Belo Monte inicia ciclo estratégico de manutenção para garantir eficiência e segurança no Sistema Interligado Nacional

Com intervenções em oito turbinas, Norte Energia aposta em inovação, confiabilidade e redução de riscos para manter protagonismo operacional da maior usina 100% brasileira

A Norte Energia deu início ao novo ciclo de manutenção preventiva de grande porte das Unidades Geradoras do Complexo Hidrelétrico Belo Monte, localizado em Vitória do Xingu (PA). A iniciativa prevê, até dezembro deste ano, intervenções em oito turbinas — seis na UHE Belo Monte e duas na UHE Pimental — com foco em ampliar a eficiência operacional, garantir segurança energética e reforçar o papel estratégico da usina no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com a mobilização de cerca de 150 profissionais de diferentes áreas, o cronograma de manutenção integra ações de inspeção técnica, ajustes mecânicos, ensaios elétricos, substituição de componentes e melhorias de projeto, conforme critérios definidos a partir do número de horas de operação e de estudos de confiabilidade.

“A aplicação progressiva das práticas de engenharia da confiabilidade é o que nos permite executar intervenções cada vez mais assertivas e eficazes. Isso é fundamental diante do novo modelo de operação das hidrelétricas, que precisam responder com agilidade às variações do Sistema Interligado Nacional”, afirma Wagner Lellis, superintendente de Manutenção da Norte Energia.

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Inovação e redução de riscos operacionais

Este ciclo marca avanços importantes no modelo de manutenção preventiva adotado pela Norte Energia. Entre as novidades, destacam-se a modernização do regulador de tensão em três unidades da UHE Pimental e a inclusão de inspeções subaquáticas com mergulho técnico, tecnologia que deve otimizar tempo, reduzir custos e mitigar impactos ambientais.

Além de garantir maior confiabilidade ao processo, essas inovações fortalecem a preparação da usina para as crescentes exigências de resposta dinâmica no setor elétrico brasileiro, especialmente em um cenário de expansão das fontes intermitentes como solar e eólica, que demandam maior flexibilidade das grandes usinas hidrelétricas.

Integração de áreas e planejamento adaptativo

As manutenções começaram a ser planejadas ainda em agosto de 2024 e foram estrategicamente programadas para ocorrer entre maio e dezembro, período de vazões mais baixas do rio Xingu, o que favorece a execução segura das intervenções.

A gestão do ciclo é pautada por uma abordagem integrada, que reúne equipes de Planejamento, Execução, Engenharia, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho, além de promover um modelo de governança participativa por meio das chamadas Reuniões de Paradas de Máquinas — encontros periódicos entre as áreas envolvidas para ajustes operacionais, troca de experiências e revisão das metas ao longo do ano.

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Confiabilidade como prioridade estratégica

O ciclo de manutenção tem impacto direto sobre os principais indicadores de desempenho da companhia. A expectativa é elevar o Índice de Desempenho da Manutenção (IDM) e reduzir significativamente os episódios de indisponibilidade forçada das Unidades Geradoras.

A operação de Belo Monte é estratégica para o SIN, sendo considerada uma das principais usinas de suporte à variabilidade das fontes renováveis. Com 11.233 MW de capacidade instalada, o complexo é a maior hidrelétrica 100% brasileira, com presença fundamental na matriz elétrica nacional, especialmente em períodos de baixa geração eólica ou solar.

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