Palmas se consolida como referência em energia solar no setor público e projeta economia de R$ 5,3 milhões por ano

Com cinco usinas fotovoltaicas, prefeitura reduz custos com energia, promove sustentabilidade e fortalece política de transição energética no Norte do Brasil

A capital do Tocantins, Palmas, dá um passo decisivo rumo à transição energética com a implantação de cinco usinas solares fotovoltaicas que já começam a transformar a matriz energética do município. Com produção estimada em 540 mil kWh por mês — o equivalente a 6,48 milhões de kWh ao ano — a Prefeitura projeta uma economia superior a R$ 5,3 milhões por ano em gastos com energia elétrica.

O projeto, desenvolvido com foco em sustentabilidade e eficiência fiscal, contempla a instalação de 8.110 painéis solares e 45 inversores em pontos estratégicos da cidade. A energia gerada é convertida em créditos para compensar o consumo de mais de 20 órgãos e secretarias municipais, entre eles Educação, Saúde, Infraestrutura, Mobilidade Urbana, Esportes, Turismo e o próprio gabinete do Prefeito.

Energia limpa, economia real

De acordo com os dados divulgados pela administração municipal, o sistema apresenta um retorno estimado em dois anos e oito meses, período após o qual o investimento começa a gerar lucro efetivo para o município. A economia média mensal projetada é de R$ 444,4 mil, que representa um alívio importante no orçamento público diante dos crescentes custos com energia no setor público brasileiro.

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“Essa medida proporcionará redução nos custos com energia elétrica e maior eficiência na gestão dos recursos públicos. É um projeto que une economia, responsabilidade ambiental e visão de futuro”, afirma o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Paulo Cezar Monteiro. Segundo ele, Palmas se posiciona na vanguarda da transição energética, sendo referência para outras capitais da região Norte e do país.

Parque do Povo é vitrine da energia solar pública no Norte

O destaque do projeto está no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues – Parque do Povo, que abriga a maior usina entre as cinco implantadas. Com capacidade instalada de 3,2 MW, o local reúne 7.606 painéis solares, distribuídos entre o solo (5.850 unidades), o telhado (556) e um estacionamento coberto (1.200), construído com carports solares que criam 160 novas vagas para veículos.

Além de concentrar cerca de 70% da geração de energia do sistema, a escolha do Parque do Povo considerou critérios ambientais: 95% da área já estava degradada, minimizando impactos ambientais da obra. A localização estratégica e o uso de uma área em recuperação ambiental reforçam o compromisso com a sustentabilidade.

Compensação energética e gestão inteligente

A energia produzida pelas usinas é injetada na rede elétrica da concessionária local e convertida em créditos de energia por meio do sistema de compensação da Aneel. Esse modelo garante que, mesmo que a geração esteja concentrada em pontos específicos, os créditos possam ser utilizados por diferentes unidades consumidoras da administração pública municipal.

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Entre os órgãos beneficiados estão unidades escolares, postos de saúde, secretarias administrativas, fundações esportivas e de lazer, além de equipamentos turísticos e culturais. Essa redistribuição inteligente da energia é estratégica para garantir modicidade tarifária e previsibilidade nos custos públicos com energia.

Palmas no mapa da transição energética

O projeto desenvolvido pela Prefeitura de Palmas alinha-se aos compromissos ambientais firmados em fóruns nacionais e internacionais. A cidade passa a integrar a lista crescente de municípios brasileiros que investem em autoprodução de energia renovável no setor público, com retorno financeiro, impacto ambiental positivo e potencial de influência regional.

Além dos benefícios financeiros, a iniciativa fortalece o papel da cidade como agente ativo da transição energética. A capital do Tocantins se torna vitrine e modelo para outras gestões que buscam conciliar eficiência fiscal com ações concretas em prol da sustentabilidade.

“Estamos investindo hoje para colher benefícios por décadas. Esse projeto inspira outras cidades a seguir o mesmo caminho”, reforça Monteiro.

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