Expansão do acordo inclui pacote MOVE com foco em modelagem geológica e análise estrutural, fortalecendo projetos em petróleo e armazenamento de carbono
A britânica PE Limited (PETEX), referência global em softwares para engenharia e geociências, renovou e ampliou sua colaboração com o Centro de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO) da Unicamp. Com a nova doação de licenças da plataforma MOVE, voltada à análise estrutural e geológica, o valor total de softwares fornecidos pela empresa para fins acadêmicos ultrapassa 5,9 milhões de libras esterlinas — equivalente a mais de R$ 40 milhões.
A parceria entre PETEX e CEPETRO tem se consolidado como um importante vetor de inovação em áreas como engenharia de reservatórios, sistemas de produção e transição energética. A atualização contratual, válida até dezembro de 2025, inclui agora 10 licenças gratuitas do MOVE (versão 2024), plataforma reconhecida por sua capacidade de modelar estruturas geológicas em 2D e 3D, realizar análise de fraturas e tensões e integrar-se com sistemas como Petrel, OpenWorks e GST.
Pacote MOVE chega para enriquecer simulações e pesquisas integradas
A incorporação do MOVE representa um salto qualitativo no portfólio de ferramentas disponíveis para pesquisadores do CEPETRO. Os novos módulos se somam a soluções já utilizadas no centro, como PROSPER, GAP, PVTP, MBAL, REVEAL e RESOLVE — também doados pela PETEX —, que permitem simulações avançadas de comportamento de reservatórios, fluxo multifásico, balanço de materiais e propriedades dos fluidos.
O diretor do CEPETRO, Marcelo Souza de Castro, ressalta que a chegada do MOVE vai além da ampliação tecnológica. “A chegada do MOVE ao nosso portfólio fortalece o caráter multidisciplinar da pesquisa desenvolvida no centro. Com esses softwares, conseguimos analisar o comportamento estrutural das formações geológicas com mais precisão, o que impacta diretamente projetos relacionados tanto à produção de petróleo quanto ao armazenamento de carbono”, explica.
A licença gratuita será válida até dezembro de 2025, com possibilidade de renovação anual a critério da PETEX, o que garante continuidade e estabilidade aos projetos acadêmicos e científicos que utilizarem a plataforma.
Inovação para energia e descarbonização
A iniciativa é particularmente relevante em um momento de crescente atenção à eficiência e sustentabilidade na cadeia de energia. Com a adoção de ferramentas como o MOVE, pesquisadores brasileiros têm condições de aprimorar modelos estruturais e análises de reservatórios com maior acurácia, o que beneficia tanto o desenvolvimento de campos de petróleo quanto o avanço de tecnologias emergentes como o armazenamento geológico de carbono (CCUS).
Ao permitir a simulação detalhada de fraturas, falhas e deformações tectônicas, o MOVE contribui para avaliar com mais precisão o comportamento de formações rochosas profundas — fator essencial em projetos de injeção e contenção de CO₂, bem como em estratégias de maximização da recuperação de petróleo.
Além disso, o uso acadêmico do software fortalece a formação de alunos e pesquisadores capacitados para atuar nas fronteiras do conhecimento geocientífico, algo cada vez mais valorizado em um cenário de transição energética global.
Cooperação internacional e transparência acadêmica
A doação dos softwares faz parte da política da PETEX de fomentar o desenvolvimento acadêmico em instituições de referência. Como contrapartida, o acordo prevê a divulgação pública da parceria pela Universidade Estadual de Campinas, reforçando os princípios de transparência e colaboração que pautam a relação entre academia e setor privado.
A escolha do CEPETRO como parceiro estratégico reflete o reconhecimento da qualidade das pesquisas desenvolvidas no centro, que é hoje um dos principais polos brasileiros de conhecimento voltado à energia, com atuação em áreas como petróleo, gás natural, hidrogênio, biocombustíveis e armazenamento geológico de carbono.
Ao apoiar projetos de ensino e pesquisa com ferramentas de ponta, a PETEX contribui não apenas com a inovação técnica, mas também com o fortalecimento da infraestrutura científica necessária para enfrentar os desafios energéticos do futuro.



