O financiamento é responsável por democratizar o acesso à geração distribuída residencial e comercial, permitindo que consumidores de pequeno porte invistam em energia limpa sem comprometer o fluxo de caixa
A microgeração solar no Brasil tem se beneficiado fortemente do crédito como ferramenta de viabilização de projetos. Dados internos da 77Sol, ecossistema líder em energia solar no país, revelam que sete em cada dez projetos comercializados pela plataforma foram viabilizados por meio de financiamento.
O número é significativamente superior ao apresentado pela última pesquisa da consultoria Greener, que aponta 46% de adesão ao crédito na aquisição de sistemas fotovoltaicos. Para o CFO da 77Sol, Lucas Genoso, a diferença reflete o foco da empresa em projetos de pequeno porte, voltados principalmente para telhados residenciais e pequenos comércios:
“A decisão pelo financiamento reflete a lógica de democratização do acesso à energia solar. Nosso cliente médio vê no financiamento uma forma de viabilizar um investimento de R$15 mil a R$20 mil, sem precisar imobilizar capital próprio”.
Investimento com retorno garantido
O executivo compara o financiamento de energia solar a outros bens de consumo, como automóveis, mas ressalta um diferencial essencial: o retorno financeiro proporcionado pela energia gerada.
“Diferentemente de outros bens de consumo, a energia solar representa um ativo que libera renda. Ao final do contrato, o valor que antes era destinado à conta de luz ou à parcela mensal ‘retorna’ para o bolso do cliente. É uma decisão racional de médio/longo prazo, com impacto positivo na previsibilidade e redução do custo de vida”, afirma Genoso.
Segundo a 77Sol, o valor médio dos projetos gira em torno de R$17 mil, com parcelas mensais próximas a R$500. Esse valor costuma equivaler à fatura de energia elétrica anterior à instalação, permitindo que a transição para a energia solar seja financeiramente neutra no curto prazo.
“O financiamento para energia solar já é uma linha de produto presente em grandes bancos, fintechs e plataformas especializadas, sendo esse, um movimento essencial para a transição energética no Brasil. A popularização do crédito e a pulverização dos modelos de pagamento são alavancas significativas para garantir que o acesso à energia solar vá além dos grandes consumidores, alcançando residências e pequenos comércios em todas as regiões do país”, conclui o CFO.
Democratização da energia solar e impacto no setor
O aumento do acesso à microgeração solar por meio de financiamento representa uma mudança estrutural no setor elétrico brasileiro, pois permite que consumidores de menor porte participem da transição energética, tradicionalmente dominada por grandes empresas e indústrias.
Além de reduzir o custo da conta de luz, a adoção de sistemas fotovoltaicos contribui para a descarbonização da matriz elétrica, fomentando o uso de energia limpa e renovável em residências e comércios. Essa mudança impacta diretamente políticas de sustentabilidade e metas ESG, especialmente em regiões que ainda dependem fortemente de fontes convencionais de energia.
A facilidade de acesso ao crédito também estimula o crescimento do setor de geração distribuída, aumentando a competitividade das empresas do segmento e fortalecendo o ecossistema de fornecedores, instaladores e plataformas especializadas, como a própria 77Sol.
Cenário futuro e perspectivas
Com a expansão da microgeração solar no Brasil, especialistas apontam que o financiamento continuará a ser um motor de crescimento do setor, permitindo que a energia solar se consolide como alternativa viável e acessível para famílias e pequenos negócios.
A combinação de incentivos financeiros, previsibilidade no retorno do investimento e a redução dos custos operacionais abre espaço para que a geração distribuída alcance maior penetração, promovendo inovação tecnológica e eficiência energética em todas as regiões do país.
“A decisão pelo financiamento reflete a lógica de democratização do acesso à energia solar”, reforça Lucas Genoso, destacando que o modelo permite que a geração distribuída seja um ativo financeiro que retorna recursos ao consumidor, e não apenas um gasto.



