Solfácil escala ecossistema solar e projeta R$ 1,5 bilhão em CRIs e CDBs verdes para 2026

Após recorde de crédito em 2025, companhia aposta em licença financeira e armazenamento de energia para liderar nova fase da geração distribuída.

A Solfácil consolidou sua posição como o maior ecossistema de energia solar da América Latina ao atingir a marca histórica de 200 mil clientes financiados. O desempenho em 2025 foi emblemático para a companhia, que registrou seu recorde anual com mais de R$ 1 bilhão em crédito concedido para projetos fotovoltaicos. Desde sua fundação, em 2018, a empresa já movimentou mais de R$ 6 bilhões, unindo soluções de financiamento, distribuição de equipamentos e tecnologia de monitoramento.

O resultado ocorre após um período de ajustes macroeconômicos e regulatórios no setor de Geração Distribuída (GD). Mesmo sob a pressão de juros elevados, a empresa expandiu sua carteira e reforçou sua logística, integrando marcas globais como Huawei, Solis, Sofar e Unipower ao seu portfólio de distribuição. Agora, a estratégia para 2026 foca em autonomia financeira e na liderança do mercado de armazenamento de energia.

A transição para Financeira e a estratégia de funding

Um dos principais pilares para este ano é a operação como instituição financeira autorizada pelo Banco Central. A mudança no modelo de funding permite que a Solfácil emita CDBs diretamente ao mercado, reduzindo intermediários e a dependência de estruturas complexas.

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A meta de captação para 2026 é agressiva e totaliza R$ 1,5 bilhão em instrumentos verdes. O planejamento prevê a emissão de R$ 500 milhões em CDBs e mais de R$ 1 bilhão em CRIs verdes. Ao avaliar a performance recente e o rigor na concessão de crédito, o cofundador e CFO, Guillaume Tiret, enfatizou a resiliência do modelo de negócio:

“Mesmo com o mercado mais desafiador, conseguimos crescer com disciplina de crédito e eficiência operacional”, destaca.

Baterias: O novo “front” da geração distribuída

O armazenamento de energia (BESS) deixou de ser um nicho para se tornar o novo motor de crescimento da Solfácil. Após o sucesso de um piloto em 2024, a empresa iniciou a operação em escala em março de 2025, com aportes superiores a US$ 1 milhão. A queda nos preços das baterias e o novo cenário regulatório, que valoriza a gestão da energia e a autonomia, impulsionaram as vendas recorrentes ao longo do último ano.

A companhia busca integrar o financiamento e a distribuição de baterias em uma plataforma única, facilitando a adesão de integradores e clientes finais a sistemas híbridos. Ao projetar o futuro da matriz descentralizada, o COO da Solfácil, Eduardo Neubern, destacou o papel estratégico da tecnologia.

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“A tendência é que o armazenamento se torne parte central da geração distribuída nos próximos anos e estamos preparados para isso”, afirma

Eficiência operacional via Inteligência Artificial

No campo da produtividade, a Solfácil aposta na Inteligência Artificial (IA) como ferramenta transversal para reduzir custos operacionais e refinar a análise de risco. A tecnologia proprietária de monitoramento, através dos dispositivos Solfácil Smart Pro e Home, continua no centro da estratégia de retenção e qualidade da carteira.

A utilização de IA visa não apenas a produtividade interna, mas a melhoria da experiência do integrador solar, que consegue respostas mais rápidas em análises de crédito e suporte técnico. Com o ecossistema conectado, a empresa espera que a digitalização dos processos seja o diferencial para sustentar o crescimento de dois dígitos em 2026.

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