Documento reúne propostas para acelerar a transição energética e ampliar o protagonismo feminino no setor; congresso também marca criação da Associação Brasileira de Mulheres da Energia
O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou que será o responsável por entregar a Carta das Mulheres da Energia ao presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago. O documento é um manifesto elaborado e assinado por conferencistas e participantes do 4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, que aconteceu em Belém (PA), reunindo especialistas, lideranças empresariais e representantes da sociedade civil.
O texto propõe ações concretas para acelerar a transição energética brasileira, com ênfase na sustentabilidade, inovação e participação feminina em espaços de decisão do setor elétrico.
“Valorizo e fico honrado de ser o emissário dessa ação,” afirmou o governador durante sua participação no painel “Carta das Mulheres da Energia: Um Chamado à COP30”, realizado no âmbito do congresso.
COP30: um marco global na Amazônia
A COP30 ocorrerá em novembro deste ano em Belém (PA), representando um marco histórico: será a primeira vez que a conferência climática da ONU será realizada na Amazônia, região central no debate sobre mudanças climáticas e preservação ambiental.
Helder Barbalho ressaltou a relevância do momento, especialmente diante da necessidade de avaliar os dez anos do Acordo de Paris, assinado em 2015. Segundo ele, a sociedade brasileira deve assumir protagonismo no processo.
“A COP30 é em Belém, na Amazônia, no Pará, mas ela tem que ser do Brasil. O Brasil precisa participar ativamente desse momento”, destacou o governador.
Com o avanço das mudanças climáticas e a intensificação de eventos extremos, a transição energética se torna não apenas estratégica, mas essencial para a segurança energética e climática.
O papel da mulher na liderança energética
A Carta das Mulheres da Energia é considerada um instrumento de mobilização política e social que busca colocar a equidade de gênero no centro da transição energética. Para as lideranças envolvidas, a transformação do setor passa não apenas por tecnologia e investimentos, mas também por diversidade e inclusão.
“A Carta das Mulheres da Energia reflete esse compromisso com um futuro mais equitativo, onde a inovação e a sustentabilidade caminham juntas. A COP30 é a chance de tornar essa visão uma realidade global, e é um orgulho ver o Brasil, especialmente a Amazônia, ocupando o centro dessa agenda,” afirmou Lúcia Abadia, idealizadora do congresso.
O evento marcou ainda a criação da Associação Brasileira de Mulheres da Energia (ABME). A entidade nasce com o objetivo de articular lideranças femininas e ampliar a presença das mulheres em cargos estratégicos do setor. A presidência executiva está a cargo de Zilva Costa (ABGD). O Conselho da instituição será presidido por Lúcia Abadia (Grupo Abadia), e a vice-presidência ficará sob a liderança de Alessandra Torres (ABRAPH).
Integração entre sociedade, governo e setor privado
O congresso contou com o apoio de patrocinadores estratégicos, entre eles ENGIE, Unifaj/Unimax, ABGD, Interrisk, EMAE, Lindenberg Construtora, Thopen e Instituto Eldorado. A participação de empresas e instituições demonstra como o setor privado, a academia e a sociedade civil estão alinhados em torno da agenda de sustentabilidade, inclusão e inovação.
Essa integração é vista como essencial para garantir que o Brasil avance em compromissos concretos na transição energética, evitando retrocessos e garantindo competitividade internacional.
Uma mensagem para a COP30
Com a responsabilidade de levar a Carta das Mulheres da Energia à COP30, Helder Barbalho coloca o Pará no centro das discussões globais sobre clima, energia e inclusão social. A expectativa é de que o documento contribua para fortalecer o protagonismo do Brasil na conferência, especialmente diante da oportunidade de sediar um encontro que poderá redefinir compromissos climáticos e energéticos para a próxima década.
Mais do que um manifesto, a Carta representa uma chamada à ação: transição energética com diversidade, inovação e justiça social.



