Modernização inclui migração automatizada para o mercado livre via APIs, reforço da segurança cibernética e 100% de disponibilidade dos sistemas
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) encerrou o primeiro semestre de 2025 consolidando um pacote robusto de inovações que reforçam sua posição estratégica no setor elétrico brasileiro. A entidade avançou na automação de processos, na ampliação da resiliência tecnológica e na proteção de seus sistemas, com destaque para a contenção de mais de 539 milhões de tentativas de ataques cibernéticos apenas nos seis primeiros meses do ano.
Além disso, a CCEE alcançou 100% de disponibilidade de suas aplicações tecnológicas, assegurando a continuidade das operações sem interrupções e elevando o nível de excelência em eficiência operacional.
Migração para o mercado livre com APIs
Um dos principais marcos foi a entrada em vigor, a partir de 1º de julho, do novo modelo de migração para o mercado livre de energia, baseado na integração por APIs (Application Programming Interfaces).
O sistema substitui procedimentos manuais por interações automatizadas, mais ágeis e seguras, permitindo à CCEE absorver com eficiência o aumento da demanda decorrente da abertura gradual do mercado de energia.
Com as APIs, comercializadoras varejistas e distribuidoras passam a interagir com a Câmara de forma padronizada, ampliando a confiabilidade, a escalabilidade e a velocidade dos processos. A iniciativa é vista como um divisor de águas para o ambiente de comercialização, criando condições para maior flexibilidade e competitividade.
Segurança cibernética sob controle
Outro ponto de destaque foi a atuação robusta no campo da segurança digital. Entre janeiro e junho, os mecanismos implementados pela CCEE bloquearam mais de 539 milhões de tentativas de ataque aos sistemas da instituição.
A maturidade cibernética alcançada reflete o investimento contínuo em soluções de proteção, monitoramento e resposta a incidentes, em linha com a crescente digitalização do setor elétrico.
Desempenho operacional e estabilidade
No semestre, foram desenvolvidas 97 iniciativas tecnológicas, voltadas a demandas regulatórias e operacionais. Além disso, 39 melhorias no código-fonte dos sistemas elevaram a performance das transações, garantindo que 92% delas fossem processadas em até três segundos.
Esses resultados consolidam um padrão de excelência que assegura eficiência, confiabilidade e estabilidade, mesmo diante do aumento exponencial da complexidade operacional.
Infraestrutura mais robusta e resiliente
A CCEE também finalizou a migração integral de suas aplicações para o OpenShift, solução de mercado reconhecida pela segurança, escalabilidade e desempenho. A substituição do ambiente Rancher pelo novo gerenciador de containers, aliado ao uso ampliado do Gerenciador de Containers Red Hat, confere maior estabilidade e resiliência à infraestrutura tecnológica.
Segundo Alexandre Ramos, presidente do Conselho de Administração da CCEE, a transformação digital é parte central da estratégia institucional:
“A inovação é parte fundamental da nossa missão. Ao investirmos em tecnologia de ponta, não apenas elevamos a eficiência das operações, como também fortalecemos as bases para um mercado mais aberto, competitivo e sustentável. Nossa prioridade é oferecer soluções robustas, com alto grau de segurança e aderência às novas exigências do setor elétrico”, afirma.
Próximos passos: APIs e modernização do CliqCCEE
Com a infraestrutura renovada, a Câmara projeta novos avanços para o segundo semestre de 2025 e para 2026. Entre eles, estão a atualização completa da arquitetura de APIs e a modernização do motor de cálculo do CliqCCEE, principal ferramenta de relacionamento com os agentes do mercado.
Essas melhorias deverão trazer ganhos adicionais de desempenho, simplificação e segurança, além de permitir que os agentes desenvolvam soluções próprias e personalizem a experiência de seus clientes.



