GNV ganha protagonismo na agenda de mobilidade sustentável no Rio de Janeiro

Em evento na Associação Comercial do Rio, Naturgy defende o gás natural como solução imediata para transporte coletivo e destaca potencial do biometano

O debate sobre alternativas energéticas para o transporte coletivo ganhou força no encontro promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) nesta quinta-feira (11). A Naturgy, distribuidora de gás natural, apresentou os benefícios do Gás Natural Veicular (GNV) como opção eficiente e sustentável para a mobilidade urbana, especialmente em frotas de ônibus.

A executiva Giselia Pontes, diretora comercial da empresa, ressaltou que o combustível é um vetor de transição energética até a consolidação de tecnologias como biometano e hidrogênio.

“O gás natural é um combustível de transição até que a tecnologia possa evoluir para novas fontes, como o biometano, hidrogênio ou outras que se tornem viáveis. Hoje, para a mobilidade urbana, temos que considerar questões como a segurança energética e a infraestrutura disponível para suportar a demanda. Só na cidade do Rio de Janeiro, são cerca de 4 mil ônibus circulando diariamente. A Naturgy tem infraestrutura de gás natural em todas as regiões onde se localizam as 37 garagens. Então, temos total possibilidade de abastecimento imediato”, explicou.

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Rio de Janeiro: referência nacional em GNV

O estado do Rio já se consolidou como polo estratégico do GNV. Segundo a Naturgy, 39% dos postos de abastecimento do país estão localizados no território fluminense. A rede da distribuidora atende 43 municípios, responsáveis por 72% da população estadual, com cerca de 7 mil quilômetros de gasodutos.

Essa infraestrutura, segundo Giselia, garante condições para o atendimento rápido da frota urbana, ao mesmo tempo em que abre espaço para a expansão do uso do biometano.

“O GNV foi um vetor de crescimento para a malha de distribuição no Rio. Hoje, atendemos 43 municípios, que concentram 72% da população do estado, com cerca de 7 mil quilômetros de rede. Enxergamos a mobilidade urbana como um vetor de crescimento para a Naturgy. Em alguns casos, pode ser necessário ampliar a capacidade da rede, mas esse é o nosso compromisso diário: investir continuamente em infraestrutura de gás natural”, afirmou a executiva.

Impacto ambiental: redução de até 90% nas emissões

Estudos apresentados pela companhia, com base no Protocolo GHG, apontam que o uso do GNV pode reduzir em até 33% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel. Já com a utilização do biometano, o corte pode chegar a 90%, dependendo da composição e origem da biomassa utilizada.

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“O gás natural e biometano são intercambiáveis e toda a infraestrutura disponível para o gás natural poderá ser utilizada pelo biometano, seja de forma complementar ou em substituição ao GNV”, destacou Giselia.

Esse potencial reforça a importância do biometano no processo de descarbonização da mobilidade urbana, já que ele pode aproveitar a rede já existente de distribuição, acelerando a transição para uma matriz mais limpa.

Mobilidade sustentável como política estratégica

Com mais de 4 mil ônibus em circulação somente na capital fluminense, o debate sobre o combustível ganha dimensão estratégica. O uso do GNV representa não apenas uma redução de custos operacionais, mas também um avanço em direção às metas climáticas assumidas pelo Brasil e pelos governos locais.

Ao reunir montadoras, operadores de transporte e investidores, o evento na ACRJ reforçou a necessidade de alinhar infraestrutura, políticas públicas e financiamento para que o setor avance de forma integrada.

O posicionamento da Naturgy indica que o gás natural, aliado ao futuro biometano, pode preencher a lacuna entre o diesel e as tecnologias de emissão zero, servindo como solução imediata para o transporte coletivo sustentável no estado.

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