Leidiane Mariani, CEO da Amplum Biogás, recebe reconhecimento internacional no AD and Biogas Industry Awards 2025 por sua atuação estratégica no avanço do biogás e biometano na América Latina
A trajetória da brasileira Leidiane Ferronato Mariani, engenheira ambiental e CEO da Amplum Biogás, acaba de receber destaque global com a premiação na categoria “Women in Biogas” no AD and Biogas Industry Awards 2025 — o mais relevante reconhecimento internacional voltado ao setor de bioenergia. O evento, promovido pela Anaerobic Digestion and Bioresources Association (ADBA) em parceria com a World Biogas Association (WBA), foi realizado no último dia 9 de julho, em Birmingham, Reino Unido.
A premiação consagra o trabalho de Leidiane como uma das principais lideranças femininas do setor, com forte atuação técnica, científica e política no desenvolvimento do biogás e do biometano no Brasil e na América Latina. “É um reconhecimento coletivo que valoriza uma rede de pessoas comprometidas com a transformação energética e com soluções sustentáveis baseadas em resíduos e inovação”, declarou a engenheira ao receber o prêmio.
O reconhecimento à trajetória de Leidiane reforça o protagonismo brasileiro em bioenergia. Com mais de 15 anos de dedicação ao setor, a engenheira catarinense soma experiências no desenvolvimento de políticas públicas, projetos de P&D, educação técnica e articulação institucional, consolidando o Brasil como referência mundial no aproveitamento energético de resíduos orgânicos.
Referência nacional e internacional no biogás
A atuação de Leidiane é marcada por projetos de impacto e pioneirismo. No início de sua carreira, trabalhou por mais de uma década no Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), onde liderou projetos de pesquisa e desenvolvimento no Parque Tecnológico Itaipu. Ali participou de estudos estruturantes como o BiogasMap e o Panorama do Biogás, que formaram a base de dados do setor e são referência até hoje.
Entre 2020 e 2022, esteve à frente do Brazil Energy Programme (BEP), uma iniciativa estratégica conduzida pelo Instituto 17 em parceria com os governos do Brasil e do Reino Unido, que definiu diretrizes para o desenvolvimento do mercado de biogás. Seu trabalho nessa fase foi considerado um divisor de águas para a estruturação do setor de biometano no país.
Mulheres do Biogás: equidade de gênero e transformação social
Além de sua atuação técnica, Leidiane também é protagonista na agenda de diversidade. Em 2021, cofundou a rede Mulheres do Biogás, que hoje reúne mais de 500 profissionais da área em todo o Brasil e América Latina.
Sob sua liderança, a iniciativa desenvolveu programas de capacitação, eventos técnicos, campanhas de conscientização e apoio a políticas inclusivas. Essa atuação rendeu a ela, em 2023, o título de “Hero of the Year” no mesmo AD and Biogas Industry Awards.
Amplum Biogás: conhecimento e estratégia para o setor
Fundada em 2022 ao lado da engenheira Vanice Nakano, a Amplum Biogás é uma empresa de consultoria e capacitação voltada ao setor de bioenergia. Em apenas três anos, a empresa já atendeu mais de 15 clientes com projetos estratégicos, treinou mais de 250 profissionais, promoveu eventos técnicos e se consolidou como referência nacional em comunicação e educação para o biogás.
Entre os destaques recentes da Amplum está a consultoria técnica prestada à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em consórcio com a PSR Energia e o Instituto 17. O estudo visa apoiar políticas públicas e medidas regulatórias para alavancar o uso do biometano no Estado de São Paulo, apontado como a região de maior potencial de produção de biogás do país.
O Brasil em evidência no AD and Biogas Industry Awards 2025
Além de Leidiane Mariani, outras lideranças brasileiras marcaram presença no AD and Biogas Industry Awards deste ano. A engenheira Daiana Martinez, do CIBiogás, foi finalista na mesma categoria, e o próprio CIBiogás concorreu na categoria “Pesquisa e Inovação” com seu projeto de Planta Piloto de Hidrocarbonetos Renováveis, desenvolvido em parceria com Itaipu Parquetec e UFPR.
A delegação brasileira contou ainda com a participação de nomes como Luciano Figueiredo, do Instituto Totum, e Felipe Marques, diretor do CIBiogás e membro ativo da World Biogas Association e da IEA.



