Complexo Ventos do Sul terá 121,8 MW de capacidade instalada e reforça a atuação do grupo na geração limpa; projeto entra em operação em 2028 e energia será destinada ao SIN
O Grupo Electra anuncia o início das obras do complexo eólico Electra Ventos do Sul, localizado no município de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Rio Grande do Sul. A construção começará em agosto, com previsão de entrada em operação comercial no início de 2028. O projeto terá capacidade instalada de 121,8 megawatts (MW) e será implementado pelas subsidiárias Electra Wind e Illian Renováveis.
Com investimento total estimado em R$ 950 milhões, o empreendimento representa mais um passo da empresa em sua estratégia de expansão no segmento de geração de energia renovável. A Licença de Instalação foi concedida no início de julho pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), autorizando a implantação do complexo formado por cinco parques eólicos: Electra Ventos do Sul I, II, III, IV e V. Juntos, eles contarão com 20 aerogeradores de grande porte.
“O projeto reforça o nosso compromisso com a expansão do parque gerador brasileiro com base em energia limpa”, afirma o diretor-presidente do Grupo Electra, Claudio Alves, acrescentando que a energia deve ser destinada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Localização estratégica e infraestrutura robusta favorecem operação no Sul
Santa Vitória do Palmar foi escolhida por apresentar alto potencial eólico e infraestrutura consolidada de escoamento da energia gerada. De acordo com Claudio Alves, a região sul do país possui uma vantagem competitiva importante em comparação a outras localidades com forte presença de renováveis.
“Os projetos de energia renovável desenvolvidos no Sul não estão sujeitos aos cortes de geração que têm prejudicado empreendimentos de outras regiões do país”, analisa.
A observação do executivo remete aos desafios enfrentados por geradores no Nordeste, onde a limitação da infraestrutura de transmissão tem provocado desconexões e vertimento de energia renovável, especialmente em períodos de elevada geração eólica e solar.
Geração renovável: crescimento do portfólio é estratégico
Com o novo projeto no RS, o Grupo Electra amplia seu portfólio de geração, que atualmente soma 968,5 MW de potência instalada, distribuídos entre ativos em operação e em desenvolvimento. Do total, 327,5 MW estão em operação comercial e 641 MW encontram-se em fase de implantação ou estruturação.
Parte significativa dessa expansão tem ocorrido por meio de aquisições. A mais relevante foi a compra, no fim de 2024, de 13 ativos de geração da Copel Geração e Transmissão, que somaram 118,7 MW de capacidade instalada e diversificaram a presença geográfica do grupo no setor elétrico.
Além dos projetos eólicos, a Electra também tem investido fortemente em geração solar. A subsidiária Electra Illian Energias Renováveis está finalizando a construção do parque solar Irecê, na Bahia, com 161 MWp. O projeto, estruturado em regime de autoprodução, foi contratado pela Acelen, empresa do setor de refino e energia.
“Temos em nosso portfólio mais 509 MWp de solar cujos contratos de compra e venda estamos negociando com clientes do mercado livre”, explica Alves.
Foco em mercado livre e autoprodução impulsiona novos investimentos
O Grupo Electra tem concentrado seus esforços na expansão de geração limpa com foco no mercado livre de energia e em modelos de autoprodução. A estratégia busca atender à crescente demanda por energia renovável por parte de grandes consumidores, atraídos pelos benefícios econômicos, previsibilidade de custos e metas de descarbonização.
A negociação de novos contratos com consumidores livres é, segundo Claudio Alves, parte essencial do plano de crescimento nos próximos anos. O avanço da geração solar e eólica no portfólio também atende aos objetivos ESG do grupo e às exigências crescentes do mercado por soluções sustentáveis.
Ventos do Sul: mais um passo para consolidar posição no setor
Com o anúncio da construção do Electra Ventos do Sul, o grupo consolida sua posição como um dos protagonistas da transição energética no país, contribuindo para a diversificação da matriz elétrica brasileira e o cumprimento de metas ambientais setoriais.
A localização estratégica do empreendimento, aliada ao seu modelo de negócios voltado ao mercado livre, o coloca em vantagem frente a outros projetos em regiões com restrições de escoamento. A robustez da infraestrutura elétrica no Rio Grande do Sul, somada ao elevado fator de capacidade dos ventos locais, deve garantir a competitividade do ativo.
Nos próximos anos, a expectativa é que a Electra continue ampliando sua atuação por meio de novos projetos e aquisições, buscando não apenas escala, mas também equilíbrio entre fontes, regiões e modelos contratuais.



