AXIA Energia inicia reenchimento gradual do reservatório com monitoramento permanente e reforça compromisso com segurança de barragens e meio ambiente
A AXIA Energia informou que a Usina Hidrelétrica de Colíder deixou oficialmente o estado de “alerta” e retornou ao nível de “atenção”, após a conclusão de intervenções técnicas e a validação de estudos que atestaram a eficácia das medidas adotadas. O movimento marca um novo capítulo na gestão do ativo, adquirido em maio de 2025 pela companhia.
Localizada no estado do Mato Grosso, a UHE Colíder vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado desde agosto de 2025, quando problemas identificados em drenos levaram à elevação do nível de segurança da barragem para “alerta”. A atualização divulgada ao mercado nesta segunda-feira (23/02) sinaliza avanço relevante na estabilização das condições operacionais e estruturais do empreendimento.
Reenchimento do reservatório começa sob protocolo rigoroso
Com a alteração do nível de segurança, a companhia dará início ao reenchimento do reservatório de forma gradual e controlada. O processo será conduzido com monitoramento permanente das condições estruturais da barragem, da qualidade da água e da fauna local, além de comunicação contínua com as comunidades da região.
O procedimento foi autorizado pelos órgãos competentes após análise do plano de ação apresentado pela empresa. A estratégia segue protocolos consolidados de segurança de barragens, priorizando a integridade física da estrutura e a mitigação de impactos socioambientais.
Em comunicado ao mercado, a companhia informou: “A Companhia iniciará na data de hoje, o reenchimento do reservatório de forma gradual e controlada, priorizando a segurança das pessoas e do meio ambiente. O processo inclui monitoramento permanente das condições estruturais, da qualidade da água e da fauna, além de comunicação com as comunidades locais. O procedimento foi autorizado pelos órgãos competentes após a análise do respectivo plano de ação.”
Histórico: da aquisição ao estado de alerta
A classificação dos níveis de segurança de barragens segue uma ordem crescente de criticidade: “normal”, “atenção”, “alerta” e “emergência”.
Quando adquiriu a UHE Colíder, em maio de 2025, junto à Companhia Paranaense de Energia (Copel), a AXIA Energia recebeu o ativo no nível “atenção”. A partir da aquisição, foram iniciadas inspeções técnicas por especialistas internos e por um board externo de consultores, com o objetivo de conduzir a usina ao nível “normal”.
Em agosto de 2025, a identificação de problemas em alguns drenos elevou a classificação para “alerta”. Diante do cenário, a empresa promoveu o deplecionamento controlado do reservatório e contratou estudos adicionais para aprofundar o diagnóstico estrutural.
As intervenções recomendadas foram implementadas e concluídas em novembro de 2025. Desde então, novos testes e monitoramentos vinham sendo realizados para aferir a eficácia das soluções técnicas adotadas, resultado que agora permitiu a redução do nível de criticidade.
Segurança de barragens e governança no setor elétrico
O episódio reforça a centralidade da gestão de riscos estruturais no parque hidrelétrico brasileiro. Em um contexto de crescente escrutínio regulatório e social sobre segurança de barragens, a atuação tempestiva na identificação de anomalias e na execução de planos de ação é fator determinante para a preservação de ativos e da confiança institucional.
A companhia destacou que seguirá com monitoramento contínuo e trabalhos complementares com o objetivo de restabelecer a usina ao nível “normal” de segurança.
“A AXIA Energia seguirá realizando monitoramento e trabalhos complementares com o objetivo de restabelecer a usina ao nível de segurança ‘normal’. Essas ações reforçam a prioridade da AXIA Energia com a segurança das pessoas, do meio ambiente e de seus ativos.”
Impactos operacionais e sinalização ao mercado
Do ponto de vista do setor elétrico, a normalização gradual das condições da UHE Colíder contribui para maior previsibilidade operacional no Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente em um momento de atenção permanente à segurança energética e à confiabilidade dos ativos de geração.
Embora o nível “atenção” ainda demande acompanhamento técnico intensificado, a saída do estado de “alerta” reduz a criticidade do empreendimento e sinaliza que as medidas corretivas implementadas foram tecnicamente eficazes.
Para o mercado, o movimento também representa teste relevante de governança e capacidade de resposta da nova controladora diante de um ativo sensível. A condução do processo, com comunicação formal ao mercado e alinhamento com órgãos competentes, tende a reforçar a percepção de diligência técnica e responsabilidade socioambiental.
A evolução para o nível “normal” dependerá da continuidade dos monitoramentos e da consolidação dos indicadores estruturais da barragem ao longo dos próximos ciclos hidrológicos.



