Mudanças entram em vigor no PMO de novembro e incluem revisão de volumes de reservatórios, séries de vazões naturais e parâmetros de modelos hidrológicos
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) implementará, a partir do Programa Mensal da Operação (PMO) de novembro de 2026, uma atualização dos dados hidrológicos e cadastrais utilizados no planejamento, na programação e na operação em tempo real do Sistema Interligado Nacional (SIN). As mudanças também serão consideradas nos estudos do operador e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com possíveis reflexos sobre a operação das hidrelétricas e a formação de preços no mercado de energia.
O trabalho inclui a revisão dos volumes dos reservatórios, das séries de vazões naturais e dos parâmetros dos modelos hidrológicos, com incorporação de novas metodologias e informações técnicas homologadas pelos órgãos competentes.
Revisão atende a determinação do TCU
A atualização decorre de um plano de ação conduzido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para atender ao Acórdão nº 1.631/2018 do Tribunal de Contas da União (TCU), que estabeleceu diretrizes para a revisão das garantias físicas das usinas hidrelétricas do SIN.
A revisão dos dados que representam as condições hidrológicas e as características dos empreendimentos também exige ajustes nas informações utilizadas pelos modelos oficiais de planejamento e operação. Com a entrada em vigor dos novos parâmetros, o ONS passará a considerá-los tanto nos processos de programação quanto na coordenação da operação em tempo real das usinas hidrelétricas sob seu despacho.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, destacou a participação das instituições do setor na condução do trabalho, realizado no âmbito do Grupo Técnico de Atualização dos Dados Cadastrais e Séries de Vazões Naturais, vinculado ao Comitê Técnico PMO-PLD, coordenado conjuntamente pelo ONS e pela CCEE.
“O processo envolveu a participação de diferentes instituições do setor elétrico, no âmbito do Grupo Técnico de Atualização dos Dados Cadastrais e Séries de Vazões Naturais, vinculado ao Comitê Técnico PMO-PLD que tem coordenação conjunta ONS-CCEE, reforçando a transparência do ONS”, explica Marcio Rea, diretor-geral do Operador.
Modelos passam por testes de impacto
A revisão das séries de vazões naturais foi coordenada pelo ONS, com acompanhamento do MME, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os agentes de geração contribuíram com dados, metodologias e resultados.
Antes da adoção dos novos parâmetros, foram realizados testes com os modelos hidrológicos e eletroenergéticos da cadeia oficial para avaliar os efeitos das alterações sobre os processos operativos e a formação de preços. O diretor de Operação do ONS, Valter Cardeal, ressaltou que a avaliação prévia buscou antecipar os impactos das mudanças sobre as ferramentas utilizadas pelo setor.
“Foram realizados testes utilizando os modelos hidrológicos e os modelos eletroenergéticos da cadeia oficial para avaliação dos impactos das mudanças, proporcionando maior previsibilidade quanto aos reflexos nos processos operativos e na formação de preços do mercado de energia”, ressalta o diretor de Operação do ONS, Valter Cardeal.
Novos dados serão usados na operação do SIN
A partir de novembro, as informações revisadas integrarão os processos oficiais de planejamento e programação da operação do SIN, além da coordenação em tempo real. A atualização também será incorporada aos estudos do ONS e da CCEE.
A mudança busca aprimorar a base técnica utilizada na representação das condições hidrológicas e na simulação da operação do sistema elétrico. Os efeitos sobre a operação e os preços dependerão dos resultados dos modelos com os novos dados e das demais condições de oferta e demanda consideradas em cada período.



