Levantamento da LUZ aponta que maioria da população ainda depende de mudanças comportamentais para economizar energia, enquanto falta informação, ferramentas acessíveis e soluções estruturadas para gestão eficiente
A conta de luz continua entre os principais fatores de pressão sobre o orçamento doméstico brasileiro. E, mesmo com os aumentos recorrentes, o consumidor ainda se vê desarmado para enfrentá-los. Pesquisa nacional conduzida pela LUZ, plataforma inteligente de gestão energética, em parceria com a Futuros Possíveis, revela um dado contundente: 96% dos brasileiros querem previsibilidade no custo da energia, mas apenas 13% monitoram ativamente o consumo.
O estudo, intitulado Futuro da Energia, foi realizado com mais de 2 mil consumidores entre março e abril de 2025, todos responsáveis pelo pagamento da conta de luz em seus domicílios. Segundo os resultados, 76% afirmaram que o valor da fatura pesou mais no bolso em 2024, e 53% precisaram rever o orçamento familiar para acomodar os aumentos.
“Existe uma grande frustração: as pessoas querem previsibilidade, mas sentem que estão no escuro sobre como agir. E essa falta de visibilidade se revela em dados como o de que 84% dos entrevistados se surpreenderam com o valor da conta em algum momento no último ano”, explica Luiza Pinto, COO da LUZ.
Mudança de hábitos ainda é principal estratégia, mas sem efeito duradouro
Em meio à escalada dos custos, os consumidores têm recorrido a estratégias simples de economia, com foco em mudanças comportamentais. A pesquisa mostra que 62% adotaram ajustes no dia a dia, como reduzir o uso de eletrodomésticos ou evitar ligar o ar-condicionado. Apenas 18% substituíram equipamentos por versões mais eficientes, e 17% investiram em fontes alternativas de energia.
Embora válidas, essas medidas são paliativas e não blindam o orçamento diante de novas altas. “O modelo atual transfere ao consumidor o risco das flutuações tarifárias, mas oferece pouca transparência ou suporte para que ele possa se planejar”, afirma Luiza.
A percepção de que os aumentos continuarão nos próximos meses é generalizada: 64% acreditam que a conta de energia ficará mais cara ao longo dos próximos 12 meses. Isso amplia ainda mais a demanda por controle e previsibilidade, especialmente entre as classes de menor renda, mais vulneráveis a variações tarifárias e à ausência de mecanismos de proteção.
Falta de informação e acesso a tecnologia impedem avanço da gestão ativa
O levantamento também revela um obstáculo estrutural: 84% dos entrevistados dizem entender pouco ou nada sobre fontes de energia renovável, o que indica um alto grau de desinformação energética. Além disso, poucos consumidores conhecem ferramentas que permitem acompanhar o consumo em tempo real, o que contribui para a falta de engajamento ativo com a fatura.
“Hoje já existem tecnologias acessíveis que permitem ao consumidor acompanhar seu consumo em tempo real, identificar os maiores vilões da fatura e agir antes que a conta pese no bolso. É uma mudança de comportamento que precisa ser estimulada”, defende a COO da LUZ.
É nesse cenário que surgem plataformas digitais como a própria LUZ. Com um sistema 100% online, a empresa possibilita que o consumidor visualize o uso de energia antes do fechamento da conta, compreenda seus padrões de consumo e migre para energia limpa sem a necessidade de instalação de painéis solares. A proposta alia eficiência energética e descarbonização com economia e controle financeiro.
“O consumidor está pronto para assumir o controle — falta acesso a informações claras, ferramentas simples e incentivo à adoção dessas soluções. E é isso que a LUZ entrega”, conclui Luiza Pinto.
Caminhos para o empoderamento energético
A pesquisa da LUZ oferece um panorama fiel dos desafios enfrentados pelos brasileiros em relação à energia elétrica — custo elevado, imprevisibilidade, baixa transparência e desinformação. O que se desenha é uma oportunidade clara de mudança: viabilizar o acesso a soluções digitais e educativas que permitam ao consumidor participar ativamente da gestão energética.
O estudo ouviu 2.089 consumidores brasileiros com 25 anos ou mais, entre os dias 14 de março e 2 de abril de 2025, e tem margem de erro de 2,1 pontos percentuais. Os dados reforçam a urgência por políticas públicas, incentivos à digitalização do setor e o fortalecimento de plataformas que promovam autonomia energética ao consumidor.



