Plataforma integrada de geração e gestão de energia recebe upgrade para A.br com perspectiva estável após investir R$ 1,7 bilhão em 2025 e planejar expansão agressiva até 2027
A Thopen, reconhecida como a maior plataforma integrada de geração e gestão de energia elétrica com foco na liberalização total do mercado livre no Brasil, acaba de ter seu rating de crédito elevado pela agência internacional Moody’s. A nota passou de ‘A-.br’ para ‘A.br’, com perspectiva estável, refletindo o fortalecimento da empresa em um cenário de transição energética e crescente demanda por soluções sustentáveis no setor elétrico brasileiro.
O upgrade concedido pela Moody’s é justificado pela consolidação da estrutura societária da Thopen, o desempenho financeiro consistente e os avanços em seu plano estratégico de expansão. Em 2025, a companhia aplicou mais de R$ 1,7 bilhão em projetos que visam ampliar sua atuação em geração renovável e no desenvolvimento de soluções para consumidores do mercado livre. Até 2027, estão previstos R$ 2,3 bilhões em novos investimentos.
Entre os principais movimentos realizados no ano, destaca-se o aporte de R$ 750 milhões para a aquisição de um portfólio com 52 usinas solares no Nordeste, somando 200 MWp de capacidade instalada. A iniciativa reforça o posicionamento da Thopen no segmento de geração distribuída (GD), em especial nas modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada, áreas estratégicas no contexto da transição energética nacional.
Expansão robusta e parcerias estratégicas
A Moody’s também considerou, em sua avaliação, a solidez da Thopen como holding integrada, que opera em múltiplos segmentos da cadeia elétrica. A empresa vem estruturando um plano de crescimento com base em fontes limpas — como a energia solar e o biogás —, além de atuar em parceria com grandes companhias. Um dos destaques é a colaboração com a TIM, operadora de telecomunicações, em um programa que leva economia na conta de luz para consumidores em diferentes regiões do país.
Além da expansão física, a Thopen tem investido fortemente na criação de plataformas digitais que oferecem soluções inovadoras para consumidores do mercado livre. A estratégia tem como meta fornecer alternativas eficientes, personalizadas e sustentáveis, acompanhando o avanço da regulamentação setorial que permitirá, a partir de 2026, a migração de todos os consumidores para o ambiente livre.
Solidez financeira e governança
Segundo a Moody’s, o novo rating reflete ainda a maturidade institucional da Thopen e sua trajetória de resultados positivos, o que reduz significativamente as incertezas sobre sua performance futura. A agência também destacou o comprometimento da empresa com boas práticas de governança e estrutura de capital.
“Apesar de termos uma perspectiva estável, esperamos atingir um novo aumento de rating para Thopen em até 12 meses. Para isso, seguiremos trilhando o mesmo caminho de forte alinhamento estratégico com nossos sócios e investindo continuamente no nosso plano de expansão em energia renovável no Brasil, pautados em oferecer soluções eficientes e seguras para os nossos clientes”, afirma Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy.
Ele ressalta ainda que “além do comprometimento com o seu projeto de expansão, a companhia também está preocupada com a estrutura de governança e transparência da empresa, com foco total em garantir uma estrutura de capital adequada para enfrentar os desafios da abertura do mercado de energia e em realizar uma entrega de valor para os consumidores.”
Projeções ambiciosas
Atualmente, a Thopen e a Pontal Energy somam 608 MW em geração centralizada e mais de 240 MWp em geração distribuída em operação. Estão em curso novos empreendimentos que devem elevar a capacidade de GD para 500 MWp até o fim de 2026. A expectativa é alcançar 800 MWp nos próximos anos, por meio de projetos próprios e aquisições de terceiros.
A companhia também projeta crescimento acelerado em sua base de clientes: de 250 mil unidades consumidoras atualmente para 1 milhão nos próximos anos, impulsionada pelo amadurecimento regulatório e pelas novas demandas do mercado livre.



