Abegás elege novo Conselho para 2026-2028 e reforça agenda de segurança jurídica e expansão da oferta de gás

Rafael Lamastra Jr assume a presidência do Conselho com foco em Gas Release, diversificação da agenda do gás natural e integração do biometano ao grid existente

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) definiu a nova composição do seu Conselho de Administração para o biênio 2026-2028. A eleição foi realizada em assembleia no dia 26 de fevereiro, no Rio de Janeiro, e confirmou Rafael Lamastra Jr como novo presidente do colegiado.

O mandato do Conselho de Administração terá vigência de 1º de março de 2026 a 28 de fevereiro de 2028. Já o Conselho Fiscal exercerá mandato de 1º de março de 2026 a 28 de fevereiro de 2029.

A mudança ocorre em um momento estratégico para o mercado de gás natural, marcado por debates regulatórios, consolidação do Novo Mercado de Gás, discussões sobre Gas Release, ampliação da oferta de molécula e maior integração entre gás natural, setor elétrico e transição energética.

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Agenda estratégica: três eixos centrais

O novo presidente do Conselho, Rafael Lamastra Jr., estabeleceu as diretrizes que nortearão a associação no próximo biênio, sinalizando uma postura proativa na defesa dos interesses das concessionárias e na busca por novos mercados.

“Estaremos muito focados em fortalecer a defesa da importância das distribuidoras, em trabalhar para aumentar a oferta e, não menos importante, em reivindicar avanços na diversificação da agenda do gás”, diz Lamastra Jr.

A declaração sinaliza que a entidade pretende intensificar sua atuação institucional em defesa das distribuidoras de gás canalizado, em um ambiente regulatório que envolve competências estaduais, diretrizes federais e crescente interlocução com órgãos reguladores.

Segurança jurídica e diálogo com a ANP

A garantia de um ambiente regulatório estável é apontada por Lamastra Jr. como a premissa básica para que o setor atraia os vultosos aportes necessários à sua expansão. Ao tratar da interlocução com o regulador, o dirigente afirma:

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“Um ponto-chave na nossa agenda é defender a segurança jurídica e o respeito aos contratos de concessão, intensificando um diálogo técnico com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e outras entidades ligadas à indústria do gás natural”, explica o novo presidente do Conselho de Administração da Abegás.

A referência direta à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis reforça a centralidade da regulação federal no atual estágio do mercado de gás natural. A harmonização entre regras federais e contratos estaduais de concessão tem sido um dos pontos sensíveis do debate setorial.

Para investidores e agentes do setor elétrico, especialmente termelétricas e grandes consumidores industriais, a previsibilidade regulatória é condição essencial para decisões de longo prazo.

Oferta de gás, Gas Release e competitividade industrial

No que tange à liquidez do mercado, a nova gestão assume o compromisso de atuar diretamente no destravamento da oferta, enxergando no acesso à molécula o combustível para a retomada industrial. Lamastra Jr.

“Outra prioridade é garantir o aumento da oferta de molécula de gás no Brasil, com apoio a iniciativas como o Gas Release, como forma de aumentar a competitividade para a indústria. Também seremos muito vocais e atuantes em outros três temas: a intensificação do posicionamento do gás como insumo fundamental na transição, descarbonização e adição energética; o fortalecimento do conceito do gás como fonte de confiabilidade para datacenters e indústria; e a consolidação do grid existente como vetor de integração e expansão do biometano”, complementa Lamastra Jr.

A menção ao Gas Release remete à estratégia de desconcentração da oferta e estímulo à concorrência na comercialização de gás natural, considerada peça-chave para redução de preços e ampliação do acesso ao insumo.

Além disso, o posicionamento do gás natural como vetor de transição energética ganha força em um contexto de expansão de energias renováveis intermitentes. O gás é frequentemente apontado como fonte de confiabilidade para o sistema elétrico, garantindo flexibilidade operativa, especialmente em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

A integração do biometano à infraestrutura existente também surge como agenda relevante, alinhada às metas de descarbonização e ao aproveitamento do grid de distribuição como plataforma para diversificação energética.

Reconhecimento à gestão anterior

Ao projetar os desafios do novo biênio, Lamastra Jr. fez questão de validar o legado deixado por seu antecessor, ressaltando que a nova agenda se apoia em uma estrutura institucional já consolidada.

“A condução firme de Luiz Gavazza, e do Conselho, foi determinante para o fortalecimento as empresas de distribuição de gás canalizado, mostrando como o setor tem papel decisivo para contribuir com a competitividade da indústria, a criação de renda e empregos e o desenvolvimento econômico e social das regiões onde estão situadas, mas sempre com um olhar na expansão, eficiência e segurança dos serviços”, pontuou.

O reconhecimento ocorre em um período de consolidação institucional da Abegás, em que o debate sobre mercado de gás natural, transição energética, segurança energética e integração com o setor elétrico se torna cada vez mais estratégico.

Para o biênio 2026-2028, a entidade sinaliza atuação intensa em temas como oferta de gás, segurança jurídica, regulação, Gas Release, biometano e competitividade industrial, pilares que devem influenciar diretamente a dinâmica do mercado de gás natural e seus impactos sobre o setor elétrico brasileiro.

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