Serviço Geológico do Brasil abre concurso público com 115 vagas para áreas estratégicas ligadas à gestão de recursos naturais

Iniciativa do MME visa fortalecer a capacidade técnica do SGB e valorizar a ciência aplicada à formulação de políticas públicas em mineração, água e meio ambiente

O Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), publicou nesta quinta-feira (1º) o Edital nº 1/2025 para concurso público nacional com 115 vagas imediatas e formação de cadastro reserva. As oportunidades abrangem áreas técnicas e científicas essenciais para a gestão estratégica dos recursos naturais brasileiros, com remuneração inicial que pode chegar a R$ 10.577,48.

A iniciativa representa mais um passo da política do MME para ampliar a capacidade institucional do SGB e promover a valorização da ciência e da produção de dados geocientíficos como pilares da formulação de políticas públicas nas áreas mineral, hídrica, ambiental e de infraestrutura.

“O investimento na força de trabalho do SGB é essencial para ampliar a produção de dados geocientíficos, apoiar o mapeamento de riscos naturais, orientar o uso sustentável de recursos e contribuir com o desenvolvimento regional e nacional”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

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Oportunidades em áreas técnicas e científicas

As vagas estão distribuídas entre os cargos de Pesquisador em Geociências, Analista em Geociências e Técnico em Geociências, com atuação prevista em todo o território nacional. O edital contempla especialidades como geologia, geofísica, cartografia, engenharia ambiental, recursos hídricos, química, gestão territorial, além de setores administrativos.

Com a abertura deste concurso, o SGB visa recompor e expandir seu quadro de servidores, em consonância com os desafios crescentes relacionados à transição energética, segurança hídrica, mineração sustentável, prevenção de desastres e à produção de dados técnicos que subsidiam políticas públicas estruturantes.

O certame é considerado estratégico também para o avanço da nova Política Nacional de Mineração e para o fortalecimento da presença do Estado em regiões com baixa cobertura de estudos geocientíficos.

Provas em 13 capitais e inscrições até 2 de setembro

A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi escolhida como banca organizadora do concurso. As provas serão aplicadas em 13 capitais brasileiras, incluindo Belém, Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

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O processo seletivo contará com prova objetiva e discursiva para os cargos de nível superior, além de avaliação de títulos. Candidatos com deficiência (PCD), negros, indígenas e quilombolas terão etapas específicas previstas no edital, conforme diretrizes de inclusão do Governo Federal.

As inscrições estarão abertas entre os dias 4 de agosto e 2 de setembro e poderão ser feitas pelo site da FGV: https://conhecimento.fgv.br/concursos/cprm.

Ciência e infraestrutura como vetores de soberania

A retomada de concursos públicos para carreiras técnicas do Estado tem sido uma das frentes da atual gestão federal. No caso do SGB, a recomposição de seu quadro funcional é vista como uma etapa fundamental para garantir o fornecimento contínuo de dados confiáveis sobre o subsolo brasileiro, a disponibilidade hídrica e as áreas de risco geológico.

Segundo especialistas do setor energético e ambiental, a ampliação da capacidade técnica do SGB também contribui para atrair investimentos, mitigar riscos socioambientais e ampliar a presença do conhecimento científico na tomada de decisões estratégicas.

Um reforço institucional para o futuro

Desde sua criação, o Serviço Geológico do Brasil tem exercido papel central na produção de conhecimento sobre os recursos naturais do país. Vinculado ao MME, o órgão realiza estudos e levantamentos que servem de base para ações de planejamento em energia, saneamento, mineração, defesa civil e infraestrutura.

Com o novo concurso público, o governo federal sinaliza a intenção de renovar o corpo técnico da instituição e assegurar sua atuação em um momento decisivo, marcado por transições globais em energia, clima e uso do território.

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