Companhia de transmissão de energia acelera metas de diversidade, supera média do setor elétrico e reforça participação de mulheres em áreas técnicas e projetos estratégicos
A agenda de diversidade e inclusão ganha protagonismo crescente no setor elétrico brasileiro, historicamente marcado por baixa representatividade feminina em áreas técnicas e posições estratégicas. Em meio às transformações da matriz energética, à expansão da transmissão de energia e à crescente complexidade regulatória, a ISA ENERGIA BRASIL anuncia avanços consistentes na participação feminina e estabelece novas metas públicas para os próximos anos.
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, a companhia, líder em transmissão de energia no País, detalhou a evolução de seus indicadores de diversidade de gênero e reafirmou a ambição de alcançar 30% de mulheres tanto no quadro total quanto nas posições de liderança até 2030.
Crescimento da liderança feminina acima da média setorial
Entre 2020 e 2025, a ISA ENERGIA BRASIL registrou avanço de cerca de cinco pontos percentuais na participação feminina em cargos de liderança. Atualmente, as mulheres representam 19% do quadro total de colaboradores(as) e 25% das posições de liderança.
O desempenho se destaca frente ao cenário do setor elétrico nacional. De acordo com o estudo “As Mulheres no Setor Elétrico”, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2023, as mulheres representam aproximadamente 20% da força de trabalho do setor, concentradas majoritariamente em áreas administrativas (66%).
Na ISA ENERGIA BRASIL, além das áreas administrativas, a presença feminina se consolida em frentes técnicas e operacionais estratégicas, como Operação e Projetos. Engenheiras, analistas, eletricistas de manutenção em subestações, técnicas de linha de transmissão, inspetoras de campo e líderes de obras compõem o quadro técnico da companhia, refletindo uma mudança gradual na dinâmica de um segmento tradicionalmente masculino.
Nos programas de porta de entrada, Estágio, Trainee e Aprendiz, as mulheres representaram 46% em 2025, com meta de atingir 50% nos próximos quatro anos, fortalecendo o pipeline de formação de lideranças futuras na transmissão de energia.
Estratégia estruturada em metas públicas e indicadores
A ampliação da participação feminina integra o Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) da empresa, estruturado em quatro frentes: equidade de gênero, raça e etnia, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTI+. A estratégia conta com metas públicas e monitoramento contínuo de indicadores.
Desde 2024, a ISA ENERGIA BRASIL também integra o IDIVERSA da B3, primeiro índice focado em diversidade na América Latina, reforçando o compromisso com governança corporativa e práticas ESG no setor de infraestrutura elétrica.
À frente da agenda de pessoas, Simone Albuquerque, diretora de Talento Organizacional da companhia, detalha a lógica estratégica por trás da iniciativa. “Entendemos que para nos mantermos competitivos, temos que investir em um ambiente diverso, que inclua diferentes perspectivas, gerando respostas inovadoras para os novos desafios que se apresentam ao setor. Dessa forma, para vivermos nossos princípios culturais e termos um ambiente de trabalho diverso e inclusivo, estruturamos ações que vão desde processos seletivos com vagas afirmativas até programas de desenvolvimento, sucessão e formação de lideranças”, afirma Simone Albuquerque, diretora de Talento Organizacional da ISA ENERGIA BRASIL.
A executiva reforça que o objetivo vai além de indicadores quantitativos. “O nosso objetivo é criar um ambiente seguro e representativo, onde as mulheres possam desenvolver todo o seu potencial, assumir posições estratégicas e contribuir ativamente para a execução dos projetos que sustentam a expansão e a confiabilidade do sistema elétrico”, completa.
Protagonismo feminino em projetos estratégicos de transmissão
A presença feminina também se consolida em empreendimentos de grande porte no segmento de transmissão de energia. Jacqueline Balliari, coordenadora de Implantação de Subestações desde 2024, integra a liderança de um dos maiores projetos greenfield da companhia: o Projeto Piraquê.
O empreendimento amplia a capacidade de escoamento de energia renovável no Norte de Minas Gerais, reforçando a infraestrutura necessária para a transição energética brasileira. Com mais de dez anos de experiência no setor elétrico e certificação PMP em gestão de projetos, Jacqueline representa a nova geração de lideranças técnicas femininas na transmissão.
Sua trajetória inclui início de carreira como estagiária de engenharia e formação sólida em engenharia ambiental e civil, além de especializações em gestão de projetos e construções sustentáveis.
Ao refletir sobre o ambiente corporativo e o avanço da diversidade, Jacqueline destaca o impacto cultural da política interna da companhia. “Trabalhar com pessoas e construir conexões verdadeiras é o que me motiva. Tenho um carinho especial por ambientes que valorizam respeito, diversidade e a troca de experiências que fortalecem principalmente as mulheres nas áreas técnicas e de liderança. Na ISA ENERGIA BRASIL, vivi na prática esse incentivo a circular entre áreas e aprender com outras visões. Esse clima de abertura e colaboração é tão presente que levou a empresa ao selo Great Place to Work, um reconhecimento que tem muito a ver com o que vivenciamos aqui.”
Diversidade como vetor de competitividade no setor elétrico
A ampliação da participação feminina em empresas de transmissão de energia ocorre em um contexto de expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN), crescimento da geração renovável e necessidade de maior eficiência operacional. Nesse cenário, políticas estruturadas de diversidade e inclusão passam a ser vistas não apenas como agenda social, mas como fator estratégico de competitividade.
Ao estabelecer metas públicas até 2030 e ampliar a presença de mulheres em áreas técnicas, operacionais e de liderança, a ISA ENERGIA BRASIL sinaliza ao mercado que a transição energética também passa por transformação cultural e renovação de quadros decisórios.
Para um setor que enfrenta desafios como modernização da rede, integração de fontes intermitentes e expansão da transmissão para novas fronteiras de geração renovável, a diversidade de perspectivas pode se traduzir em inovação, governança mais robusta e maior capacidade de adaptação a um ambiente regulatório e tecnológico em constante evolução.



