EnergyPathways contrata Siemens Energy para projeto estratégico de armazenamento e descarbonização no Reino Unido

Parceria visa viabilidade técnica e comercial do projeto MESH, que combinará gás natural, hidrogênio e ar comprimido para fornecer energia flexível e de baixo carbono ao sistema britânico

A transição energética no Reino Unido deu mais um passo estratégico com o anúncio da contratação da Siemens Energy pela EnergyPathways plc para realizar a avaliação de viabilidade do projeto MESH (Multiple Energy Storage Hub). O empreendimento, que busca integrar soluções de armazenamento de energia em larga escala e tecnologias de descarbonização, tem como objetivo principal oferecer eletricidade despachável e de baixo carbono para a rede elétrica britânica.

O anúncio foi feito por meio de comunicado oficial da EnergyPathways nesta segunda-feira (21), destacando a relevância técnica e institucional da Siemens Energy como parceira de engenharia e planejamento estratégico.

Projeto MESH: uma infraestrutura híbrida e robusta para segurança energética

O projeto MESH está sendo concebido como uma instalação inovadora de armazenamento híbrido em grande escala, reunindo três tecnologias principais: armazenamento de gás natural, ar comprimido e hidrogênio verde. Essa combinação visa capturar o excedente de energia eólica offshore — cada vez mais comum no Reino Unido — e transformá-lo em uma fonte de fornecimento flexível, confiável e com emissões reduzidas.

- Advertisement -

Segundo a EnergyPathways, a meta de capacidade do projeto é ambiciosa: até 20 TWh de energia armazenada, o que o colocaria entre os maiores projetos de armazenamento energético da Europa. A estrutura será projetada para liberar energia durante períodos de baixa produção renovável, reduzindo a necessidade de fontes fósseis de última hora e, ao mesmo tempo, fortalecendo a resiliência do sistema energético britânico.

Durante essas janelas de baixa disponibilidade renovável, os recursos armazenados — incluindo ar comprimido, hidrogênio e gás natural — poderão ser convertidos em eletricidade por meio de turbinas a gás, expansão de ar comprimido e outras tecnologias de geração flexível.

Armazenamento subterrâneo e uso de cavernas de sal

O MESH se destaca não apenas pela capacidade energética prevista, mas também pelo conceito geológico por trás de sua infraestrutura: o uso de cavernas de sal subterrâneas para o armazenamento de hidrogênio e ar comprimido, bem como reservatórios offshore para o armazenamento de gás natural.

Essa abordagem vem ganhando espaço em projetos de descarbonização global por combinar viabilidade técnica, capacidade de resposta rápida e baixo custo operacional ao longo do tempo. O conceito oferece uma solução estratégica para viabilizar a integração plena de fontes renováveis intermitentes ao sistema energético.

- Advertisement -

A Siemens Energy e sua expertise em soluções integradas

Com mais de 100 mil funcionários globalmente, sendo 6.500 no Reino Unido e Irlanda, a Siemens Energy traz uma expertise robusta em sistemas de ar comprimido, compressão de gás elétrico e infraestrutura energética híbrida.

Seu portfólio tecnológico inclui turbinas a gás e a vapor, usinas híbridas operadas com hidrogênio, geradores de energia e transformadores, posicionando a empresa como uma das principais fornecedoras globais de soluções para o setor energético em transição.

“Mais um engajamento da EnergyPathways com uma empresa de energia de primeira linha”, afirmou Ben Clube, CEO da EnergyPathways, ao comentar a nova parceria.

Segundo o executivo, a contratação da Siemens representa um passo estratégico para garantir que o projeto MESH seja desenvolvido com soluções técnicas e comerciais de ponta, alinhadas às exigências de segurança energética, sustentabilidade e viabilidade econômica no mercado britânico.

Inovação como vetor da transição energética britânica

O MESH surge em um contexto de urgência por soluções que unam armazenamento de energia e resposta à intermitência renovável — dois dos maiores desafios atuais das redes elétricas europeias. O Reino Unido, que tem ampliado significativamente sua matriz baseada em eólica offshore e solar fotovoltaica, busca formas de compensar variações abruptas de oferta e demanda, garantindo fornecimento estável e previsível.

O modelo proposto pela EnergyPathways também se alinha às diretrizes britânicas de segurança energética e ao compromisso com a neutralidade de carbono até 2050, oferecendo uma alternativa viável ao uso de fontes fósseis em momentos críticos de suprimento.

Destaques da Semana

Artigos

Últimas Notícias