Belo Monte lidera geração de energia no Brasil no 1º semestre e reforça protagonismo da fonte hidrelétrica na matriz elétrica

Com aumento de 38% na produção em relação a 2024, usina responde por 8% do consumo nacional e garante segurança energética durante picos de demanda, como os causados pelas ondas de calor

A UHE Belo Monte, localizada no rio Xingu, no sudoeste do Pará, encerrou o primeiro semestre de 2025 como a maior geradora de energia do país, entre todas as hidrelétricas 100% brasileiras. De janeiro a junho, a usina produziu 27.906 gigawatts-hora (GWh), o equivalente a 8% de toda a energia consumida no Brasil no período, desempenho que representa um crescimento expressivo de 38% em relação aos 20.414 GWh gerados no mesmo intervalo de 2024.

Esse volume de energia seria suficiente para abastecer 26 milhões de residências brasileiras ou, ainda, todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) por aproximadamente 14 dias. Os dados, com base no Anuário Estatístico de Energia Elétrica de 2025 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), demonstram não apenas a escala do empreendimento operado pela Norte Energia, mas também seu papel estratégico no abastecimento de energia limpa e renovável ao país.

O salto na geração de energia no primeiro semestre se deve, principalmente, às condições hidrológicas favoráveis deste ano, com maior volume de chuvas e aumento das vazões do rio Xingu, cenário inverso ao registrado em 2024, quando a região enfrentou uma forte estiagem causada pelo fenômeno El Niño.

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Papel estratégico na segurança energética nacional

Com capacidade instalada de 11 mil megawatts (MW), Belo Monte tem operado em picos de geração que respondem por até 12% da carga elétrica instantânea do país — o equivalente ao atendimento de cerca de 60 milhões de pessoas. A usina também tem se mostrado fundamental para garantir estabilidade ao SIN, especialmente em períodos críticos.

Durante o primeiro semestre, o Brasil enfrentou sucessivas ondas de calor, sobretudo na região Sudeste, que elevaram o consumo de energia a níveis históricos. No dia 26 de fevereiro, o SIN registrou o maior pico de demanda de sua história: 106.536 MW, às 18h53. Na ocasião, Belo Monte foi a hidrelétrica que mais contribuiu para o atendimento nacional, com 9.149 MW gerados — cerca de 8,5% da demanda do país naquele momento, o que corresponde ao consumo de 49,6 milhões de pessoas.

“Belo Monte vem desempenhando um papel essencial para a segurança energética do país, pois é capaz de atender rapidamente às demandas do SIN, sobretudo nos horários de maior consumo, contribuindo com energia limpa e renovável para que os brasileiros possam viver suas vidas e executar suas atividades”, destaca Paulo Roberto Ribeiro Pinto, diretor-presidente da Norte Energia.

Sustentabilidade e eficiência na operação

Além da sua expressiva capacidade de geração, Belo Monte cumpre uma função relevante na operação do sistema elétrico nacional ao atuar como uma espécie de “bateria natural” do SIN. A usina contribui para preservar os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste, reduzindo a necessidade de despacho de usinas térmicas e, consequentemente, a emissão de gases de efeito estufa.

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Essa característica é essencial para o equilíbrio do sistema, especialmente diante da crescente participação de fontes intermitentes, como solar e eólica, na matriz elétrica brasileira. Enquanto essas fontes dependem de condições climáticas, Belo Monte garante estabilidade e previsibilidade ao sistema.

Maior usina 100% nacional

Inaugurada em 2016, Belo Monte é hoje a maior hidrelétrica totalmente nacional em operação e a quinta maior do mundo. O projeto é um marco da engenharia brasileira e se consolidou como uma das principais fontes de energia limpa do país, reforçando o protagonismo da geração hidráulica no processo de transição energética.

Além do fornecimento de eletricidade, o empreendimento também impulsiona o desenvolvimento regional, com a geração de empregos e investimentos em infraestrutura e projetos socioambientais.

A performance registrada no primeiro semestre reafirma a importância da usina para a sustentabilidade do sistema elétrico brasileiro, sobretudo em momentos de estresse climático e de alta demanda.

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