Com licença ambiental emitida, Complexo Eólico Palmas II será um dos maiores investimentos privados em energia renovável do estado, capaz de abastecer 300 mil domicílios e gerar 5 mil empregos
O Paraná reforça sua posição de destaque na geração de energia limpa com o início da implantação do Complexo Eólico Palmas II, empreendimento de R$ 3,5 bilhões que marca um novo capítulo no desenvolvimento energético do estado. O projeto, liderado pela Vento Sul Energia, acaba de receber a Licença de Instalação (LI) emitida pelo Instituto Água e Terra (IAT), permitindo o início das obras no município de Palmas, na região Sudoeste.
Com 504 megawatts (MW) de potência instalada e 72 turbinas distribuídas em sete parques eólicos, o complexo ocupará uma área de 145 hectares e terá capacidade para gerar cerca de 150 mil megawatts-hora (MWh) por mês — energia suficiente para atender 300 mil domicílios, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.
Investimento histórico para o Paraná
Durante a cerimônia de entrega da licença, realizada no Palácio Iguaçu, o governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou o impacto econômico e estratégico do projeto. Segundo ele, o novo complexo representa “um salto de desenvolvimento para Palmas e para toda a região Sudoeste, além de garantir segurança energética para o futuro do Paraná”.
“Durante muito tempo, o potencial eólico de Palmas foi ignorado. Hoje estamos transformando esse ativo em riqueza e em oportunidades para a população. O Estado cresce cerca de 6% ao ano, e para sustentar esse ritmo precisamos garantir segurança energética aos investidores”, afirmou Ratinho Junior.
O governador também enfatizou a dimensão do investimento, classificando o Palmas II como um dos maiores empreendimentos eólicos do Brasil e até do mundo. “É um projeto ousado, que exigiu muito trabalho e persistência dos empresários e do município. Tenho certeza de que não faltarão investidores, porque bons projetos sempre encontram apoio, ainda mais quando reúnem excelência técnica e responsabilidade ambiental”, completou.
Licenciamento ambiental ágil e seguro
A Licença de Instalação representa mais do que uma autorização formal: é um marco que garante segurança jurídica, técnica e ambiental ao projeto. De acordo com o presidente do IAT, Everton Souza, o momento vivido pelo Paraná é especialmente favorável para investidores que buscam estabilidade e previsibilidade.
“Aqui respeitamos a ciência e a técnica, e isso permite que projetos de grande porte, como o Complexo Eólico Palmas II, avancem com rapidez e segurança”, afirmou Souza.
Ele também ressaltou o papel do instituto na desburocratização dos processos ambientais. “Nosso objetivo é dar respostas rápidas, integrando as demandas dos municípios e permitindo que os empreendimentos se desenvolvam de forma segura e eficiente, gerando renda, empregos e qualidade de vida para a população sem riscos ao meio ambiente”, acrescentou.
Eficiência técnica e respeito ambiental
O diretor-executivo do IAT, Pedro Dias, explicou que o projeto passou por um processo rigoroso de amadurecimento tecnológico e ambiental antes de alcançar sua configuração final.
“O projeto começou com uma concepção de 200 megawatts e 100 torres. Hoje temos uma estrutura mais eficiente, com menos torres e mais do que o dobro de geração de energia. Isso representa um avanço significativo tanto do ponto de vista técnico quanto ambiental”, disse Dias.
O empreendimento foi planejado para minimizar impactos ambientais, com estudos detalhados sobre flora e fauna e ampla participação da comunidade local.
“Conseguimos eliminar totalmente o corte florestal, e cada torre foi posicionada respeitando os corredores de vento e a rota das aves. Foi um projeto construído junto com a população e com os produtores rurais que participam do arrendamento das áreas”, acrescentou.
Palmas consolida protagonismo na energia eólica
A cidade de Palmas tem um papel histórico na trajetória da energia eólica no Sul do Brasil. Em 1999, o município sediou o primeiro parque eólico da região, implantado pela Copel, com apenas 2,5 MW de potência. Agora, com o Palmas II, o Paraná dá um salto tecnológico, multiplicando por 200 sua capacidade instalada em energia dos ventos.
O prefeito Daniel Langaro destacou os impactos que o novo empreendimento trará para o desenvolvimento local. “A implantação do parque eólico coloca Palmas e o Sudoeste como players principais na geração de energia, além de atrair novas indústrias que se beneficiam dessa oferta e fomentar o turismo”, afirmou Langaro.
Energia limpa e novos investimentos
A ampliação da matriz eólica reforça o compromisso do Paraná com a transição energética sustentável. Programas como o RenovaPR, que já viabilizou mais de 38 mil novas conexões de geração distribuída, somam R$ 5,8 bilhões em investimentos e transformam o estado em referência nacional em energia renovável.
Além disso, o governo estadual projeta R$ 1,1 bilhão em novos investimentos para a construção de 11 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em 15 municípios, consolidando a diversificação da matriz e a autonomia energética do estado.
Um futuro movido pelo vento
O Complexo Eólico Palmas II simboliza mais do que uma obra de infraestrutura: representa o fortalecimento da economia regional, a geração de empregos qualificados e a consolidação do Paraná como protagonista na produção de energia limpa e sustentável.
Com a previsão de dois anos de obras e a criação de até 5 mil empregos diretos e indiretos, o projeto também impulsiona a cadeia produtiva local, reforçando a sinergia entre inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.



