Companhia alcança produção histórica, reduz alavancagem e fortalece posição financeira com estratégia focada em eficiência e disciplina de capital
A BRAVA Energia encerrou o segundo trimestre de 2025 com resultados financeiros e operacionais históricos, marcando o melhor desempenho desde sua criação, em agosto de 2024. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (6), a companhia reportou lucro líquido de R$ 1 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 1,3 bilhão, crescimento de 24% frente ao primeiro trimestre. A receita líquida somou R$ 3,1 bilhões no período.
A empresa também bateu recorde de produção trimestral, com 85,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) — 21,3% acima do trimestre anterior. Em julho, a média já superou os 90,9 mil boe/d, refletindo a maturidade e a consistência do portfólio da empresa.
Desempenho operacional robusto nos ativos Atlanta e Papa-Terra
O ativo Atlanta, uma das principais operações da BRAVA, atingiu 36 mil boe/d, seu maior nível trimestral desde o início das atividades, resultado da conexão dos poços 4H e 5H. Já o campo de Papa-Terra, adquirido em dezembro de 2022, teve desempenho recorde sob gestão da companhia, com produção de 19 mil boe/d.
A performance também foi impulsionada pelos ativos onshore da BRAVA, especialmente na Bahia e no Rio Grande do Norte. Com média de 34,2 mil boe/d, a estabilidade foi garantida pelas ações de reativação de poços e pela ampliação da injeção de vapor no Complexo Potiguar, estratégia voltada à recuperação secundária da produção.
Capex em queda e foco na disciplina de capital
O capex da companhia apresentou queda pelo segundo trimestre consecutivo, reflexo da finalização da primeira etapa do projeto Atlanta, que incluiu:
- Perfuração de dois novos poços;
- Conexão de seis poços ao novo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência);
- Instalação de novos equipamentos submarinos.
Essa etapa marca uma fase de menor desembolso, com impacto direto na geração de caixa e na capacidade da empresa de continuar crescendo com menor pressão sobre sua estrutura de capital.
Dívida em queda e caixa reforçado com operações estratégicas
O 2T25 também foi marcado por um avanço relevante na saúde financeira da BRAVA. A dívida líquida/EBITDA caiu para 3,1x, uma redução de 0,3x em relação ao 1T25. O caixa total ao final do trimestre era de US$ 933 milhões.
Além disso, eventos subsequentes ao trimestre apontam para uma melhora ainda mais significativa nos indicadores de alavancagem, incluindo:
- Pré-pagamento da Debênture Potiguar no valor de US$ 500 milhões, via nova emissão com menor custo e melhor perfil de amortização;
- Pré-pagamento de US$ 125 milhões em debêntures de alto custo da 2ª série da 1ª emissão, utilizando recursos de caixa;
- Monetização de crédito de US$ 260 milhões relacionado ao financiamento do FPSO Atlanta, reforçando a posição de caixa futura.
Gestão eficiente e visão de longo prazo
Para o CEO da BRAVA Energia, Décio Oddone, os resultados refletem a consistência da estratégia da companhia. “Neste trimestre, alcançamos nosso melhor resultado desde a criação da BRAVA. A companhia vem mantendo uma trajetória de evolução nos principais aspectos de segurança, operacionais e financeiros. Isso demonstra a resiliência do nosso portfólio e o sucesso da nossa estratégia de alocação de capital, com uma gestão focada em eficiência e redução da alavancagem”, afirma.
Oddone também destacou os fundamentos que sustentam o crescimento da BRAVA. “Estamos construindo uma base sólida para impulsionar ainda mais a companhia em sua trajetória de geração de valor, contribuindo também com o desenvolvimento do país”, completou.
Perspectivas positivas para o segundo semestre
Com a consolidação da produção, a redução da alavancagem e a maturação dos ativos estratégicos, a BRAVA Energia entra no segundo semestre de 2025 em uma posição privilegiada para explorar novas oportunidades, inclusive por meio de reinvestimentos e aquisições.
A tendência de redução de custos e aumento de eficiência, combinada à geração robusta de caixa, indica um cenário de sustentabilidade financeira, mesmo em contextos de volatilidade no preço do petróleo e gás.



