Complexo Jorge Lacerda completa seis décadas de operação com forte impacto econômico e social no Sul do Brasil

Maior usina a carvão mineral da América Latina movimenta R$ 6 bilhões por ano, gera mais de 20 mil empregos e consolida papel social e energético na região

O Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, localizado em Capivari de Baixo (SC), celebra nesta quarta-feira (3) seis décadas de atuação como um dos principais vetores de desenvolvimento do Sul catarinense. Inaugurado em 1965, o empreendimento consolidou-se não apenas como a maior usina a carvão mineral da América Latina, mas também como um símbolo da contribuição estratégica do setor elétrico para a economia regional e para a segurança energética nacional.

Criado como uma solução para a crise de escassez energética que o Brasil enfrentava nos anos 1950, o complexo rapidamente se tornou um marco da engenharia e da política energética brasileira. Ao longo de seus 60 anos, o Jorge Lacerda operou como uma usina de energia firme — ou seja, independente de variações climáticas —, desempenhando papel fundamental na garantia do fornecimento constante de eletricidade, especialmente para os estados do Sul do país.

Atualmente, o complexo movimenta cerca de R$ 6 bilhões por ano e tem impacto direto e indireto na geração de mais de 20 mil empregos, desde a mineração até os serviços de apoio logístico e manutenção. Mais do que uma instalação industrial, tornou-se uma peça central no ecossistema econômico da região.

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Patrimônio energético e social

O Complexo Jorge Lacerda é, além de uma usina estratégica, um agente ativo na transformação social da comunidade de Capivari de Baixo e municípios vizinhos. Por meio de parcerias com instituições educacionais, culturais e sociais, o empreendimento oferece desde 2013 uma programação de oficinas gratuitas que atendem centenas de crianças, adolescentes, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.

Oficinas de teatro, música, dança, jardinagem, além de atividades físicas e de promoção da saúde no contraturno escolar, criaram um espaço de convivência, inclusão e desenvolvimento humano, que se expandiu para além dos limites da geração elétrica.

Em 2024, o parque sociocultural do complexo foi oficialmente reconhecido pelo governo federal como Ponto de Cultura, um selo que consolida sua atuação como um dos principais polos comunitários da região Sul. O reconhecimento destaca a importância da integração entre o setor de infraestrutura e a sociedade civil, em um momento em que a responsabilidade socioambiental se tornou central na agenda das empresas de energia.

Entre o passado e o futuro: um novo papel na transição energética

Embora o carvão mineral — principal combustível utilizado no Jorge Lacerda — enfrente crescente pressão por parte das políticas de descarbonização, o complexo segue como parte estratégica do Sistema Interligado Nacional (SIN), oferecendo respaldo em momentos de baixa disponibilidade hídrica ou solar.

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Ao mesmo tempo, a comemoração de 60 anos reacende o debate sobre o futuro da geração térmica no Brasil. Enquanto avança a transição energética e o país amplia investimentos em renováveis, o Jorge Lacerda assume uma nova postura de adaptação e compromisso com a sustentabilidade, explorando oportunidades em eficiência energética, controle de emissões e apoio à diversificação da matriz.

“A celebração dos 60 anos do Jorge Lacerda é mais do que um marco histórico — é um lembrete da importância de combinar desenvolvimento econômico, segurança energética e responsabilidade social. O complexo é um exemplo vivo de como grandes empreendimentos podem evoluir e continuar gerando valor para as comunidades e para o país”, comentou um analista do setor elétrico.

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