Mercado Livre de Energia alcança marco histórico com expansão de PMEs e democratização do setor

Com crescimento acelerado, ACL passa a responder por 42% da eletricidade consumida no Brasil e oferece previsibilidade, economia e origem renovável da energia para pequenas e médias empresas

O Mercado Livre de Energia (ACL) vive um momento histórico. De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o segmento já conta com 77 mil unidades consumidoras ativas, um crescimento de 58% em apenas 12 meses e mais que o dobro em dois anos. Em abril de 2025, o ACL passou a representar 42% de toda a eletricidade consumida no país, frente a 36% no início de 2024.

A expansão é puxada principalmente pela entrada de pequenas e médias empresas, que antes não tinham acesso ao ambiente livre. A Portaria 50/2022, em vigor desde janeiro de 2024, possibilitou que negócios com demanda contratada a partir de 30 kW migrassem ao mercado livre com apoio de comercializadoras varejistas. Só em 2024, 26,6 mil novas cargas de varejo foram incorporadas ao ACL, ampliando a base de consumidores e fortalecendo a competitividade.

Democracia energética: preço, prazo e fonte

“O consumidor finalmente ganhou o poder de escolher de quem comprar energia. Isso significa negociar preço, prazos e até a fonte de geração, garantindo não só economia, mas também previsibilidade e sustentabilidade”, explica Flávia Fagundes, gerente comercial da Tria Energia, empresa controlada em parte pela Pátria Investimentos, uma das maiores gestoras de recursos alternativos da América Latina, com mais de US$ 45 bilhões sob gestão e presença internacional.

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O peso da energia no orçamento reforça a urgência dessa mudança. Segundo a Abraceel, em PMEs, a conta de luz pode representar até 20% dos custos operacionais, enquanto em setores eletrointensivos, como cimento e alumínio, essa fatia chega a 60%.

Nesse contexto, o ACL se tornou uma ferramenta estratégica, permitindo que empresas reduzam despesas, planejem orçamentos de longo prazo e comprovem a origem renovável da eletricidade consumida.

Sustentabilidade e descarbonização como prioridade

“O custo segue sendo uma motivação central, mas cada vez mais vemos empresas entrando no mercado livre para alinhar suas metas de descarbonização às exigências de clientes e investidores”, complementa Flávia.

A Tria Energia atua como parceira das empresas nesse processo de transição. Desde março de 2024, a companhia opera como comercializadora com forte presença entre grandes consumidores e geradores de energia. Em 2025, expandiu sua atuação como varejista, apoiando também empresas de menor porte, como hotéis, supermercados de bairro, drogarias, padarias e até áreas comuns de condomínios, perfis de consumidores que historicamente não tinham acesso ao ACL.

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Energia como vantagem competitiva

A entrada de novos perfis de consumidores reforça a democratização do acesso à energia e fortalece a governança do setor. “Nosso papel é transformar energia em vantagem competitiva. O cliente define quanto quer pagar, por quanto tempo e de qual fonte. Nós ajudamos a desenhar o caminho mais eficiente e sustentável para chegar lá”, conclui Flávia.

O momento atual marca um marco histórico para o Mercado Livre de Energia, consolidando o ACL como uma alternativa estratégica e sustentável, capaz de reduzir custos, aumentar previsibilidade e promover a transição energética em todo o país.

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