Eneva assegura R$ 500 milhões do FNO para expansão do Projeto Azulão 950 e consolida investimento estratégico em geração térmica na região Norte

Com novo financiamento firmado com o Banco da Amazônia, companhia atinge R$ 2,5 bilhões contratados para construção de usinas térmicas a gás no Amazonas; operação tem custo de IPCA + 6,0254% ao ano e prazo de 17 anos

A Eneva S.A. (B3: ENEV3), empresa de destaque no setor de geração e comercialização de energia elétrica integrada à exploração e produção de gás natural, anunciou nesta segunda-feira (30) a assinatura de um importante contrato de financiamento voltado à expansão de seu projeto estruturante no Norte do Brasil. Trata-se da emissão, pela sociedade de propósito específico Sparta 300 SPE S.A., de uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) no valor de R$ 500 milhões, em favor do Banco da Amazônia S.A., com recursos provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).

O objetivo do financiamento é custear a construção e implementação das usinas termelétricas UTE Azulão II e UTE Azulão IV, localizadas no estado do Amazonas e integrantes do escopo do Projeto Azulão 950 — considerado um dos principais empreendimentos térmicos do país. O contrato possui prazo total de 17 anos, incluindo três anos de carência, com vencimento final em 15 de junho de 2042. O custo pactuado é de IPCA + 6,0254% ao ano, já considerando o bônus por adimplência contratual.

Com essa nova captação, a Eneva totaliza R$ 2,53 bilhões em recursos contratados para o Projeto Azulão 950, alcançando um custo médio ponderado de IPCA + 4,13% ao ano, o que evidencia a atratividade e solidez financeira do projeto junto a instituições de fomento.

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Projeto Azulão 950: infraestrutura energética de ponta para o Norte do país

O Projeto Azulão 950 é uma iniciativa robusta voltada à geração de energia firme a partir do gás natural extraído do campo de Azulão, no Amazonas. A construção das UTEs Azulão II e IV amplia a capacidade instalada da região e contribui significativamente para a segurança do fornecimento elétrico em estados com vulnerabilidades estruturais no sistema de transmissão.

A liberação dos recursos está condicionada a cláusulas de praxe para esse tipo de operação, como marcos de avanço do cronograma físico-financeiro e documentação jurídica. A expectativa é de que a implantação das novas usinas fortaleça a estratégia da companhia de operar projetos integrados, que conectam produção de gás, geração térmica e comercialização de energia de forma eficiente, competitiva e com menor impacto ambiental.

Estratégia regional e apoio institucional

A parceria com o Banco da Amazônia e o uso do FNO como instrumento de viabilização financeira refletem o alinhamento do projeto com os objetivos de desenvolvimento regional e segurança energética nacional. O FNO, gerido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, é voltado à redução de desigualdades regionais e à dinamização das economias do Norte do Brasil — o que inclui investimentos em infraestrutura energética como base para geração de empregos e estímulo à atividade produtiva.

O investimento se soma a outras iniciativas da Eneva voltadas ao desenvolvimento sustentável da região, como o aproveitamento de gás natural com menor pegada de carbono em relação a outras fontes fósseis, e a adoção de tecnologias para aumento da eficiência na geração e no consumo.

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Potencial estratégico para a matriz energética brasileira

Com forte protagonismo no segmento de geração térmica a gás natural, a Eneva desempenha papel crucial na transição energética brasileira ao oferecer energia de base confiável, em sinergia com a expansão das fontes intermitentes, como solar e eólica. A consolidação do Projeto Azulão 950 contribui diretamente para a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), atendendo às exigências de um sistema elétrico cada vez mais complexo e diversificado.

“A celebração deste contrato e o início do fornecimento de gás natural representam um passo estratégico no desenvolvimento dos ativos da Phoenix, com o objetivo de confirmar as reservas de gás e viabilizar novas campanhas de perfuração, visando o crescimento contínuo e sustentável da produção“, escreveu o diretor-presidente da Azevedo & Travassos Energia, Ivan Carvalho, em comunicado ao mercado.

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