driven), em linha com as transformações digitais em curso no setor elétrico.

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