Evento em Belém reúne governo, setor privado e especialistas para debater soluções sustentáveis e estratégias de baixo carbono na matriz energética brasileira
O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu nesta segunda-feira (13) o Mutirão da Transição Energética para a COP30, em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica Onshore e Offshore e Novas Tecnologias (ABEEólica). O evento marcou o início da preparação do Brasil para a Conferência do Clima, que será realizada em novembro, em Belém-PA, reunindo representantes do governo, setor privado, academia e sociedade civil.
Durante toda a programação, foram discutidos temas estratégicos, incluindo expansão e resiliência das redes elétricas, mineração para a transição, soluções da indústria de óleo e gás, acesso à energia, combustíveis sustentáveis e planejamento energético, reforçando o papel do país na liderança da transição para uma economia de baixo carbono.
Painel de abertura destaca agenda energética ambiciosa
No painel de abertura, a assessora especial do MME, Mariana Espécie, destacou a importância do evento para consolidar uma agenda energética ambiciosa, justa e inclusiva.
“Nós teremos o dia inteiro para compartilhar diversas iniciativas que vão apoiar a presidência brasileira da COP30. Temos como base o que começamos no G20 ano passado e no BRICS este ano. Ao longo da programação, poderemos mergulhar um pouco nas principais motivações e começar esse debate entendendo que há muitos desafios pela frente e muitas boas oportunidades que poderão ser exploradas, sempre nesse esforço de tentar aproximar setor privado, governo e academia. Nós estamos conduzindo sete planos de soluções diferentes e cada um presente aqui poderá contribuir de acordo com sua área”, afirmou Espécie.
O painel evidenciou a necessidade de integrar conhecimento técnico nacional e internacional, criando um espaço de troca que articule governo, sociedade civil e setor privado.
Integração internacional para a COP30
O diretor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, João Marcos Paes Leme, reforçou que a COP30 será uma oportunidade de transformar compromissos em ações concretas, destacando o trabalho conjunto com o MME e outros órgãos para consolidar a conferência como um marco de implementação da transição energética.
Além disso, a Enviada Especial de Energia para a COP30, Elbia Gannoum, ressaltou a relevância de demonstrar os avanços do Brasil e fortalecer a liderança do país na agenda global de baixo carbono.
“É o momento do Brasil levar a experiência que tem, aprender de forma global e trabalhar de forma sólida o conceito de economia de baixa emissão de carbono”, destacou Gannoum.
Setor privado e inovação: peças-chave para a transição energética
O Mutirão também buscou engajar empresas e investidores brasileiros, fundamentais para viabilizar projetos em larga escala, fomentar inovação tecnológica e promover soluções energéticas sustentáveis em todo o território nacional. Entre os objetivos, está o mapeamento das principais barreiras regulatórias e técnicas que ainda impedem a implementação em larga escala de fontes renováveis e tecnologias de eficiência energética.
A integração de energia solar, eólica, biogás e tecnologias de armazenamento foi destacada como crucial para garantir a resiliência e a estabilidade da matriz energética brasileira, alinhando desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental.
Perspectivas e impactos estratégicos para o Brasil
O Mutirão da Transição Energética consolida o compromisso brasileiro com uma economia de baixo carbono, promovendo soluções que unem eficiência, inovação e sustentabilidade. A expectativa do governo é que o evento gere insumos estratégicos para a COP30, fortalecendo a posição do Brasil como líder global na agenda climática e energética.
O encontro reforça a visão de que transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas um fator estratégico de competitividade, atração de investimentos e inovação tecnológica, com impacto direto em todos os setores da economia.



