Petrobras paga segunda parcela de dividendos e juros sobre capital próprio nesta segunda-feira

Companhia distribui R$ 0,45458309 por ação ordinária e preferencial, em continuidade ao balanço de 31 de março de 2025

A Petrobras realiza nesta segunda-feira (22/09) o pagamento da segunda parcela da remuneração aos acionistas, referente ao balanço encerrado em 31 de março de 2025. O crédito aos investidores segue o que foi anunciado no Fato Relevante de 12 de maio de 2025, mantendo a estratégia de retorno consistente de capital ao mercado.

O montante total bruto a ser distribuído nesta etapa é de R$ 0,45458309 por ação ordinária e preferencial, valor que se divide entre R$ 0,30844749 em dividendos e R$ 0,14613560 em juros sobre capital próprio (JCP).

Segundo a empresa, a decisão reforça a política de geração de valor aos acionistas e a disciplina financeira adotada nos últimos trimestres. “Este pagamento ocorre em continuidade ao Fato Relevante de 12/05/2025”, destacou a Petrobras em comunicado oficial.

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Detalhes do pagamento e procedimentos

Os acionistas que possuem cadastro atualizado receberão automaticamente os valores em suas contas bancárias nesta segunda-feira, por meio do Banco Bradesco S.A., instituição responsável pelas ações escriturais da estatal.

Para quem mantém ações custodiadas na B3, o crédito será realizado diretamente pelas respectivas corretoras. Já os investidores que detêm American Depositary Receipts (ADRs), negociados na Bolsa de Nova York (NYSE), receberão seus proventos a partir do dia 29/09/2025, por intermédio do JP Morgan Chase, banco depositário dos papéis da Petrobras.

A companhia reforça que os proventos não reclamados em até três anos a partir da data de pagamento – ou seja, até 22 de setembro de 2028 – prescreverão e reverterão em favor da própria Petrobras, conforme determina a Lei 6.404/76, artigo 287, inciso II, item “a”.

Política de dividendos e cenário do setor

O pagamento desta segunda-feira mantém a trajetória de forte geração de caixa da estatal, que vem aproveitando a combinação de preços internacionais do petróleo, estratégia de desinvestimentos e controle de custos para sustentar sua política de distribuição de dividendos e JCP.

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Nos últimos anos, a Petrobras tem adotado uma abordagem equilibrada, que busca garantir remuneração atrativa aos acionistas, ao mesmo tempo em que preserva recursos para investimentos em exploração, produção e transição energética.

Analistas de mercado avaliam que a continuidade dessa política é um dos fatores que sustentam a atratividade dos papéis da companhia, especialmente em um contexto de volatilidade do preço do barril de petróleo e mudanças regulatórias no Brasil.

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