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Energia Solar em Hospitais Filantrópicos: Parceria da Itaipu Garante R$ 12 Milhões em Economia

Projeto inédito reduzirá custos operacionais e fortalecerá o atendimento pelo SUS no Paraná

A energia solar passará a ser uma aliada essencial para cerca de 80 hospitais filantrópicos do Paraná. Graças a um investimento de R$ 82 milhões, viabilizado pela Itaipu Binacional em parceria com a Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), essas instituições terão redução significativa na conta de luz. A economia anual projetada é de R$ 12 milhões, recursos que poderão ser direcionados para ampliar o atendimento à população, contratar mais profissionais e investir em medicamentos e equipamentos.

O anúncio foi feito em Londrina (PR), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que ressaltou o impacto do projeto para a área hospitalar e para a transição energética no Brasil. “Essa iniciativa é um modelo a ser replicado em outras regiões. Além de reduzir custos, fortalece o desenvolvimento sustentável e contribui para a redução dos impactos das mudanças climáticas”, afirmou.

A iniciativa faz parte do programa Itaipu Mais que Energia, voltado para projetos socioambientais alinhados às diretrizes do Governo Federal. No total, a economia gerada pelos painéis solares cobrirá aproximadamente 35% do consumo de eletricidade dessas unidades hospitalares, garantindo mais eficiência e previsibilidade nos custos operacionais.

Energia Limpa e Redução de Custos

Com o acordo entre Itaipu e Femipa, serão instalados 18 MW de geração fotovoltaica, energia suficiente para abastecer uma cidade com 60 mil habitantes. Os hospitais contemplados incluem unidades de baixa e média tensão, priorizando aqueles com maior demanda energética.

A distribuição dos sistemas fotovoltaicos ocorrerá da seguinte forma:

  • 29 hospitais receberão painéis solares em telhados e coberturas de estacionamentos, com obras iniciando em abril.
  • Os demais serão abastecidos por quatro usinas solares, cuja construção começará em junho.

Para hospitais como a Santa Casa de Londrina, que atende municípios de toda a região e enfrenta altos custos com eletricidade, o impacto será direto. Atualmente, a unidade tem uma conta de luz de R$ 350 mil por mês, que será reduzida em R$ 120 mil após a implementação da energia solar. “Esse valor será fundamental para melhorar a assistência ao SUS e diminuir o déficit financeiro da instituição”, explicou a superintendente da Santa Casa, Ana Paula Cantelmo Luz.

Sustentabilidade na Saúde

Além da redução de custos, o projeto reforça o compromisso da Itaipu Binacional com a transição energética e o desenvolvimento sustentável. O diretor-geral da empresa, Enio Verri, destacou o impacto social da iniciativa.

“Os hospitais passam a contar com uma energia limpa e acessível, o que melhora a qualidade dos serviços prestados à população. Essa parceria não é apenas um avanço ambiental, mas também econômico e social.”

A Femipa, que representa 92 hospitais beneficentes no Paraná, também vê o projeto como um marco no fortalecimento das Santas Casas e unidades filantrópicas, responsáveis por mais de 50% do atendimento do SUS no estado e 70% dos procedimentos de alta complexidade, como cardiologia, oncologia e transplantes.

A Itaipu acompanhará os indicadores de geração de energia nos primeiros três anos do projeto, fornecendo dados para replicar o modelo em outras regiões. Esse monitoramento permitirá ajustes e servirá como referência para futuras iniciativas semelhantes.

Expansão para Outras Regiões

O ministro da Saúde adiantou que o Governo Federal estuda formas de expandir o projeto para outras partes do país. A Caixa Econômica Federal, que já financia as Santas Casas, pode ter papel essencial nessa ampliação, facilitando novos investimentos em energia renovável para hospitais públicos e filantrópicos.

A transição energética no setor hospitalar ganha, assim, um novo modelo de financiamento e implementação, unindo redução de custos, impacto ambiental positivo e fortalecimento do SUS. O sucesso da parceria no Paraná pode ser o primeiro passo para transformar a matriz energética da saúde pública no Brasil.

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