Participação estratégica no certame organizado pela CCEE reforça compromisso da companhia com ativos renováveis e geração de valor para os acionistas
A Eletrobras assegurou nesta sexta-feira (1º) a extensão da concessão da Usina Hidrelétrica de Coaracy Nunes por mais sete anos, com vigência agora até 2059. A conquista foi obtida por meio da participação da companhia no leilão de GSF (Generation Scaling Factor), promovido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que possibilita ajustes contratuais relacionados a riscos hidrológicos no mercado de energia elétrica.
Localizada no estado do Amapá, a UHE Coaracy Nunes é uma usina de fundamental importância para a região Norte e integra o portfólio estratégico da Eletrobras, tanto pelo seu perfil de geração renovável quanto pelo potencial de expansão.
Segundo a companhia, estudos em andamento avaliam a possibilidade de ampliação da capacidade instalada da usina, reforçando seu papel na segurança energética da região.
“A decisão de participar do leilão e realizar o investimento segue a metodologia de alocação de capital da companhia, sempre orientada pela busca da máxima geração de valor para os acionistas.”
Leilão de GSF: uma ferramenta para a estabilidade contratual
O leilão de GSF é um mecanismo regulatório criado para compensar os riscos hidrológicos enfrentados pelos geradores de energia no ambiente de contratação regulada. O certame realizado pela CCEE permite às empresas a prorrogação de concessões mediante contrapartidas econômicas, promovendo segurança jurídica e previsibilidade para os investidores do setor.
No caso da Eletrobras, a participação no leilão representa não apenas uma oportunidade de estender um ativo relevante, mas também um movimento alinhado com sua estratégia de longo prazo. A companhia tem reforçado seu compromisso com a eficiência operacional, a rentabilidade e a sustentabilidade de seu portfólio, com foco em ativos renováveis.
Potencial de crescimento no Amapá
A Usina Hidrelétrica de Coaracy Nunes possui papel histórico e técnico significativo no atendimento elétrico da região Norte do país. Localizada em Ferreira Gomes (AP), foi inaugurada na década de 1970 como a primeira usina hidrelétrica construída pela Eletrobras na Amazônia. Seu funcionamento tem contribuído para a estabilidade energética em uma região com desafios logísticos e climáticos complexos.
A ampliação da capacidade instalada da usina é uma possibilidade em estudo que pode tornar a unidade ainda mais relevante no cenário energético nacional. Em um contexto de transição energética e crescimento da demanda por fontes renováveis, o investimento na modernização de hidrelétricas existentes é considerado uma alternativa eficiente e sustentável.
Estratégia orientada por valor
A Eletrobras tem enfatizado, em seus relatórios e comunicados recentes, a disciplina de capital como um dos pilares de sua atuação pós-privatização. A participação no leilão de GSF segue essa lógica: priorizar alocações de recursos com retorno claro e aderência à matriz estratégica da companhia.
O movimento também sinaliza ao mercado o foco da empresa na geração hidrelétrica com responsabilidade socioambiental e eficiência operacional, em linha com os compromissos assumidos em sua agenda ESG.
Perspectivas para o setor
A prorrogação da concessão de ativos existentes por meio de mecanismos regulatórios como o leilão de GSF pode se tornar uma alternativa relevante para a expansão da oferta de energia sem a necessidade de novos empreendimentos de grande porte.
Essa estratégia tem ganhado tração especialmente em um cenário de transição energética, onde a valorização de ativos renováveis já em operação oferece vantagens em termos de licenciamento, impacto ambiental e captação de financiamento verde.



