Acesso direto a energia renovável, contratos personalizados e economia de até 35% na conta de luz impulsionam adesão de grandes consumidores ao Ambiente de Contratação Livre
O reajuste médio de 15,77% nas tarifas de energia elétrica em São Paulo, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e em vigor desde 4 de julho, provocou forte reação por parte de empresas conectadas à rede de alta tensão. A elevação dos custos acentuou a preocupação com a competitividade e acelerou a busca por alternativas mais econômicas e sustentáveis — com destaque para o Mercado Livre de Energia, que permite acesso direto a fontes renováveis e contratos customizados com fornecedores.
Segundo levantamento da consultoria Grant Thornton, 36% dos empresários brasileiros já listam os gastos com eletricidade como um dos maiores desafios orçamentários. Diante desse cenário, cresce o número de organizações que recorrem ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) para reduzir custos e garantir previsibilidade financeira em um mercado cada vez mais instável.
Liberdade de escolha e energia limpa
Desde 2024, empresas de médio e grande porte — que integram o Grupo A de consumidores, com ligação em tensão igual ou superior a 2,3 kV — passaram a ter direito de escolher seu fornecedor de energia. A medida, prevista na Portaria nº 50/2022 do Ministério de Minas e Energia, equipara o modelo à lógica de portabilidade que já existe nos setores bancário e de telecomunicações.
“Os aumentos tarifários no mercado cativo impactam diretamente a competitividade de empresas em diversos setores. A migração para o ambiente livre permite não apenas previsibilidade orçamentária, mas também acesso às fontes renováveis e contratos customizados”, afirma Bernardo Bezerra, Diretor de Regulação e Inovação da Serena, empresa referência em investimentos em energia limpa.
Com atuação em parques solares e eólicos em diferentes regiões do Brasil, a Serena oferece uma plataforma 100% digital que viabiliza o processo de migração para o Mercado Livre. A proposta da empresa é descomplicar o acesso à energia renovável e democratizar os benefícios da transição energética.
“Em nossa plataforma, entendemos o perfil de consumo de energia de cada empresa e, desta forma, conseguimos apresentar as possibilidades de economia, que podem chegar até 35%. Queremos ampliar o acesso à energia renovável para o maior número de pessoas e apresentar os benefícios da prosperidade energética da Comunidade Serena”, destaca Cícero Lima, Diretor de Vendas e Marketing da companhia.
Sustentabilidade como diferencial competitivo
A migração para o Mercado Livre tem se consolidado como um pilar estratégico para empresas que desejam alinhar suas operações às diretrizes de ESG (ambiental, social e governança). O acesso facilitado a fontes limpas — como solar e eólica — permite que as companhias reduzam sua pegada de carbono sem necessidade de investimentos próprios em infraestrutura, como usinas ou placas solares.
Além disso, os contratos no ACL podem ser ajustados de acordo com o volume de consumo, sazonalidade e perfil da operação, garantindo maior aderência às necessidades do cliente. Com isso, as empresas conseguem travar preços por prazos mais longos e proteger-se de oscilações nas bandeiras tarifárias que impactam o mercado cativo.
Crescimento do Mercado Livre no Brasil
Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam que o número de unidades consumidoras no Mercado Livre deve crescer mais de 350% até 2028, com a inclusão gradativa de consumidores do Grupo B (baixa tensão). Até o momento, estima-se que mais de 106 mil novas unidades estão aptas a migrar.
Esse movimento é sustentado por um contexto de aumento na demanda por energia, instabilidade tarifária e pressão por sustentabilidade. A tendência é que o ACL deixe de ser uma alternativa de nicho para se tornar o novo padrão de contratação energética no país.



