Eneva registra Ebitda recorde no 2º trimestre, mas lucro líquido recua 65,8% na comparação anual

Entre abril e junho, companhia alcançou R$ 1,67 bilhão em Ebitda, o maior da história, mas resultado líquido foi impactado por fatores não recorrentes e efeitos financeiros

A Eneva divulgou nesta quarta-feira (13) os resultados do segundo trimestre de 2025, marcados por um desempenho operacional robusto, mas com queda significativa no lucro líquido na comparação com o mesmo período de 2024.

O lucro líquido da companhia somou R$ 364,5 milhões, queda de 65,8% em relação aos R$ 1,07 bilhão obtidos no segundo trimestre do ano anterior. Segundo a empresa, o recuo foi influenciado por efeitos não recorrentes registrados em 2024 e por variações no resultado financeiro líquido.

Por outro lado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,67 bilhão no período, alta expressiva de 55,9% frente ao mesmo trimestre do ano passado, configurando o terceiro recorde consecutivo da companhia.

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Desempenho operacional consistente

A Eneva atribuiu o avanço do Ebitda ao bom desempenho de suas operações de geração térmica e comercialização de energia, além da contribuição positiva de contratos indexados à inflação e a ajustes de preços no mercado livre.

A empresa vem registrando crescimento operacional sustentado, com destaque para a eficiência na gestão de portfólio, a flexibilidade de despacho térmico e a capacidade de resposta a variações na demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN).

De acordo com o comunicado, esse é o terceiro trimestre seguido de recorde histórico de Ebitda, reforçando a trajetória ascendente da companhia no segmento de geração e comercialização de energia elétrica no Brasil.

Fatores que impactaram o lucro

Apesar do avanço expressivo na geração de caixa operacional, o lucro líquido apresentou retração relevante. A base de comparação de 2024 foi influenciada por eventos extraordinários, que elevaram o lucro naquele período, e que não se repetiram em 2025.

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Além disso, efeitos financeiros, como variação cambial e atualização monetária de passivos, também pesaram sobre o resultado final, reduzindo o ganho líquido reportado aos acionistas.

Estratégia de crescimento e diversificação

Nos últimos anos, a Eneva tem investido fortemente na diversificação do portfólio, combinando ativos de geração térmica, projetos renováveis e atuação integrada no mercado livre de energia. A companhia também se consolidou como referência na exploração de gás natural onshore no Brasil, reforçando a sinergia entre produção e geração elétrica.

O crescimento do Ebitda reflete, em grande parte, a execução dessa estratégia, que combina contratos de longo prazo com operações comerciais dinâmicas, garantindo resiliência a diferentes cenários de mercado.

Perspectivas para o segundo semestre

A expectativa é que a companhia mantenha o bom desempenho operacional no segundo semestre, sustentada por contratos de fornecimento, eficiência no despacho de usinas e novos projetos que devem entrar em operação.

Com o cenário hidrológico ainda desafiador em algumas regiões e a necessidade de flexibilidade na matriz elétrica, ativos térmicos tendem a continuar desempenhando papel estratégico para a segurança energética do país — contexto que favorece a atuação da Eneva.

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